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Alzheimer: cuidadores estão exaustos e clamam por ajuda

Alzheimer: cuidadores estão exaustos e clamam por ajuda

Para Cristina Bagão "não houve outra alternativa". O centro onde a mãe, uma ex-enfermeira de 86 anos que sofre de demência, passava o dia encerrou em meados de março na sequência da pandemia, levando-a a ter de deixar de trabalhar e a perder totalmente os rendimentos para ficar em casa a cuidar dela.

É uma das várias cuidadoras que se sente sobrecarregada pela falta de respostas sociais. Hoje assinala-se o Dia Mundial da Doença de Alzheimer, a forma mais comum de demência, e a associação Alzheimer Portugal alerta que os pedidos de apoio aumentaram 20% desde que a covid-19 obrigou a confinamento.

Durante três meses foram as duas, Cristina e a mãe, na casa de Cascais, "24 sobre 24 horas", com pequenas pausas para passeios de carro, saídas à rua durante 10 minutos ou breves visitas da neta. "Em três meses, o cansaço instalou-se e perdi a minha liberdade", explica Cristina, contando que a principal estratégia que encontrou foi criar rotinas para que "Candidinha", como carinhosamente trata a mãe, não sentisse tanto as mudanças.

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