Autárquicas

Menos afluência apesar dos apelos ao voto. Acompanhe ao minuto o dia das Autárquicas

Augusto Correia, Luís Pedro Carvalho, Maria Campos, Mariana Albuquerque e Miguel Conde Coutinho

Foto Lusa

De Norte a Sul do país, milhões de pessoas vão a votos nestas eleições autárquicas, em tempo de pandemia. Acompanhe o dia da votação ao minuto.

Termina por aqui o minuto a minuto da jornada eleitoral deste domingo. Continue a acompanhar a atualidade noticiosa em jn.pt

Coligação Afirmar Amarante PSD/CDS mantém maioria mas perde dois vereadores para o PS

José Luís Gaspar, pela coligação PSD-CDS, foi reeleito presidente da Câmara de Amarante para o terceiro mandato consecutivo. A vitória da coligação de direita “Afirmar Amarante” PSD/CDS, a terceira consecutiva, foi mais magra que a anterior de 2017, o que lhe valeu a perda de um vereador.

Deste modo, no derradeiro mandato, o autarca José Luís Gaspar vai ter a seu lado quatro vereadores. O PS, que apostou no jovem deputado Hugo Carvalho como cabeça de lista, duplicou o número de vereadores no Executivo Municipal. Passam a ser quatro os socialistas na oposição à governação da Câmara.

A coligação Afirmar Amarante PSD/CDS também voltou a ser a força mais votada para a Assembleia Municipal. O médico Pedro Cunha (PSD), que liderou a lista da coligação, deverá ser reconduzido no cargo de Presidente.

Nas Assembleias de Freguesia (AF), a coligação Afirmar Amarante conquistou 19 das 26 freguesias que compõem o concelho. Já o PS obteve apenas sete vitórias. Ainda assim, os socialistas dominam nos dois pólos urbanos do concelho (Amarante-cidade e Vila Meã).

Na União de Freguesias de Amarante (S. Gonçalo, Madalena e Cepelos) a AF manteve-se nas mãos do PS, embora com novo presidente, no caso, Américo Paulo Ribeiro. O presidente cessante da freguesia sede do concelho, por opção, abandonou a vida autárquica. Lino Macedo foi reconduzido na “Vila”.

Refira-se que a representatividade nos órgãos autárquicos de Amarante volta a cingir-se à coligação PSD/CDS e ao PS. O CHEGA, com pouco mais de meio milhar de votos, foi a terceira força política mais votada, à frente de CDU e BE.

Sernancelhe foi a câmara ganha com maior percentagem de votos

A eleição para a Câmara Municipal de Sernancelhe, no distrito de Viseu, foi a corrida autárquica ganha com a maior percentagem de votos no vencedor, o PSD, que colheu a preferência de 81,89% dos votantes.

Numa altura em que os resultados de 98% das freguesias estão apurados, as cinco câmaras em que a candidatura vencedora obteve a maior votação foram Sernancelhe, Terras de Bouro (Braga), Vizela (Braga), Valpaços (Vila Real) e Vila Velha de Ródão (Castelo Branco).

No caso de Terras de Bouro e Valpaços, a vitória sorriu ao PSD, com 76,08% e 73,84%, respetivamente, e no caso de Vizela e Vila Velha de Ródão ao PS, com 74,09% e 73,73%, respetivamente.

Quanto às maiores diferenças face à candidatura que ficou em segundo lugar, Sernancelhe ocupa também o primeiro lugar, já que a candidatura do PS obteve 9,36%, correspondentes a 369 votos, longe dos 3.228 votos com que o PSD obteve a maioria absoluta (diferença de 2.859 votos), com cinco mandatos dos cinco disponíveis no executivo camarário.

Em Alcanena, os independentes ganharam ao PS, há 12 anos no poder, e em Alpiarça, também no distrito de Santarém, o PS ganhou à CDU.

