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Alunos preparam-se "em cima da hora"

Alunos preparam-se "em cima da hora"

São cada vez mais os alunos que procuram explicações para os exames nacionais do 9º, 11º e 12º anos de escolaridade. No entanto, a maior parte só se inscreve entre finais de Maio e inícios de Junho.

É um sintoma da crise, consideram vários responsáveis por centros de estudo, convencidos de que, assim, os estudantes não vão bem preparados para as provas, até porque a maioria apresenta um défice de conhecimentos básicos, em particular nas disciplinas de português e matemática.

"Todos os anos, tem-se notado um aumento do número de alunos que procuram explicações para os exames nacionais. Nos últimos três anos, contudo, os estudantes aparecem cada vez mais tarde, em cima dos exames", sublinha Ivone Rocha, responsável pelo centro de estudos "Letras e Algarismos", do Porto.

"A procura não tem sido afectada pela crise. Os alunos aparecem é mais tarde", confirma Leonor Sousa, do Centro de Estudos da Boavista, também no Porto.

Pouco tempo de preparação

Segundo responsáveis por centros de estudo, a procura tardia por explicações deve-se a dificuldades financeiras dos pais, por causa da crise. "Tem tudo a ver com isso", aponta José Capela, do "Aprender voando", na Maia. "Assim, pagam menos aulas", explica Maria Ribeira, responsável pelo centro de estudos "Ás de Conhecer", em Vila Nova de Gaia.

Só que, duas ou três semanas de explicações não são consideradas suficientes para os alunos irem bem preparados para os exames nacionais, que este ano começam no próximo dia 16. "Nota-se que os alunos chegam com cada vez mais dificuldades e que as positivas que receberam foram muito puxadas. Fica muito difícil terem hipóteses nos exames nacionais", considera Ivone Rocha, do centro "Letras e Algarismos".

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"Chegam muito 'coxinhos', com falta de bases", concorda Maria Ribeira, do "Ás de Conhecer". "São alunos com algumas dificuldades. Por isso, se calhar o tempo de preparação é, de facto, muito apertado", admite José Capela do centro "Aprender Voando", que funciona há seis anos, na Maia.

Daí que não seja de estranhar que as explicações mais procuradas sejam para Matemática e Português. Segue-se Físico-Química e Biologia e Geologia. "Este ano, temos uma procura extra em Matemática e Português", confirma, ao JN, Ana Paula, do Centro de Estudos Bom Jesus de Matosinhos.

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