Meteorologia

Anticiclone dos Açores está fraco e permite trovoadas fortes

Anticiclone dos Açores está fraco e permite trovoadas fortes

Investigador da UTAD diz que chuva forte e granizo são normais para a época no Interior do país.

As intensas trovoadas com queda de granizo, chuva e vento fortes que têm assolado, sobretudo, o Interior Norte e Centro do país devem-se a uma perda temporária de poder do anticiclone dos Açores. Normalmente funciona como escudo para o mau tempo, mas "tem andado enfraquecido". A explicação é de João Santos, docente e investigador da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).

O cientista garante que "assim que o anticiclone dos Açores se intensificar, vai bloquear estas situações em Portugal". Situações que, frisa, "são normais para a época". Só que "como nos últimos anos estes eventos têm sido menos frequentes do que era hábito há algumas décadas" e como "as pessoas tendem a ter memória curta", são "entendidos como anómalos". Todavia, "se forem enquadrados no histórico, eles não são assim tão fora do normal".

O investigador da UTAD, que faz parte de um ranking dos mil cientistas climáticos mais influentes do Mundo, também afiança que "não se podem atribuir estas situações extremas às alterações climáticas". Em Portugal, "as tendências históricas não são de agravamento" e as projeções futuras "apontam para alguma diminuição".

"Trás-os-Montes e Alto Douro é a região que, nesta altura do ano, historicamente, tem mais eventos destes", destaca o especialista. Este ano estão a ser mais intensos. Desde 31 de maio, o granizo afetou cerca de 2200 hectares de vinha e 1200 hectares de pomares de macieiras, segundo estimativas da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Norte. Ontem, em Montalegre, chuva intensa e queda de granizo provocaram inundações em estradas, em habitações e numa superfície comercial.

A instabilidade vai continuar nos próximos dias, apesar da descida da temperatura, de acordo com a previsão feita ontem pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera.

Mesmo assim, nada que se compare com o que acontece "em zonas mais interiores da Península Ibérica", com o "máximo a ser atingido nos Pirenéus". Mas se se avançar mais para as zonas montanhosas da Europa Central (Suíça, Áustria, República Checa, por exemplo), João Santos nota que "têm trovoadas quase diárias, do género das que agora se têm verificado em Portugal".

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Teto da Urgência do CHL cai devido a saco de plástico

O teto da Urgência Geral do Centro Hospitalar de Leiria (CHL) caiu devido ao mau tempo. O incidente foi provocado por um saco de plástico. Segundo apurou o JN, o acidente obrigou a retirar todos os doentes das áreas verde e amarela para os corredores e o INEM recebeu indicações para desviar as ambulâncias para outros hospitais

. "Segundo a equipa técnica que vistoriou o sistema de drenagem, a infiltração terá sido causada pelo entupimento de uma caleira, devido à presença de um saco de plástico, que, arrastado pelo vento, ali se alojou", informa o CHL em comunicado.

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