PS sai como "maior partido" do Porto e com "grande motivação" para os próximos anos

O cabeça de lista do PS à Câmara do Porto afirmou este domingo que o partido sai, naquele que considerou um "combate muito exigente", como "o maior partido da cidade" e com "grande motivação para enfrentar os próximos quatro anos".

"Foi um combate muito exigente, foi um combate muito duro e no qual o PS do Porto deu o seu melhor", afirmou Tiago Barbosa Ribeiro.

Em reação aos resultados eleitorais, e numa altura em que faltavam apurar os resultados numa freguesia, o socialista afirmou que o "PS é o maior partido do Porto e que mantém o segundo lugar nas eleições".

O socialista assinalou que o independente Rui Moreira "não teve" os objetivos a que se propôs, como a maioria absoluta no executivo municipal, na assembleia municipal e o reforço na cidade.

"Perdeu muitos votos, perdeu mandatos e, portanto, há um sinal claro de mudança e um sinal claro de mudança que se expressa em muitos dos votos que tivemos", referiu, acrescentando que a vitória na Junta de Freguesia de Campanhã, que teve o apoio do independente Rui Moreira, é do PS.

"Há quem queira aparecer nessa fotografia, mas é uma vitória do PS, dos militantes do PS e dos dirigentes do PS de Campanhã", salientou.

Questionado pelos jornalistas sobre o número de vereadores socialistas eleitos para o executivo, Tiago Barbosa Ribeiro disse não ter ainda informação sobre os mesmos.

"Não tenho informação. Estávamos a aguardar para podermos ter o desenho final. Não temos. Não consigo antecipar qual o desenho final do executivo", assegurou, garantindo também que, a confirmar-se que o independente Rui Moreira não tem maioria absoluta, continuará a não aceitar nenhuma aliança.

"Só tenho uma palavra. As questões de governabilidade na Câmara do Porto não se colocam", afirmou o socialista, considerando que os resultados das eleições de domingo não são "um ponto de chegada", mas "um ponto de partida" para os próximos quatro anos.

Em 2017, o Partido Socialista obteve 28,55% dos votos, elegendo quatro vereadores na autarquia.

PSD afasta PS do poder no Cartaxo após 45 anos

O social-democrata João Heitor, 42 anos, conquistou um feito histórico, ao ganhar a Câmara Municipal do Cartaxo com 46,58% dos votos. A autarquia estava nas mãos do Partido Socialista desde 1976.

Presidente da Comissão Política de Secção do PSD do Cartaxo, João Heitor é diretor regional de uma multinacional do setor agropecuário e presidente da Sociedade Cultural e Recreativa de Vale da Pinta e da Associação Nacional de Karaté.

O candidato social-democrata afastou, assim, Pedro Ribeiro da liderança da Autarquia, que obteve 29% dos votos e elegeu três vereadores. O economista concorria ao terceiro e último mandato.

Votaram 52,49% dos eleitores inscritos.

Costa assume frustração com "derrota inesperada" em Lisboa

O secretário-geral do PS, António Costa, assumiu hoje frustração com a "derrota inesperada" do socialista Fernando Medina na sua recandidatura à presidência da Câmara Municipal de Lisboa e desejou felicidades ao vencedor, Carlos Moedas.

Em declarações aos jornalistas, no Pátio da Galé, em Lisboa, onde foi cumprimentar Fernando Medina, António Costa considerou que o presidente cessante da Câmara Municipal de Lisboa assumiu "com total dignidade e frontalidade" a sua derrota nas eleições autárquicas de domingo.

António Costa lamentou o resultado obtido pela coligação entre o PS e o partido Livre em Lisboa, observando: "Como toda a gente sabe, foi uma derrota inesperada, não havia nenhum indicador que apontasse para este resultado, mas a democracia é mesmo assim".

No seu entender, "há uma coisa que é clara, foi a vontade dos lisboetas, os lisboetas quiseram mudar".

