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Caso das presenças fantasma é um "pesadelo", diz José Silvano

Delfim Machado

José Silvano

Foto André Luís Alves / Global Imagens

O secretário-geral do PSD, José Silvano, classificou de "pesadelo" o julgamento das "presenças fantasma" do Parlamento, pelo qual está a ser julgado e em que o Ministério Público pediu a condenação em ​​​​​​​sede de alegações finais.

Em declarações aos jornalistas, à margem de uma arruada de campanha do PSD em Lisboa, José Silvano afirmou que espera "que esta novela esteja terminada com a absolvição" na sentença agendada para o dia 2 de fevereiro: "Já foi marcada a sentença para o dia 2 para acabar este pesadelo que dura há três anos e três meses e estou convicto de que vai acabar nesse dia".

A reação surge depois de o Ministério Público ter pedido a condenação de José Silvano e da deputada social-democrata Emília Cerqueira pelo crime de falsidade informática, na sessão de alegações finais do julgamento das "presenças fantasma" no Parlamento. As advogadas dos arguidos pediram a absolvição.

O inquérito-crime foi aberto em novembro de 2018 depois de ter sido noticiado que a deputada Emília Cerqueira registou a presença de José Silvano no sistema do Parlamento, em duas sessões, quando o deputado estava fora de Lisboa. "As pessoas entraram no meu computador com a minha palavra-passe para consultar documentos", reiterou o secretário-geral do PSD.

"Não acredito que vai prejudicar", afirma Rui Rio

A sessão de alegações finais com o pedido de condenação de José Silvano está a marcar a campanha social-democrata esta segunda-feira. "O que é interessante é que só é feita agora no dia 17 de campanha e a sentença só é dada depois no dia 2 de fevereiro quando estão terminadas as eleições", desabafou José Silvano.

Por sua vez, o líder do PSD, Rui Rio, que mais do que uma vez já disse que "a política precisa de um banho de ética", desta vez desvalorizou o assunto e afirmou que a polémica não vai beliscar a campanha social-democrata: "Não acredito que vai prejudicar".