Legislativas

Até Santana apareceu para dar força a Rui Rio em Lisboa

Delfim Machado

Pedro Santana Lopes abraça Carlos Moedas na presença de Rui Rio

Foto Mário Cruz / Lusa

Um partido de Centro, equilibrado e democrata. Rui Rio foi ovacionado por milhares de pessoas na tradicional descida do Chiado, no encerramento da campanha social-democrata, esta sexta-feira. Ao lado de Pedro Santana Lopes, Manuela Ferreira Leite e Carlos Moedas, o líder do PSD acusou o PS de abrir a porta "aos extremos" e de fazer acordos com o Chega em quatro Câmaras Municipais do país.

Rui Rio usou a vasta moldura humana que encheu o Chiado e a Praça do Comércio, em Lisboa, para contra-atacar António Costa na aproximação ao Chega: "Em outubro passado e em novembro passado, o PS andou a fazer acordos com o Chega na Autarquia do Entroncamento, de Moura, de Sintra e da Moita. Foram eles que fizeram, não fomos nós que fizemos acordos com o Chega".

O presidente do PSD voltou a referir que o PS e o Chega votaram 1180 vezes juntos na última legislatura e insistiu que o voto no Chega "interessa ao PS" pois "é a garantia de que António Costa continua como primeiro-ministro de Portugal".

"É preciso ter descaramento", continuou Rio, acusando o PS de estar próximo dos extremos: "Nós não abrimos a porta aos extremos, quem abriu a porta aos extremos foi o PS, quem andou aos ziguezagues e termina a campanha a dizer que se ganhar as eleições vai voltar a fazer a denominada geringonça é quem abre a porta aos extremos".

Santana regressou para apoiar

A campanha laranja passou por Lisboa no início e encerrou em Lisboa, sempre com uma moldura humana assinalável, embora maior no encerramento. Entre a serpente laranja de bandeiras destacaram-se Manuela Ferreira Leite, Jorge Moreira da Silva e muitos outros deputados ou militantes conhecidos, como Mira Amaral, Duarte Pacheco e, sobretudo, Pedro Santana Lopes.

O independente que preside à Câmara Municipal da Figueira da Foz, histórico social-democrata desavindo com o PSD de Rui Rio, apareceu para apoiar o antigo rival para primeiro-ministro: "Com certeza que é um apoio ao doutor Rui Rio e a este projeto de mudança". A militância, assegurou, é "secundária", embora não descarte um regresso ao partido.

Moedas quer expulsar os donos disto tudo

Ao lado do líder social-democrata também esteve sempre Carlos Moedas. Ele que foi a moeda da sorte das Autárquicas lembrou a vitória eleitoral que teve contra todas as probabilidades: "Foi aqui exatamente que nós sentimos que íamos ganhar. Sabíamos e sentíamos isso todos os dias, foi por isso que ganhamos".

O paralelismo era óbvio e esperado. Só não se sabia que vinha com um ataque ao PS: "Hoje voltamos a sentir esse sabor, voltamos a sentir que as pessoas estão cansadas do dia-a-dia, estão cansadas daqueles que pensam que são os donos disto tudo. Não são e vamos tirá-los de lá, vamos à vitória.

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