Presidenciais

Ana Gomes triste por quem no PS apelou ao voto no "candidato de Direita"

Ana Gomes triste por quem no PS apelou ao voto no "candidato de Direita"

Ana Gomes entregou esta quarta-feira mais de 8300 assinaturas no Tribunal Constitucional para formalizar a sua candidatura à presidência da República. À saída do Palácio Ratton, garantiu aos jornalistas não se sentir traída ou abandonada sem o apoio formal do PS, mas assumiu ter ficado triste com a decisão de "alguns dirigentes" socialistas terem incentivado o voto no "candidato da Direita".

"Se eu não estivesse aqui não havia uma candidatura para os que revêm no socialismo democrático", frisou, insistindo que "não se pode desvalorizar as eleições presidenciais".

"Eu sou socialista, militante de base e uma candidatura à presidência faz todo o sentido", insistiu. Interpelada sobre se no caso de ser eleita passará a ver o Governo com outros olhos, assegurou: "trabalharei com qualquer governo formado por partidos democráticos".

O presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina e os ex-ministros Pedro Marques e Vieira da Silva já assumiram o apoio à candidatura de Marcelo Rebelo de Sousa.

A candidata criticou o processo de candidatura de ser "obsoleto", quase "kafkiano", por exigir declarações das juntas de freguesia relativamente a cada assinatura e ainda todos os documentos em papel, numa era digital.

Marcelo Rebelo de Sousa anunciou esta manhã, após entregar mais de 12 mil assinaturas para a formalizar a sua candidatura, que o orçamento da sua campanha será de 25 mil euros. O orçamento de Ana Gomes será de 50 mil euros, "baixo mas realista", frisou. A socialista revelou ter definido um limite de 100 euros por pessoa para os donativos individuais que podem ser rastreados por referências multibanco e apelou aos restantes candidatos para seguirem o seu exemplo de transparência.

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Apelo às mulheres

Entre os apoiantes que acompanham Ana Gomes ao Constitucional, estavam a sua mandatária, Isabel Soares, filha de Mário Soares. Interpelada sobre se essa escolha era "uma bofetada de luva branca" à direção do PS, a candidata sorriu e negou. "Não, é antes uma honra", disse, sublinhando que tal como ela, Isabel Soares é "uma mulher socialista" e uma "inspiração" para que "todas as mulheres do país se cheguem à frente. São a maioria e podem fazer a diferença. ", afirmou num apelo ao voto.

A sua campanha, garantiu, não terá cartazes mas Ana Gomes irá ao "terreno, ouvir as pessoas". "A procissão ainda vai no adro", referiu.

Ana Gomes foi a quarta candidata a formalizar esta quarta-feira a candidatura à presidência. Antes da socialista, também Marcelo Rebelo de Sousa, Tino de Rans (Vitorino Silva) e Eduardo Batista entregaram assinaturas. O prazo, recorde-se, termina esta quinta-feira. As eleições serão no dia 24 de janeiro e a campanha decorrerá entre 10 e 22 de janeiro.

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