Legislativas

Menezes fala em "cheiro" a vitória do PSD

JN/Agências

Luís Filipe Menezes

Foto Gerardo Santos / Global Imagens

O antigo líder do PSD Luís Filipe Menezes admitiu este sábado que lhe "cheira" a vitória nas eleições legislativas, garantindo que irá a todas as ações de campanha social-democrata para as quais for convidado.

"Cheira-me a vitória, cheira-me a vitória. Não tenho a certeza, não sou como o Partido Socialista, a andar a 'boiar na maionese', mas eu acho que se esta dinâmica se mantiver, se não houver erros, o PSD pode vencer", disse este sábado aos jornalistas na Afurada, em Vila Nova de Gaia, concelho do distrito do Porto do qual foi presidente da Câmara entre 1997 e 2013.

Luís Filipe Menezes considerou que o país já vive numa "maioria absoluta" com governo minoritário do PS, contestando "a nacionalização da TAP ou medidas como aquelas que restringiram o investimento nas Áreas Metropolitanas através de 'vistos gold'", aprovadas juntamente com o BE e PCP.

"Por outro lado, aquilo que define, também, uma maioria absoluta, não é uma questão meramente aritmética. É o facto de se governar com arrogância, com nepotismo, com as famílias inteiras a fazer parte de governos, os primos e sobrinhos colocados por todo o lado", criticou.

Na fria manhã gaiense, Luís Filipe Menezes observou que na campanha do PS "vê-se muita tristeza" e o líder socialista e primeiro-ministro, António Costa, "muito, muito nervoso", dando como exemplo a resposta dada ao antigo acionista da TAP David Neeleman.

"Aquilo não é uma resposta de um primeiro-ministro que está tranquilo", vincou, fazendo ainda alusão à ação de campanha do PS na sexta-feira, "com meia dúzia de gatos", em Lisboa, que contou com independentes como o escritor Valter Hugo Mãe ou a ex-atleta Rosa Mota, em que esta chamou 'nazizinho' ao atual presidente do PSD Rui Rio.

"Eu até já tenho uma certa pena, para ser sincero. Penso que está a aproximar-se um triste fim de um ciclo político. Espero que seja o suficiente para Portugal ter uma alternativa democrática que permita governar", disse.

O líder do PSD entre 2007 e 2008 reconheceu ainda que "são conhecidas" as "querelas pessoais e políticas" com o atual presidente do partido, Rui Rio, mas adotou uma postura de unidade.

"Estou aqui a apoiar o PSD, e o doutor Rui Rio é o presidente do PSD, obviamente que estou aqui a apoiar o doutor Rui Rio como candidato a primeiro-ministro", disse aos jornalistas, recusando "sofismos" ou "linguagens cifradas".

O antigo autarca de Gaia considera que a divergência interna "agora acabou", e que para "combater um adversário" a única solução é estarem "todos juntos", pois "o doutor Rui Rio é melhor candidato a primeiro-ministro do que o doutor António Costa".

Luís Filipe Menezes garantiu ainda que irá continuar a fazer campanha pelo PSD caso seja convidado, e só não comparecerá na eventualidade de ter qualquer problema pessoal.

"Irei a todos os sítios para onde me convidarem para ir", afirmou o militante social-democrata, na manhã fria na Afurada, em que esteve ladeado pela cabeça de lista do PSD no distrito do Porto, a deputada Sofia Matos.

Questionada pela agência Lusa se conta com um encontro a três juntando Luís Filipe Menezes e Rui Rio na próxima quinta-feira, a candidata respondeu afirmativamente.

"Com certeza. Vamos convidá-lo. Se ele tiver disponibilidade, com certeza que fará o que fez hoje, estará presente para apoiar o PSD", concluiu.

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