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Ameaça de demissão desbloqueia obras no Hospital de Santarém

Ameaça de demissão desbloqueia obras no Hospital de Santarém

A intenção de uma demissão em bloco, manifestada por 15 profissionais de saúde do departamento de cirurgia do Hospital de Santarém, permitiu desbloquear um processo que se arrastava há mais de um ano.

O Secretário de Estado da Saúde reuniu com os responsáveis da unidade e deixou a promessa que, "dentro de duas semanas", já deverá haver autorização para se lançar o concurso público para as obras nas salas do bloco operatório, encerradas desde 2015.

A demissão chegou a ser confirmada ao JN pelo secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), Jorge Roque da Cunha, mas, em comunicado, o Conselho de Administração do Hospital de Santarém desmentiu a renúncia, esclarecendo que os 15 profissionais apenas "mostraram o seu desconforto com o arrastamento do problema das obras nos blocos operatórios e com o défice de anestesiologistas", o que vinha a dificultar a atividade cirúrgica.

No documento, é explicado que a unidade se tem debatido com problemas para contratar especialistas em anestesia, o que faz com que existam no quadro apenas nove profissionais, quando o número desejável seria o dobro.

Quanto às obras, tinha sido proposto um projeto de ampliação e requalificação dos blocos operatórios às instâncias superiores, em janeiro de 2015, só que os trabalhos nunca avançaram por falta de financiamento. Agora, e depois de uma visita ao hospital, para ouvir a administração e os médicos descontentes, o Secretário de Estado da Saúde "mostrou-se confiante que nas duas próximas semanas a situação possa estar desbloqueada e autorizada superiormente", refere o comunicado.

Entretanto, em junho, deverão entrar em funcionamento "duas novas salas operatórias para cirurgia eletiva" no Hospital de Santarém, estando também em avaliação possíveis de incentivo e fixação para os anestesiologistas que queiram trabalhar nos hospitais fora dos grandes centros.