Gouveia e Melo

O almirante que quer revolucionar a Armada e navega sobre polémicas

Ana Correia Costa

Gouveia e Melo é o chefe do Estado-Maior da Armada

Foto Epa/antonio Cotrim

Foi há um mês que Gouveia e Melo tomou posse como Chefe do Estado-Maior da Armada, cargo a que há muito aspirava e ao qual chegou envolto em polémica, por a nomeação só ter sido possível com a exoneração do CEMA anterior, Almirante António Mendes Calado, a mais de um ano do fim do mandato.

No meio militar, temia-se que a nomeação de um comandante naval - o posto operacional mais importante da Marinha estava deserto há meio ano, depois de o Governo não ter dado luz verde aos dois nomes indicados por Mendes Calado - resultasse em nova polémica, mas o ex-coordenador da task force da vacinação acabaria por repetir uma das escolhas feitas pelo antecessor, ao nomear o vice-almirante Nobre de Sousa, que em novembro já havia sido apontado para o cargo pelo ex-CEMA, embora sem resposta da tutela.

Entretanto, estalaria outra polémica: num despacho datado do passado dia 13, o almirante Gouveia e Melo ordenava que "todos os militares que integram ou venham a integrar unidades operacionais sejam vacinados contra a covid-19". Mas a Marinha viria esclarecer que o despacho do novo chefe da Armada "não estabelece a obrigatoriedade da vacinação contra a covid-19 aos militares, militarizados e civis", sublinhando ainda que a vacinação contra algumas doenças já constituía um "requisito de aprontamento" para missões.

Polémicas à parte, Gouveia e Melo chega ao topo da Armada a prometer uma "revolução", valorizando o mar como ativo estratégico nacional, como tem enfatizado, cabendo-lhe ainda a missão de aplicar os fundos do Plano de Recuperação e Resiliência na Marinha.