PISA 2015

Alunos portugueses conseguem melhor resultado de sempre

Alunos portugueses conseguem melhor resultado de sempre

Os alunos portugueses conseguiram o melhor resultado de sempre. No Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), feito em 2015 e especialmente dedicado à literacia científica, Portugal ficou pela primeira vez, acima da média dos resultados dos países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico).

Os testes são feitos a alunos de 15 anos. Em 2000, primeiro ano de publicação do PISA, Portugal obteve 459 pontos e em 2015, 501 pontos - passou da antepenúltima posição para a 17ª entre os países da OCDE. Só desde 2006 - quando o PISA também privilegiou a literacia científica - Portugal melhorou 27 pontos. Foi, aliás, dos países que mais evoluiu, numa média de crescimento de 2,8 pontos por ano, até contrariamente à média da OCDE que decresceu ligeiramente.

Nos resultados a Leitura, os alunos também conseguiram, pela primeira vez, ficar acima da média da OCDE com 498 pontos. A Matemática, os resultados ficaram na média da OCDE com 492 pontos, mas também neste item a progressão média tem sido de 2,6 pontos por ano.

Os portugueses conseguiram resultados a par dos estudantes belgas, dos dinamarqueses e dos polacos e acima, por exemplo, dos noruegueses, dos norte-americanos, dos franceses ou dos suecos. Portugal foi, ainda, dos que mais ganhou alunos "Top Performers", isto é, com melhores desempenhos, e que mais reduziu a percentagem de discentes com fracas competências em literacia científica. De acordo com o relatório, a maior percentagem de alunos que participou nos testes estavam no 10º e que, comparativamente a 2006, houve menos alunos repetentes, a frequentar o 3º ciclo, que responderam ao PISA. Aumentou, no entanto, a participação dos alunos de cursos profissionais / vocacionais.

Singapura conseguiu os melhores resultados com 556 pontos. No "top 10", dominado por países asiáticos, só entram dois países europeus: a Estónia, em terceiro lugar, com 534 pontos, e a Finlândia, que caiu para o 5º lugar depois de os alunos registarem uma queda de 32 pontos nos resultados em relação a 2006.

Colégios garantiram subida

Foi o desempenho dos alunos do ensino privado que alavancou o recorde nacional. A média conseguida pelas escolas privadas foi de 546 pontos, mais 45 do que a média nacional, enquanto a alcançada pelas públicas foi de 498 pontos. Nos colégios, 95% dos alunos conseguiram pontuações superiores a 400 pontos, enquanto no ensino público 95% dos alunos registaram pontuações médias de 347 pontos.

Em termos regionais, foram os alunos do Alentejo Litoral que conseguiram os melhores resultados, 35 pontos acima da média nacional, apesar de o Douro ter sido a unidade territorial que obteve a mais elevada percentagem de alunos nos níveis de proficiência mais exigentes (14,1%). Doze das 25 unidades territoriais também conseguiram resultados superiores a 501 pontos - Lezíria do Tejo e Douro (522 pontos), Beira Baixa e Região de Leiria (519 pontos), por exemplo. Já os alunos do Tâmega e Sousa tiveram os piores resultados com 460 pontos.