Independentes ganham Câmara da Marinha Grande

O MPC - Movimento pelo Concelho, liderada por Aurélio Ferreira, foi o vencedor das eleições à Câmara da Marinha Grande, com 38,57% dos votos. Vereador há quatro anos, o empresário vai suceder a Cidália Ferreira, que preside aos destinos da Autarquia, em minoria, desde 2017, em representação do PS.

Nestas eleições, Aurélio Ferreira concorreu coligado com outro movimento independente, que também se apresentou a sufrágio há quatro anos, com o objetivo de conquistar o município aos socialistas, objetivo que conseguiu atingir, ao eleger dois mandatos.

Aurélio Ferreira, 61 anos, é empresário do setor dos plásticos e presidente da Associação Nacional dos Movimentos Autárquicos Independentes.

O Partido Socialista obteve 21,73% dos votos, pelo que Cidália Ferreira foi a única vereadora eleita, e a CDU teve 20,11% da votação e voltou a eleger a advogada Alexandra Dengucho.

Em maio, Cidália Ferreira exonerou o vice-presidente e vereador a tempo inteiro, Carlos Caetano, após ter sido apresentado como cabeça de lista do PSD às autárquicas, que não foi além dos 7% dos votos.

Tradicionalmente, o poder na Marinha Grande oscila entre o PS e a CDU.

Hernâni Dias dá vitória “histórica” ao PSD em Bragança

Hernâni Dias não deixou fugir a Câmara Municipal de Bragança ao PSD a quem deu a terceira vitória, que considera “histórica” pois ganhou as 49 freguesias do concelho. “Fizemos o pleno. Temos uma votação muito boa para a câmara municipal e assembleia municipal. Estamos muito gratos a todas as pessoas que reconheceram o trabalho que fizemos”, explicou o autarca reeleito.

O Partido Socialista apostou pela terceira vez no deputado Jorge Gomes, como candidato ao município brigantino, que defrontou pela primeira vez Hernâni Dias, não indo além de 26,26% da votação.

No distrito de Bragança, o PS perdeu para o PSD as câmaras de Miranda do Douro, Mogadouro e Vila Flor.

Além de Bragança, os social-democratas mantiveram os municípios de Carrazeda de Ansiães, Torre de Moncorvo e Vimioso.

Os socialistas conservaram as Câmaras de Alfândega da Fé, Macedo de Cavaleiros, Mirandela e Vinhais e ainda ganharam a de Freixo de Espada à Cinta.

"Vamos ganhar o Porto daqui a quatro anos", garante Vladimiro Feliz, do PSD

Num discurso breve que não se prolongou por muito mais do que cinco minutos, o candidato do PSD à Câmara do Porto, Vladimiro Feliz, assumiu que este não é o resultado que o partido ambicionava, mas mostrou-se satisfeito, observando uma "vontade de mudar" no resultado destas eleições autárquicas.

Congratulando-se com a liderança que o partido mantém em Paranhos, o candidato do PSD enumerou muitos dos "objetivos falhados" de Rui Moreira. Entre eles, precisamente, o facto de não ter conseguido roubar aquela freguesia ao PSD, além de não ter conseguido atingir a maioria absoluta na Assembleia Municipal. "Eu diria que o Porto mostrou que quer mudar", observou.

Agredecendo "o voto de confiança a todas e a todos os portuenses", Vladimiro Feliz garantiu que irá trabalhar, nos próximos quatro anos, por "um Porto para o futuro".

"Não tenho dúvidas de que, com este sinal o PSD, daqui a quatro anos, vai vencer as eleições no Porto", concluiu, confirmando que, sem acordos com Rui Moreira, assumirá o cargo de vereador.

Moreira sugere federação de independentes

No discurso final, Rui Moreira disse que em nome da democracia é preciso ponderar "a federação" de todos os independentes, que existem e foram eleitos pelo país. Não concretizou se se estava a referir à proposta de criação de um partido, para contornar as restrições da lei.

