Legislativas

Negacionismo e falha de luz marcam debate dos partidos pequenos

João Vasconcelos e Sousa

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Líder do ADN recusou fazer teste e debateu à distância. Partidos foram quase unânimes na defesa do SNS.

Uma falha de energia interrompeu ontem, durante cerca de dez minutos, o debate entre os 11 partidos sem assento parlamentar, precisamente quando um deles - o JPP - falava do aumento do custo de vida. O frente-a-frente ficou também marcado pelas posições negacionistas de ADN, Ergue-te e MRPP sobre a pandemia. O líder do ADN, Bruno Fialho, debateu à distância por ter recusado testar-se à covid-19.

Fialho - que converteu o ex-PDR de Marinho e Pinto no novo ADN, de pendor negacionista - alegou mesmo que a pandemia só causou a morte a 152 pessoas em Portugal. Cidália Guerreiro, do MRPP, também pôs em causa os 19 mil óbitos provocados pelo vírus: "Não sei se esse número tem rigor", referiu. Para José Pinto Coelho, do Ergue-te (ex-PNR), a pandemia não passa de uma "fraude".

Jorge Nuno Sá, do Aliança - o maior partido sem representação parlamentar - disse representar o "coração da Direita", embora vincando o respeito pelo papel do Estado. A dirigente do MRPP focou-se nas leis laborais e Vitorino Silva, do RIR, disse querer ser a "ponte" entre Esquerda e Direita.

Críticas ao Chega e ao PAN

Pinto Coelho tentou captar eleitorado do Chega, sustentando que o partido de Ventura "faz parte do sistema" e tem "colo mediático". Pedro Pimenta, do MPT, ensaiou o mesmo, mas com o PAN: a força liderada por Inês de Sousa Real vai em "modas" e aprova cerca de 70% dos projetos de um Governo que tem "menosprezado" e "aniquilado" o ambiente, acusou.

Joaquim Rocha Afonso, do Nós, Cidadãos, elegeu como "principal bandeira" a possibilidade de os cidadãos independentes poderem concorrer ao Parlamento. Élvio Sousa, do JPP, aludiu ao trabalho do partido à frente da Câmara de Santa Cruz, na Madeira, para referir que o país precisa do mesmo "corte de gorduras" públicas "sem austeridade".

Amândio Madaleno, do PTP, defendeu a "valorização" dos agentes de autoridade como forma de parar o crescimento do Chega. Renata Cambra, do MAS, disse que a Esquerda marca passo porque BE e PCP estão "amarrados a cálculos eleitorais". Já Tiago Matos Gomes, do Volt - que se estreia em legislativas -, apresentou-se como "federalista, responsável e moderado".

Na Saúde, quase todos defenderam o SNS; Aliança, MPT, JPP e Volt (todos do Centro ou Direita) admitiram, também, a contratualização com privados. O MAS disse que os offshores roubam 880 milhões/ano ao país e quer dá-los ao SNS.