Desconfinamento

MarShopping de Matosinhos com grande afluência de clientes mas longe de ficar lotado

Alfredo Teixeira

Foto Rui Oliveira/global Imagens

Centros comerciais vão estar diariamente abertos até às 21 horas mas aos fins-de-semana encerram às 13.

Centenas de pessoas invadiram o MarShopping, em Matosinhos, na manhã desta segunda-feira, dia de reabertura dos centros comerciais em todo o país, na terceira fase de desconfinamento, mas a lotação máxima de cinco mil pessoas esteve longe de ser atingida. Lojistas e clientes falam em dia "muito esperado", os primeiros para fazer face aos prejuízos causados pelos meses em que devido à pandemia estiveram encerrados e os segundos pela necessidade de voltar a estes grandes espaços de consumo "para comprar e também passear".

Ao início da manhã já o parque subterrâneo -1 estava completo. À porta de algumas lojas, sobretudo as de pronto-a-vestir, as que estiveram até hoje fechadas, faziam-se algumas filas de clientes. "Mas longe do que aconteceu quando desconfinamos pela primeira vez. Era verão, havia muita gente em layoff e os estudantes já estavam de férias. Havia mais disponibilidade. Hoje estamos a ter uma grande afluência mas de forma calma, sem causar preocupações", explicou ao JN Ana Machado, responsável pela comunicação no centro comercial.

A afluência era maior na entrada comum que serve tanto a galeria comercial como a loja de mobiliário e decoração IKEA e aí sim o movimento foi maior. "Vim ao shopping mesmo por necessidade e não estava à espera de encontrar tanta gente naquela loja. Os corredores estavam com muita gente e sem sempre foi respeitado o distanciamento social, sobretudo na zona das caixas", conta Sofia Novo, enfermeira que chegou a estar na linha da frente no combate à covid-19 num dos hospitais do Grande Porto.

Também Marta Oliveira estava no MarShopping "apesar não ser frequentadora assídua destes espaços". É professora de Inglês e Alemão e com o regresso às aulas presenciais percebeu que necessitava de "mais algumas peças de roupa". Na fila para entrar na loja de uma cadeia internacional de pronto-a-vestir, afirmava "sentir-se segura e de, apesar de haver algumas pessoas a circular no shopping, não ter receio de contágio".

Às 11h30 estavam no interior do centro comercial 3.500 pessoas. "As entradas estão em permanente monitorização. A capacidade limite são as cinco mil pessoas mas quando atingimos os 90% da capacidade as portas de acesso fecham, ficando apenas abertas as saídas", explica Ana Machado.

"O sucesso deste desconfinamento está nas mãos das pessoas. Para nós é muito importante esta reabertura porque tivemos perdas na faturação muito acentuadas. E o importante é as pessoas sentirem-se seguras no interior da loja. Cumprimos todas as regras exigidas pela DGS e ao longo de todos estes meses nunca tivemos um colaborador infetado", refere Nuno Pardalejo, diretor de operações na Fnac Portugal.

"Pelo que podemos observar nestas primeiras horas as pessoas estão dispostas a cumprir as normas e mostram-se comedidas nas suas atitudes. Elas sabem que depende de todos nós o não voltarmos a fechar", considera Erica Santos, responsável por uma loja de artigos de cosmética. Nesta reabertura, o MarShopping surge com três novas lojas, seis outras renovadas e uma com um novo conceito.

Relacionadas