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Alunos só têm de fazer exames pedidos pelas universidades

Alunos só têm de fazer exames pedidos pelas universidades

Este ano as provas nacionais só servirão para acesso ao Ensino Superior e não para conclusão do Secundário.

Para reduzir o risco de contágio, este ano só farão exames os alunos que pretendam concorrer ao Ensino Superior. A conclusão do Secundário será feita apenas com as notas atribuídas pelos professores. Por isso, quem teve negativas terá de subir os resultados no 3.º período, pois não poderá concluir o ciclo pela avaliação externa.

Um aluno do 11.º, por exemplo, que queira entrar em Medicina na Universidade do Porto terá de fazer três exames: Biologia/ Geologia, Física e Química (ambos do 11.º)º e Matemática A, do 12.º. Mas já não terá de fazer o de Português (12.º), que era obrigatório para todos. Se quiser candidatar-se a Engenharia Aeroespacial, do Instituto Superior Técnico, terá de fazer Física e Química e Matemática A.

A nova regra reduz o número de inscrições a diversas provas. Além de Português, também Geografia, por exemplo, um dos cinco exames com mais inscritos mas que quase não é pedido como específica.

Os estudantes terão de confirmar as específicas pedidas pelos cursos em cada instituição a que tencionem concorrer. E possivelmente vão ter de corrigir as matrículas. Os que no ano passado não entraram no Superior e este ano pretendam voltar a concorrer também só se podem inscrever como externos nos exames que pretendam usar como específicas e não fazer melhorias da média do Secundário.

O primeiro-ministro garantiu anteontem que, independentemente de quando será o regresso dos alunos do 11.º e 12.º às aulas presenciais, os exames e o modelo de acesso é para manter, pois "não se podem mudar as regras a meio do jogo".

O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, voltou a repetir ontem que, se for preciso, serão feitos exames em pavilhões para se assegurar o distanciamento de segurança.

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"SALVAR O POSSÍVEL"

O presidente da República elogiou o plano do Governo de conclusão do ano letivo. "É a proposta possível", já que "não há propostas ideais" nem "como ter uma recuperação integral do tempo perdido", defendeu Marcelo Rebelo de Sousa. Numa declaração ao país do Palácio de Belém, o chefe de Estado sublinhou que, no "fim de abril e depois durante o mês de maio", será reavaliado o regresso às escolas pelos alunos.

Os presidentes do Conselho das Escolas e das associações de professores de Português e de Matemática consideram "prudente" a decisão do 3.º período arrancar à distância. José Eduardo Lemos, Filomena Viegas e Lurdes Figueiral defendem como "fundamental" que os alunos regressem, nem que por poucas semanas, às escolas antes de fazerem os exames. Se for impossível até 26 de junho, o Conselho defende que a primeira fase de exames seja adiada para setembro.

"Nem que os alunos sejam seriados pela média do Secundário e dos exames do 11.º feitos no ano passado. É melhor do que o acesso ser feito apenas pelas notas internas", sublinha José Eduardo Lemos. Lurdes Figueiral há muito defende uma revisão do modelo de acesso, "mas não agora. Neste ano excecional, só podemos tirar lições", diz.

Todos alertam, tal como o ministro da Educação frisou ontem em entrevista à SIC, que o próximo ano letivo exigirá um grande esforço de recuperação.

INFORMAÇÕES

Aulas até 26 de junho

O 3.º período arranca, como previsto, dia 14 mas termina para todos os alunos a 26 de junho. A primeira fase de exames passou para julho (de 6 a 23) e as candidaturas ao Superior decorrerão de 7 a 23 de agosto. As colocações saem a 28 de setembro.

Mudança na média

O cálculo da média do Secundário muda: os exames deixam de pesar 30% na classificação final de quatro disciplinas. Contam apenas as notas internas.

Ajustes nos exames

Os exames estão feitos e não irão ser revistos. Os alunos terão um número de perguntas obrigatórias e outras optativas para poderem escolher responder à matéria que lecionaram sem serem penalizados.

Faltas justificadas

Alunos que não forem às aulas presenciais terão as faltas justificadas.

Básico sem provas

Os alunos do 1.º ao 10.º não vão regressar às escolas este ano letivo. Farão o 3.º período em regime de ensino à distância. As provas de aferição e os exames do 9.º ano foram suspensos este ano.

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