Lei

Marcelo reúne com cuidadores informais para perceber acesso ao estatuto

Ana Peixoto Fernandes

Marcelo Rebelo de Sousa

Foto Hugo Delgado/lusa

O Presidente da República anunciou esta terça-feira que, dentro de dias, irá reunir com as associações para se inteirar sobre eventuais entraves ao acesso a apoios aos cuidadores informais.

Em Caminha, onde começou o dia, com a participação numa ação de limpeza florestal, Marcelo Rebelo de Sousa, comentou o número reduzido de cuidadores que viram as suas candidaturas aprovadas. "Vou ter uma reunião com as associação representativas dos cuidadores informais, dentro dias. É uma questão que me preocupa muito, porque acho que há muitíssimos mais cuidadores daqueles que ficam registados. Não sei se são dezenas de milhares ou centenas de milhares, mas é só olhar para as famílias", declarou, referindo: "Fico preocupado quando se faz uma lei e no fim da lei aparecem dois mil ou três mil cuidadores informais a pedir ajuda".

Para Marcelo "a lei em si mesma era promissora" e como tal quer perceber "se há algum problema na aplicação, que faz com a lei crie grandes expetativas e de repente o número de cuidadores informais é muito pequeno". "Se a questão é a de não haver dinheiro, porque custa dinheiro, demora tempo, é difícil resolver, problemas laborais ou de segurança social, assuma-se isso", disse, acrescentando: "Quero perceber se é isso, não há condições para aplicar plenamente a lei a todos os que mereceriam que a lei lhes fosse aplicada ou é porque se fez uma questão meramente burocrática para, à partida, estrangular o acesso, e portanto são só dois mil ou três mil e os outros ficam a olhar".

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