Iniciativa

Ano Nacional da Colaboração conta com 43 municípios e 150 instituições

Ano Nacional da Colaboração conta com 43 municípios e 150 instituições

O Ano Nacional da Colaboração, lançado esta sexta-feira, em Lisboa, reúne já a participação de 43 municípios e de 150 instituições, revelou o seu principal promotor, Rui Marques. O objetivo é disseminar a ideia de que "colaborar é a melhor maneira para enfrentar os desafios complexos do nosso tempo", disse.

Ao todo, serão promovidas 20 conferências, a realizar em vários pontos do país. Para Gaia, reserva-se um papel preponderante, uma vez que a iniciativa interdisciplinar (conferências, debates, artes) "Gaia Todo um Mundo" vai subordinar-se, este ano, ao tema da "Colaboração". "Gaia vai ser um polo fundamental na dinâmica da colaboração", afirmou esta sexta-feira de manhã Rui Marques, ex-coordenador da Plataforma de Apoio a Refugiados (PAR), no auditório do Liceu Camões, em Lisboa.

Neste momento contam-se 150 instituições participantes, disse ainda o coordenador do Fórum para a Governação Integrada (Govint) e autor do iniciativa. E o mais importante, a plataforma continua aberta a propostas vindas quer de cidadãos, quer das organizações, sublinhou. "Damos oportunidade às organizações para dar os seus contributos", disse Rui Marques. A Govint, refira-se, é uma rede informal que reúne instituições públicas e privadas na promoção de debates sobre problemas sociais complexos.

Na conferência de apresentação da iniciativa, Eduardo Vítor Rodrigues, autarca de Gaia, destacou a necessidade de combater o individualismo e a atomização social, e elencou um conjunto de iniciativas levadas a cabo pela sua autarquia alicerçadas na ideia do trabalho em rede e na parceria. São elas: "Um por todos", "Gaia Aprenda +", entre outras. A este respeito, deixou o apelo: "É preciso descomplexificar a relação entre o público (instituições) e o privado e a forma como nos organizamos".

"O município baseia-se em modelos de governação integrada e em projetos que fomentem o trabalho em rede", declarou Eduardo Vítor Rodrigues. Muitos dos projetos acabaram por permitir "rentabilizar recursos, além de valorizar a sociedade civil", disse, em jeito de conclusão.

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Anabela Pedroso, secretária de Estado da Justiça, outras das intervenientes na sessão de apresentação do Ano Nacional da Colaboração, lembrou que continua a ser relevante falar em cooperação, precisamente porque é difícil concretizá-la. "Colaborar significa abrir mão de algumas coisas e sair da nossa zona de conforto".

O secretário de Estado da Educação, João Costa, sublinhou que o facto de estarem três governantes no lançamento da iniciativa prova a importância que o Governo dá a esta matéria. João Costa lembrou que é "na lógica da colaboração que se encontram soluções" e, em relação ao contexto da escola, falou na importância da colaboração entre professores. Isto "porque os problemas do mundo também são interdisciplinares".

"Um aluno que tem boas notas e que não é capaz de colaborar não devia ter tão boas notas", declarou. Enquanto professor, chegou a propor aos alunos resolução de testes aos pares. "Ao longo da vida vão sobretudo fazer trabalho em equipa". Na lista das entidades aderentes estão 11 agrupamentos de escolas aderentes.

João Costa lembrou ainda que estamos numa fase em que se impõe um enorme desafio à cidadania, "pois a democracia e a liberdade não estão garantidas".

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