Aludindo ao seu projeto independente disse que não pode ser sujeito "ao taticismo carreirista de muitos dirigentes partidários".

Moreira diz ter governação “assegurada” e um “Porto forte”

“O Porto continuará a ser forte”, prometeu Rui Moreira, às duas e meia da madrugada, contando que foi felicitado por Vladimiro Feliz e Tiago Barbosa Ribeiro, candidatos do PSD e do PS, pelo resultado que “assegura a governação da cidade”. Ainda sem resultados finais e sem confirmar a perda de maioria absoluta na Câmara mas para já apenas na Assembleia, elogiou a vitória de cinco candidatos às juntas de freguesia, destacando ainda a recondução do autarca socialista que decidiram apoiar: “Nós ganhamos em Campanhã”.

Moreira chegou “muito bem” e sem discurso pronto porque “dá azar”, mas às duas da madrugada ainda não tinha descido para comentar resultados perante as indicações que apontavam para a perda de maioria absoluta, num processo moroso, desde logo com relatos da recontagem em Lordelo. O nervosismo tomou conta da equipa à medida que a noite foi avançando.

Negociações à vista

Entretanto, ia garantindo juntas, mas com os candidatos a registar também a falta da maioria desejada que os obrigará a negociar. Nuno Cruz, que passou horas ao telefone após previsões de que iria perder as eleições no Centro Histórico, tinha depois indicação contrária.

Eram cerca de 21.30 horas quando Francisco Ramos, líder do movimento que apoia Rui Moreira, anunciou a vitória do recandidato independente, numa curta declaração, com “elevada satisfação”. E prometeu que Moreira falaria quando houvesse resultados finais. Mas as declarações não chegaram ao longo das quatro horas seguintes. E, mesmo quando na parte inferior da sede se falava em perda de maioria absoluta, o autarca continuava sem aparecer, do mesmo modo que o PS também continuava sem comentar os resultados destas autárquicas.

Na reta final da campanha eleitoral, o presidente recandidato pediu uma “maioria reforçada” não só na Câmara do Porto, mas desta vez também na Assembleia Municipal.

Uma garantia pelo menos deixou: “Se Deus permitir, cumprirei o mandato até ao fim”, prometeu o atual presidente da Câmara, eleito pela terceira vez. Foi recebido com um grupo de apoiantes aos gritos, com mulheres da Sé e da Ribeira, que ficaram até ao fim.

A meio da noite eleitoral, o movimento teve a visita de João Cotrim de Figueiredo, líder da Iniciativa Liberal, sem comentar vitórias ou derrotas antecipadas. O seu candidato à presidência da união de freguesias de Aldoar, Nevogilde e Foz do Douro, Tiago Mayan, que foi candidato a Belém, disse ao JN ter conseguido a vitória e que, dependendo da relação de forças, irei ponderar as negociações a promover junto de outras forças.

Projeção “aquém das expectativas” mas não de menosprezar

A noite já ia longa e o Tiago Barbosa Ribeiro continuava sem aparecer na sede de candidatura. O candidato socialista permanecia reunido com elementos da direção da campanha na expectativa dos resultados finais que tardavam a aparecer. Ia Rui Moreira perder a maioria absoluta? Ia o PS reconquistar o centro histórico do Porto? As respostas eram incertas.

Ao início da noite havia poucas pessoas na sede de campanha de Tiago Barbosa Ribeiro, na Avenida dos Aliados. As primeiras projeções foram recebidas com poucas emoções. O candidato aparecia com menos de 20%, bastante menos do que há quatro anos.

