PSD

Rangel quer congresso em dezembro e legislativas em fevereiro

Paula Rangel

Foto Fernando Veludo/lusa

Paulo Rangel juntou-se, esta quinta-feira, aos mais de 60 conselheiros do PSD, que assinaram um requerimento que pede a antecipação da realização do congresso, que estava previsto para janeiro. O candidato à liderança do PSD defendeu ainda que as legislativas devem ser realizadas no final de fevereiro.

"A data que nos parecia adequada e que em nada prejudicaria o país seria 27 ou 20 de fevereiro", afirmou, em conferência de imprensa na sequência do chumbo do Orçamento do Estado para 2022 na quarta-feira. O candidato à liderança do PSD anunciou ainda o antigo ministro Poiares Maduro como responsável pela elaboração do programa eleitoral da candidatura e o economista Fernando Alexandra como responsável pela área económica.

Foi entregue esta quinta-feira, na sede nacional do PSD ao cuidado do presidente do Conselho Nacional, "o requerimento potestativo para convocação, no prazo de 5 dias, de reunião extraordinária do Conselho Nacional do PSD para que possa deliberar a antecipação do 39º Congresso Nacional do PSD para os dias 17, 18 e 19 de dezembro do presente ano", em vez de entre 14 e 16 de janeiro, como estava previsto.

"Não é próprio de candidato a PM" a forma como Rio tratou Marcelo

Esta quinta-feira, o candidato à liderança do PSD criticou a forma como Rui Rio se referiu ao Presidente da República, dizendo que "não é próprio de candidato a primeiro-ministro".

"Verbero a forma como tratou o Presidente da República, não acho que seja próprio de um candidato a primeiro-ministro, mas isso ele saberá", criticou Rangel, em conferência de imprensa.

Questionado sobre a sua audiência com Marcelo Rebelo de Sousa, na terça-feira, o eurodeputado reiterou ter-se tratado de uma audiência "de cortesia", que pediu para lhe explicar os motivos da sua candidatura, "prática corrente de candidatos à liderança dos partidos".

Sobre o "timing" em que foi recebido, quando no Parlamento já decorria o debate na generalidade do Orçamento, Rangel defendeu que "se fosse depois da crise política, talvez até tivesse um significado maior".

Sobre as críticas de Rio, que ligou esta audiência a uma tentativa de condicionar o calendário eleitoral em função das diretas do PSD, Rangel defendeu que "a marcação das eleições é competência exclusiva do Presidente da República".

Ainda assim, Rangel considerou que "o Presidente vai querer que os partidos vão a eleições com a vida interna pacificada", assegurando que irá respeitar a data que for escolhida pelo chefe de Estado.

"Vamos todos manter a serenidade, vamos deixar os ataques pessoais e manter o respeito pelas instituições, em particular pelo Presidente da República", apelou.

Questionado se entende que Rui Rio se está a vitimizar, Rangel disse querer deixar esse juízo "aos eleitores portugueses e aos militantes do PSD".

"O que é fundamental e que nunca podemos esquecer é que um líder de um partido, um candidato a líder de um partido deve sempre manter o respeito institucional pelo Presidente da República", afirmou.