Covid-19

Antigo bastonário dos enfermeiros contra voto de infetados

Antigo bastonário dos enfermeiros contra voto de infetados

O ex-bastonário da Ordem dos Enfermeiros, Germano Couto, insurge-se veementemente contra a possibilidade de suspender o confinamento de isolados e infetados para que estes possam ir votar no próximo dia 30.

Em artigo de opinião publicado no site do JN, o professor universitário sublinha estarmos a "preparar-nos que, para alguns poderem manter o seu direito de voto, todos estejam suscetíveis de ser infetados". Chegamos, considera, "às profundezas do pântano".

Ao JN, Germano Couto corrobora a posição já tomada pela Associação dos Médicos de Saúde Pública, que vincam a descredibilização do seu trabalho. "Andamos a educar e a consciencializar a sociedade e, por uma questão que só pode ser populista, contrariámos o que anda a ser dito há dois anos". Tendo já uma decisão tomada: "Eu, que voto todos os anos, se acontecer [a suspensão de isolamento] não vou votar".

Porque, entende, "depois de votar vão sair e socializar, um risco que vai pôr em causa a abstenção". Para o antigo bastonário não há dúvidas de que "sabendo que há pessoas infetadas e que vão votar, estamos a abrir uma caixa de Pandora contra toda a educação que foi dada nestes últimos dois anos".

Por outro lado, o também investigador do CINTESIS alerta para medidas discriminatórias. "Será pouco agradável e, muito menos confortável, vermos "pessoas em isolamento" e "pessoas livres" em filas e salas diferentes, com rótulos e discriminações bem definidos". O voto ao domicílio poderá ser uma solução, desde que "garantida a confidencialidade do voto e a segurança do escrutinador".

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