As primeiras reacções ficaram a cargo de Isabel Oneto e não foram positivas. “As projeções dizem claramente que o Partido Socialista ficou aquém dessa expectativa” admitiu a deputada socialista. Porém, fez questão de realçar que sabiam que era “uma luta difícil” e que partiam com 11%. Portanto, os 16 a 19% refletidos nas projeções eram “um resultado que não é de menosprezar”. A porta-voz socialista disse que ainda era muito cedo para fazer um balanço final.

Eram já quase duas da madrugada e ainda não havia sinal do candidato. Os resultados tardavam em chegar e as incertezas não se dissipavam. Apesar da hora tardia, na sede de campanha nos Aliados, uma dezena de apoiantes e elementos da campanha não arredavam pé.

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"Ganhámos contra tudo e contra todos", sublinha Moedas

O novo presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, de 51 anos, foi recebido com euforia pelos apoiantes e prepara-se para discursar.

"Que grande noite", começa por dizer. "Obrigado Lisboa, que orgulho. Ganhámos contra tudo e contra todos".

"Fez-se história hoje em Lisboa", defendeu, assegurando não ter palavras para agradecer o voto de confiança dado pelos lisboetas. E deixa uma promessa: "Vamos mudar Lisboa, não vamos falhar".

Moedas realçou que esta campanha é a prova de que "é possível mudar o sistema". "E podemos mudá-lo porque a democracia não tem dono". O autarca diz ainda que o novo ciclo que agora começa na capital não se esgotará em Lisboa.

"Serei o presidente de todos os lisboetas", frisou, garantindo "aos mais frágeis" que estará com eles, no dia a dia. "Aos comerciantes, às pequenas empresas, a todos aqueles que lutam para pagar salários. Estarei com eles para criar mais emprego".

E aos mais novos - acrescentou - pede "que continuem a sonhar". "Os lisboetas merecem estar na liga dos campeões das cidades europeias e é isso que nós vamos fazer".

Moedas ressalva, por fim, que o seu maior sonho continua a ser "mudar Lisboa". "Vamos a isso. Vamos para novos tempos, vamos mudar Lisboa".

O novo presidente da câmara destaca também que, nestas eleições, "as sondagens falharam em toda a linha".

"A democracia é mesmo assim", afirma Costa, face à derrota de Medina.

Rui Moreira recebido com aplausos. "Os portuenses não desiludem", disse o presidente da Câmara do Porto, reeleito este domingo.

"O partido que mais ganhou foi o Porto. O Porto vai continuar a ser forte e independente, com caráter granítico, que nunca esquece o seu papel na História de Portugal", continuou.

O autarca ainda não sabe o resultado final, mas sublinhou que a vitória "foi a vontade do Porto". "Saberemos interpretar a vontade dos portuenses e tenho plena convicção neste projeto político independente", afirmou.

Independentes acabam com 36 anos de PSD no poder nas Caldas da Rainha

Vítor Marques, 55 anos, pôs fim a 36 anos do PSD no poder nas Caldas da Rainha, ao conquistar a confiança de 40,7% dos eleitores. Eleito presidente da União de Freguesias de Caldas da Rainha, Nossa Senhora do Pópulo, Coto e S. Gregório há dois mandatos, como independente eleito nas listas do PSD, desta vez concorreu à Câmara como independente.

Empresário na área da distribuição de bebidas, o novo presidente da Autarquia liderou o Caldas Sport Clube durante nove anos. Vítor Marques afastou, assim, da liderança do Município Fernando Tinta Ferreira, que cumpriu dois mandatos, e obteve agora 34,71% dos votos, que lhe permitiram eleger apenas três vereadores.

Tinta Ferreira exercia funções na Câmara das Caldas da Rainha desde 1996, como adjunto da presidência, vereador e vice-presidente do então presidente Fernando Costa, autarca social-democratas que se manteve 28 anos no poder, período após o qual foi impedido de se candidatar, na sequência da entrada em vigor da lei de limitação de mandatos.

