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Antigo ministro da Saúde diz que DGS esteve "bem" na vacinação de adolescentes

Antigo ministro da Saúde diz que DGS esteve "bem" na vacinação de adolescentes

O antigo ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, elogiou a norma da Direção-Geral de Saúde que clarifica os critérios para a vacinação de adolescentes entre os 12 e os 15 anos. Para já, os adolescentes saudáveis não serão vacinados.

"Estiveram bem a Direção-Geral da Saúde, a Comissão Técnica de Vacinação e a Sociedade Portuguesa de Pediatria. Resistiram às múltiplas pressões, decidiram com base na evidência disponível, foram equilibrados na decisão e produziram uma norma de elevada qualidade e rigor técnico e científico", lê-se numa publicação feita pelo antigo ministro da Saúde nas redes sociais.

Aldalberto Campos Fernandes considera que "com esta posição", as autoridades de saúde "reforçaram a confiança no sistema de vacinação e na importância decisiva das vacinas".

"Uma palavra final é devida a Graça Freitas. Ao longo do último ano e meio errou muitas vezes, aceitou e reconheceu com humildade os reparos e procurou corrigir a trajectória. Uma coisa é certa merece o reconhecimento de ser uma das pessoas que maior tempo da sua vida profissional dedicou ao programa nacional de vacinação e que mais tem feito pelo sucesso de Portugal neste domínio. Os jovens acima dos 16 anos estão a aderir, com confiança, tal como a generalidade dos portugueses. O caminho está a ser percorrido com segurança e passos certos. Talvez fosse boa ideia 'dar espaço' ao que é necessário fazer com confiança e serenidade", escreveu.

Recorde-se que a Direção-Geral da Saúde publicou, na terça-feira, uma norma com as comorbilidades prioritárias para o acesso à vacinação de adolescentes entre os 12 e os 15 anos. Entre outras, na lista de doenças constam a diabetes, cancro, obesidade e insuficiência renal crónica. É ainda dada a possibilidade de, "em situações excecionais e clinicamente fundamentadas", o médico referenciar uma "pessoa para vacinação prioritária" tendo como base "uma avaliação de benefício-risco". Os adolescentes saudáveis entre os 12 e os 15 anos estão, para já, excluídos do processo de vacinação.

Ainda assim, na quinta-feira, o Presidente da República insistiu na inoculação universal desta faixa etária. "Já acontece na Madeira, mas espero que venha a acontecer nos Açores e no continente", sublinhou Marcelo Rebelo de Sousa.

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