Orçamento

Governo afasta demissão de Costa em caso de chumbo do OE

R. S.

Primeiro-ministro, António Costa|

 foto ANDRÉ KOSTERS/LUSA

Tiago Antunes, secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro, afastou demissão de Costa|

 foto Gerardo Santos / Global Imagens

O primeiro-ministro não vai demitir-se de funções caso a proposta do Governo para o Orçamento do Estado para 2022 seja chumbada na quarta-feira na generalidade.

O secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro afastou a hipótese de uma demissão de António Costa em caso de chumbo do Orçamento do Estado. Tiago Antunes, que falava esta segunda-feira em entrevista ao "Polígrafo SIC", notou que haver eleições é inevitável, caso o presidente da República opte pela dissolução do Parlamento (como já disse que fará nesse cenário), mas que o primeiro-ministro não pretende demitir-se do cargo. O governante esclareceu que não se trata de "estar agarrado ao lugar", mas sim da "responsabilidade" que o chefe de Governo sabe ter neste momento da vida do país.

O Conselho de Ministros está a reunir-se de forma extraordinária hoje à noite para avaliar a situação política, depois de o Bloco de Esquerda e o PCP terem comunicado o voto contra o Orçamento do Estado, que será votado na generalidade, na quarta-feira. A reunião servirá para avaliar a situação em que o executivo socialista se encontra do ponto de vista político e a preparação do debate da proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2022, que se inicia na terça-feira.

O Presidente da República reiterou que, em caso de chumbo do OE2022, avançará com o processo de dissolução do Parlamento e de convocação de eleições legislativas antecipadas.

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