O PS voltou a eleger o advogado Luís Patacho como vereador, com 11,14% dos votos. Na fase da escolha dos candidatos, um grupo de militantes propôs à Concelhia do PS o nome do empresário Joaquim Beato Caetano, mas este foi preterido pela "experiência" de Luís Patacho.

A abstenção nas Caldas da Rainha foi de 51,22% dos votos.

Carlos Carreiras reclama vitória em Cascais

O candidato da coligação Viva Cascais (PSD/CDS-PP) à presidência da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras, reclamou hoje vitória, com maioria absoluta.

De acordo com dados enviados à agência Lusa pela candidatura, Carlos Carreiras foi "reeleito com maioria absoluta: na Câmara e na Assembleia Municipal, e pela primeira vez faz o pleno nas quatro freguesias do concelho".

Segundo dados provisórios do Ministério da Administração Interna (SGMAI), às 2 horas desta segunda-feira, a coligação Viva Cascais tinha contabilizado 49,71% dos votos (20 567), seguido da coligação PS/PAN/Livre, com 24,40% (10 095), do Chega, com 6,42% (2657), e CDU, com 6,32% (2613).

De acordo com a coligação Viva Cascais, o PSD e CDS-PP passam a ter sete vereadores, o PS três e o Chega um, com a CDU a perder o único vereador que tinha na Câmara Municipal de Cascais.

Júlia Rodrigues (PS) reforça maioria em Mirandela

Depois de em 2017 ter conquistado a primeira vitória socialista em eleições autárquicas, em Mirandela, destronando o PSD, Júlia Rodrigues conseguiu não só manter a maioria como reforçar a sua votação em todos os órgãos autárquicos.

“Foi uma vitória inequívoca da nossa candidatura, porque os mirandelenses assim o quiseram e vou fazer tudo o que estiver ao meu alcance para continuar a lutar pelo desenvolvimento do nosso concelho, porque em primeiro está a nossa terra”, sublinhou a autarca socialista.”

O PS teve mais 500 votos que há 4 anos, com o PSD a ser o grande derrotado da noite com o candidato Duarte Travanca a perder mais de 1300 votos, face a 2017. A vitória socialista foi ainda mais expressiva no meio rural, passando de 9 freguesias para 20, enquanto o PSD, que tinha 18, fica agora com apenas 6.

Também o CDS, não conseguiu eleger Helena Chéu para vereadora, já que a subida de 3%, não foi suficiente.

Ilda Figueiredo (CDU) confirma reeleição como vereadora no Porto

A cabeça de lista da CDU à Câmara do Porto, Ilda Figueiredo, confirmou a sua reeleição como vereadora na autarquia, adiantando ainda ter obtido uma subida na votação e da representatividade nas freguesias.

Numa declaração às 00:44, após ter referido ter sido reeleita no ato eleitoral que decorreu no domingo, a cabeça de lista da coligação PCP/PEV disse que a CDU "cresceu 30% nas freguesias de Ramalde e do Bonfim".

"Há a garantia da eleição da vereadora e de vários membros da CDU em freguesias, e também para a Assembleia Municipal. Temos razão para estar contentes e para reafirmar esta nossa disposição de que a luta vai continuar, provavelmente em melhores condições para defender os interesses e os direitos dos moradores e o desenvolvimento da cidade do Porto, uma cidade progressista, mais justa, solidária", disse Ilda Figueiredo.

Segundo a comunista, "os resultados já conhecidos confirmam essa subida"

"Ainda não temos resultados globais, mas sabemos de algumas freguesias, como Ramalde e Bonfim, em que crescemos 30%, e Campanhã, em que também crescemos", sustentou.

Reconhecendo que a sua reeleição como vereadora "era o objetivo mínimo" da sua candidatura, Ilda Figueiredo admitiu que apontavam a "mais eleitos", mas que respeitam a "opinião e a posição dos eleitores, dos portuenses".

