Covid-19

Alunos e professores vão ser testados três vezes com intervalos de sete dias

Alunos e professores vão ser testados três vezes com intervalos de sete dias

A campanha de rastreios feita nas escolas prevê três momentos de testagem separados por sete dias de intervalo. O processo arrancou em secundárias mas durante a interrupção letiva será feito nas escolas de acolhimento, divulgou esta segunda-feira o Ministério da Educação.

A Direção-Geral de Saúde emitiu recomendações para os estabelecimentos. Pais de alunos menores de idade, professores e funcionários têm de dar consentimento escrito e garantir que não foram diagnosticados com covid-19 há menos de 90 dias. Se o foram não devem realizar os testes.

A campanha, recorde-se, arrancou dia 20 em secundárias localizadas em concelhos com mais de 960 casos de infeção por 100 mil habitantes (nesse dia 155 concelhos tinham nível extremo de risco de transmissão) ou em situações de surto. Mas face à pausa letiva definida pelo Governo até 5 de fevereiro, o processo de testagem vai continuar nas cerca de 700 escolas de acolhimento que se mantém abertas para servir alunos, filhos de funcionários de serviços essenciais, e para servir refeições em regime de "take-away" para alunos abrangidos pela Ação Social Escolar, divulgou esta segunda-feira o Ministério da Educação.

Serão priorizados, tal como definido no plano inicial, os estabelecimentos de ensino localizados em concelhos de risco extremamente elevado.

Após o início do rastreio, "são sempre realizadas três testagens previstas com intervalo de 7 dias, mesmo que o concelho onde se localiza o estabelecimento de ensino deixe de apresentar uma incidência cumulativa a 14 dias superior a 960 por 100 000 habitantes", lê-se nas orientações publicadas em conjunto com a Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (Dgeste) e com a Direção-Geral de Educação (DGE).

Os resultados podem ser comunicados oralmente aos utentes adultos no momento do teste. No caso dos alunos menores, a informação deve ser transmitida aos encarregados de educação. Independentemente dessa divulgação, todos os resultados devem ser "transmitidos de modo formal ao utente através de boletim de resultado, sms, email ou outra via, até 12 horas depois da realização do teste" pela equipa que realizou a testagem.

Ainda que o resultado seja negativo, desde que o aluno, professor ou funcionário tenham sintomas ou sejam considerados contactos de risco de um caso de infeção, terão de realizar o teste molecular (PCR).

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A DGS recomenda às escolas organizarem os espaços de colheita em locais amplos como os pavilhões. Os testes só podem ser feitos por profissionais de saúde "habilitados" que também terão de contactar os "coabitantes diretos das pessoas que testaram positivo" para que fiquem em isolamento e contactem a linha SNS24.

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