Educação

Alunos do secundário terão descontos em exames de institutos de línguas

Alunos do secundário terão descontos em exames de institutos de línguas

Os alunos do ensino Secundário que façam a partir deste ano o exame nacional às línguas estrangeiras, no 11.º ano, poderão vir a inscrever-se nas provas de certificação feitas em quatro institutos de línguas e ainda terem acesso a um desconto que poderá ser superior a 50%.

Cambridge, Cervantes, Goethe e Francês são as quatro escolas com as quais o Instituto de Avaliação Educativa (IAVE) - responsável pela produção das provas e exames nacionais - assinou protocolos que conferem aos alunos do ensino secundário o acesso a descontos nos exames de certificação a Inglês, Espanhol, Alemão e Francês. O objetivo, apurou o JN, "é que os alunos possam assim enriquecer o seu currículo". Sendo que os descontos podem ser superiores a "50%".

A Federação Nacional de Professores (Fenprof) divulgou esta terça-feira, através de comunicado, ter enviado questões ao Ministério da Educação sobre os protocolos previstos no Plano de Atividades do IAVE para 2018. "É completamente estranho e contraditório que os responsáveis do ME tendo suspendido, e bem, o exame de Inglês de Cambridge English Language Assessment, agora não se demarquem dos referidos protocolos", escreve a Fenprof.

Em respostas escritas enviadas ao JN, o ME defende que estes protocolos se distinguem do Preliminary English Test (PET), que os alunos do 9.º ano fizeram na anterior legislatura e que foi suspenso em 2016.

"Trata-se de um acordo para desconto no acesso a certificação e não de uma certificação imposta. É voluntária e não integra o sistema de avaliação das aprendizagens. Os professores das escolas não estão obrigatoriamente envolvidos no processo de certificação", enumera o ME, sublinhando que a intenção é apenas a de permitir "o reconhecimento externo da qualidade da formação linguística conferida pelo sistema educativo português e não de submeter essa qualidade a uma avaliação por uma entidade externa".

A intenção de os alunos terem acesso a certificados internacionais foi revelada pelo secretário de Estado da Educação, no Parlamento, a 28 de março.

"Estamos a trabalhar para que os alunos que fazem exames nacionais a línguas possam ter acesso a certificados internacionais", respondeu na Comissão de Educação, João Costa à deputada do CDS, Ana Rita Bessa, que tinha questionado a equipa ministerial sobre a suspensão do PET.