"Os resultados demonstram uma posição de confiança em relação à CDU na cidade do Porto e há até um reforço de votação que traz responsabilidades e melhores condições para continuar a luta", concluiu.

Em 2017, a CDU foi a quarta força política mais votada para a Câmara do Porto, conseguindo 6.781 votos, que representaram 5,89% do total apurado.

Perda de maioria aboluta de Moreira poderá ser por muito pouco

As indicações de que poderá ter perdido a maioria absoluta por muito pouco deixou a equipa de Rui Moreira num estado de nervos, com o autarca a adiar qualquer comentário. Ainda ninguém apareceu para comentar resultados.

CDU mantém a Câmara Municipal de Évora

Tal como em 2017, a CDU voltou a ganhar a câmara municipal de Évora, mantendo assim um dos bastiões comunistas, desta feita com uma diferença de cerca de 200 votos, relativamente ao PS.

Para Carlos Pinto de Sá, reeleito, esta vitória irá permitir “resolver as questões que sirvam Évora". "Ainda não sabemos quais as correlações de forças, mas estamos habituados a dialogar com outras forças”, referiu aos jornalistas.

“Fomos muito penalizados sobre a situação económica em que encontrámos a Câmara, situação essa que nos dificultou muito a resposta a problemas que as pessoas sentem, como é a limpeza, a área da água”, disse ao jornalistas

Nas eleições autárquicas de 2017, num total de 46839 eleitores, a CDU venceu com 34,65% dos votos, contra 30,92% do Partido Socialista, tendo a diferença de votos sido de 868 votos entre os dois partidos.

Independente Sérgio Costa derrota PSD na Guarda

Sérgio Costa é o novo presidente da Câmara da Guarda depois de ter vencido as eleições com uma vantagem inferior a 500 votos sobre a candidatura do PSD, que governava o município.

Os social-democratas que em 2017 tinham conquistado 7 das 14 câmaras municipais reforçou a sua posição ao derrotar o PS nos municípios de Figueira de Castelo Rodrigo e da Meda onde concorreu coligado com o CDS/PP. O partido socialista manteve as câmaras de Fornos de Algodres, Seia e Trancoso, mas além de Meda e Figueira, também perdeu Manteigas para Flávio Massano, um advogado de 31 anos que concorreu como independente. Em Aguiar da Beira venceu Vergílio Carvalho que era o número dois de Joaquim Bonifácio, outro independente apoiado pelo PS que não se recandidatou.

Reviravolta em Valença com eleição de histórico socialista

José Manuel Carpinteira, que foi Presidente de Camara de Vila Nova de Cerveira do Partido Socialista durante 24 anos (1989-2013), foi eleito este domingo autarca no município vizinho de Valença. O histórico socialista derrotou o PSD que liderava aquela autarquia há 12 anos.

O último mandato foi partilhado pelos social-democratas Jorge Mendes, que saiu após ser eleito deputado na Assembleia da República, e o seu sucessor Manuel Lopes. Este último recandidatou-se mas acabou por perder com 28,16% dos votos, contra 40.01% do candidato do PS José Manuel Carpinteira.

As eleições foram ainda disputadas por um ex-vereador laranja, dissidente do partido, José Monte, e pelo ex-líder da Concelhia do PS António Dias, que bateu com a porta e avançou com candidatura própria. E pela CDU, Paula Gomes.

Em 2017, o PSD obteve 57,29% votos e o PS 33,14%.

"Por um voto se ganha, por um voto se perde. Perdi estas eleições", diz Medina

Fernando Medina é recebido com aplausos e começa por felicitar Carlos Moedas pela vitória conquistada este domingo. "É o povo que define quem governa, mas a democracia faz-se também pelos gestos de concessão", realça, deixando uma palavra de agradecimento aos lisboetas. "Foi um privilégio servir esta cidade durante seis anos".

"Por um voto se ganha, por um voto se perde. Perdi estas eleições", acrescenta.

