Legislativas

Animais e Natureza, sim. Faltou chegar às pessoas. PAN só elege um

Animais e Natureza, sim. Faltou chegar às pessoas. PAN só elege um

A noite eleitoral do Pessoas-Animais-Natureza foi fria e de paciência. Líder foi última a falar na esperança de ainda conseguir a eleição.

A noite eleitoral do PAN teve um sabor amargo e de derrota não declarada. Inês de Sousa Real, que definiu como objetivo eleger seis deputados para a Assembleia da República, acabou por conseguir um resultado pior do que aquele obtido pelo antecessor. O PAN elegeu apenas um deputado, Inês de Sousa Real, líder do partido.

O acompanhamento da contagem foi sofrido e uma certeza reinou durante a noite eleitoral: dificilmente o PAN conseguiria eleger nestas legislativas. Já perto da uma da manhã, gritos de euforia e abraços romperam o silêncio que marcou toda a noite do PAN. No discurso final, já depois da uma da manhã, Inês de Sousa Real admitiu o mau resultado obtido pelo partido. Foi aberta a porta ao fascimo, ao racismo, e ao populismo, disse. Sousa Real alertou ainda para os perigos da maioria absoluta.

Noite dentro, com a quase totalidade dos resultados apurados, já passava da meia-noite e Sousa Real ainda não tinha feito a sua declaração. Os discursos dos outros líderes partidários foi o único som que preenchia a sala do PAN. Já depois do discurso de António Costa, a última e única esperança do partido era conseguir eleger por Lisboa. Mas o silêncio reinou ainda durante longos minutos.

Os ânimos iam esmorecendo, já todos os líderes tinham falado e Inês de Sousal Real nem presente estava na sala escolhida para a noite eleitoral. O partido que se posicionava como o fiel da balança nestas eleições terá agora de fazer pesagens internas.

Com esta hecatombe política o PAN arriscou ficar relegado à irrelevância política, mas conseguiu a eleição com o apuramento dos últimos votos. A atual liderança do partido sofreu uma forte derrota nas urnas na primeira vez que concorreu em eleições legislativas.

Noite fria para o PAN
Minutos depois do fecho das urnas, por volta das 19.25 horas, Inês de Sousa Real falou pela primeira vez aos jornalistas. De forma célere, a líder do PAN lamentou os números da abstenção e disse que é necessário combater o fenómeno. Para o PAN, o combate à abstenção passa por uma revisão da lei eleitoral e a redução da idade mínima para votar.

Sousa Real, que durante a campanha negou que estas eleições seriam um teste ao partido, afirmou também que em caso de redução de deputados seria necessário iniciar uma reflexão interna, proposta pela própria: "Eu própria convidarei o partido a fazer essa reflexão", disse. Aquando essas declarações ainda não eram conhecidos os resultados finais.

A noite seguiu e a sala reservada no CCB foi ganhando forma, mas sempre com algumas cadeiras vazias. A palavra de ordem durante a noite eleitoral do PAN foi "serenidade", pelo menos aparente.

Uma vez conhecidas as primeiras projeções, o candidato Ricardo Vicente, quarto pelo círculo de Lisboa, foi o primeiro membro da comitiva do PAN a reagir. Por volta das 20.20 horas, subiu ao palanque montado na sala "Fernando Pessoa", no Centro Cultural de Belém, local onde decorreu a noite eleitoral do partido. De forma curta e concisa, Ricardo Vicente dirigiu-se aos parcos militantes presentes na sala. As poucas bandeiras agitadas de forma alegre não correspondiam às expectativas que se iam instalando. O candidato considerou ser "prematuro" tirar conclusões e disse que o partido iria aguardar serenamente pelos resultados finais. Alinhado com as palavras de Inês de Sousa Real, Ricardo Vicente garantiu que o PAN continuará a trabalhar para fazer avançar as suas causas.

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