Aeroporto

José Eduardo Agualusa denuncia cenário "caótico" em Lisboa à chegada de Moçambique

JN

Agualusa já tinha, com Mia Couto, denunciado o isolamento dos países da África Austral

Foto Arquivo / Global Imagens

José Eduardo Agualusa denunciou, este domingo, a "confusão total" no aeroporto Humberto Delgado, à chegada de um voo vindo de Moçambique. O escritor revelou que só conseguiu sair do terminal depois de um caos que durou três horas.

" Já sofri muito em aeroportos, inclusive em situações de guerra. Poucas vezes assisti a algo mais caótico, desorganizado, disparatado e absurdo", escreveu Agualusa, no post do Instagram, acrescentando que, depois de aterrar em Portugal vindo de Moçambique, testemunhou a revolta dos passageiros.

Houve, conta o escritor, "gritaria, várias tentativas de fuga em massa, confusão total da parte dos poucos funcionários responsáveis pelo atendimento e teste compulsivo (85 euros)."

Recorde-se que as autoridades portuguesas exigem, para todos os que entrem no país, para além de um certificado digital de vacinação, um teste negativo também certificado. Quem não o tiver, tem de o fazer no hangar e, eventualmente, pagar uma multa.

"Eu, que estava nas primeiras filas, levei quase três horas até conseguir sair do aeroporto", disse ainda Agualusa, que contou também que "havia pessoas desesperadas porque não tinham trazido dinheiro" para pagar o teste. "Famílias com crianças. Doentes. E toda esta gente a monte, num absoluto desrespeito pelos direitos básicos das pessoas e contrariando todas as normas de proteção em situação de pandemia...".

José Eduardo Agualusa e Mia Couto, escritor moçambicano, já tinham alertado contra o isolamento dos países da África Austral, decretado na sequência da disseminação da Ómicron, a nova variante de covid-19 que está a preocupar o Mundo.

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