"Aldeias Seguras"

Ana Gomes diz que caso das golas inflamáveis é "indefensável"

Ana Gomes diz que caso das golas inflamáveis é "indefensável"

A ex-eurodeputada socialista Ana Gomes manifestou-se, este domingo, relativamente ao caso das golas antifumo entregues pela Proteção Civil, no âmbito do programa "Aldeia Segura, Pessoas Seguras", que já levou o MAI a abrir um inquérito.

"Triste que tenham posto esta boa comunicadora a defender o indefensável", escreveu a ex-deputada no Twitter.

Ana Gomes reagia a uma notícia em que a 2.ª Comandante nacional da ANEPC, Patrícia Gaspar, explicava a utilidade do equipamento em causa. "As pessoas que tenham estas golas [devem] usá-las numa situação em que estão a sair das suas casas, a caminho de um refúgio, de um transporte que possa apoiar uma determinada evacuação", disse a responsável à TSF na sexta-feira.

Depois de, na edição impressa de sexta-feira, o JN ter noticiado que a Proteção Civil entregou a quase duas mil povoações 15 mil kits com golas antifumo, fabricadas com material inflamável e sem tratamento anticarbonização, o jornal revela hoje que a Secretaria de Estado da Proteção Civil acompanhou todo o processo da compra de kits compostos por materiais combustíveis e que a Autoridade Nacional de Proteção Civil só teve que autorizar o pagamento. Notícia que o secretário de Estado José Artur Neves já veio negar.

Na sequência da publicação de sexta-feira, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) defendeu que os materiais distribuídos no âmbito dos programas não são de combate a incêndios nem de proteção individual, mas de sensibilização de boas-práticas.

As pessoas que tenham estas golas [devem] usá-las numa situação em que estão a sair das suas casas, a caminho de um refúgio, de um transporte que possa apoiar uma determinada evacuação", disse Patrícia Gaspar à TSF.

Ministro abriu inquérito

Depois de desvalorizar o caso das golas inflamáveis distribuídas à população, o ministro da Administração Interna (MAI) - que acusou a notícia sobre o caso de ser "alarmista" e "irresponsável" - acabou por anunciar a abertura de um "inquérito urgente" às golas antifumo inflamáveis que a Proteção Civil entregou às populações.

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