Campanha

Rio responde que o PS faz "política baixa" por "falta de confiança na vitória"

Delfim Machado

Rui Rio em campanha

Foto Tiago Petinga/lusa

A resposta de Rui Rio ao epíteto de "nazizinho" com que Rosa Mota o classificou esta sexta-feira numa ação de campanha do PS não demorou. O presidente do PSD afirmou que os socialistas estão "nervosos" e que "essa falta de confiança é que os leva depois a fazer este tipo de política mais baixa".

Sem querer dar troco nem "importância a quem não a merece", Rui Rio comentou, esta manhã, na Figueira da Foz, as declarações de Rosa Mota e Valter Hugo Mãe numa ação de campanha do PS em Lisboa. Rosa Mota chamou-lhe "nazizinho" e Valter Hugo Mãe disse que Rio "assassinou" a Cultura do Porto quando foi presidente da Câmara. Ora, Rio admitiu ter visto essas declarações e respondeu que a campanha do PS e de António Costa está desenhada para deturpar.

"O PS chega a um extremo de juntar numa sala um tipo de pessoas e o que sai de lá é um insulto, como é lógico. Eu nem vou conferir grande importância porque acho que é dar importância demais a quem não a deve ter, agora não é essa a forma de se fazer campanha nem de se fazer política. A minha não é, o doutor António Costa é que sabe quem mete dentro da sala", afirmou.~

Depois, associou o episódio às sondagens dos últimos dias que mostram uma aproximação do PSD ao PS, ao ponto de em algumas haver já um empate técnico. "Eu não olho para as sondagens. Eu tenho a certeza absoluta que os outros quase só olham para isso e portanto começam a ficar nervosos com isso e vão acentuar quase de certeza este tipo de campanha mais difamatória, mas não vou dar troco", prometeu.

Perante a insistência para comentar as sondagens que demonstram a aproximação entre os dois maiores partidos, Rio disse sentir o PSD a crescer "já há uns meses", embora confesse que "a campanha tem o seu efeito". Ainda assim, o efeito maior é "o desgaste muito grande da governação do PS, do doutor António Costa".

Hemorragia nasal "acontece desde miúdo"

A hemorragia nasal que na quinta-feira impediu Rui Rio de participar no início de um evento em Vila Real e que o obrigou a cancelar uma arruada esta sexta-feira na Figueira da Foz é "um percalço" que acontece "desde miúdo", revelou o líder do PSD.

Esta sexta-feira de manhã, Rui Rio foi visto por um médico e "a qualquer momento pode acontecer outra vez", mas a tensão arterial "não tem problema nenhum". O social-democrata disse ainda que não está relacionado com covid: "Não tem a ver com covid, é como lhe estou a dizer, tenho este problema desde miúdo. Lembro-me de fazer um exame na faculdade com algodão no nariz".

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