"Quero agradecer ao PS porque tudo fez para que o resultado fosse diferente. A derrota de hoje é pessoal e intransmissível. Senti sempre o apoio inexcedível dos meus camaradas", reconheceu.

Sobre o seu futuro político, Fernando Medina é perentório: "não sei ainda". "Nos próximos dias farei uma transmissão de pasta exemplar. Não poderia ser de outra forma".

Medina prepara-se para assumir a derrota em Lisboa. Moedas será o próximo presidente da Câmara de Lisboa.

Isaltino Morais ganha em Oeiras e dedica vitória à juventude

O candidato independente Isaltino Morais foi reeleito presidente da Câmara Municipal de Oeiras nas eleições autárquicas de domingo, dedicou a vitória à juventude e sublinhou o reforço da maioria absoluta, após conquistar todas as freguesias do concelho.

"Não importa a percentagem. O que importa é que crescemos muito, aumentámos a nossa votação e conseguimos o melhor resultado de sempre em Oeiras", afirmou Isaltino Morais no seu discurso no final da noite eleitoral, no núcleo central Taguspark.

Para o recandidato independente à Câmara Municipal de Oeiras, esta foi "uma grande vitória" que também significa "uma maior responsabilidade".

"São tantos os oeirenses que confiam em nós que não podemos deixar de sentir o peso da responsabilidade. Depois de tantos anos a liderar este município, os eleitores demonstraram que não querem perder este modo de vida, querem que continuemos a inovar", acrescentou.

E prosseguiu: "Queremos que este concelho seja o melhor do país e um dos melhores da Europa. Os próximos quatro anos vão ser de ainda mais trabalho, mas não se preocupem que, quem corre por gosto, não cansa".

O movimento independente Isaltino Inovar Oeiras (In-OV) conquistou todas as freguesias do concelho, segundo dados da campanha.

Às 01:20 de hoje, o IN-OV tinha contabilizado 49,82% dos votos (30.947), seguido do PS (10,07%, 6.084 votos) e do PPD/PSD-MPT (7,92%, 4.782 votos), de acordo com dados provisórios do Ministério da Administração Interna (SGMAI).

PSD conquista dois vereadores para a Câmara do Porto

Apesar de problemas nas mesas de voto na União de Freguesias de Lordelo do Ouro e Massarelos e do Centro Histórico do Porto, estão já garantidos dois lugares para o PSD na vereação da Câmara do Porto. Para o topo da Avenida dos Aliados, seguirá Vladimiro Feliz acompanhado de Alberto Machado. Além de mandatário da candidatura, o número dois da lista do PSD à Autarquia portuense é presidente da distrital do partido.

Rui Santos destaca vitória "muitíssimo clara" em Vila Real

O presidente da Câmara de Vila Real, reeleito para um terceiro mandato, destacou a vitória "muitíssimo clara" no concelho, inclusive nas 20 juntas de freguesia, e afirmou que os vila-realenses escolheram continuar o caminho iniciado em 2013.

"Hoje todos, todos sem exceção ganhámos. Ganhámos na Assembleia Municipal, ganhámos as 20 juntas de freguesia do concelho de Vila Real e ganhámos de forma muitíssimo clara a câmara municipal", afirmou Rui Santos, num discurso, na sede do PS, dirigido aos muitos apoiantes que ali se juntaram esta noite.

Nas 20 freguesias do concelho, o PS concorreu em 16 com candidaturas próprias e, em quatro, apoiou candidaturas lideradas por independentes.

Em Vila Real, o PS venceu as eleições autárquicas de domingo com 58,44% dos votos, tendo conquistado a maioria absoluta com cinco mandatos.

O segundo mais votado foi a coligação PSD/CDS-PP/A, com 28,68% e dois mandatos. O Chega obteve 4,17% dos votos, sem mandatos, ficando com a terceira força política neste concelho.

Na hora de festejar a vitória, Rui Santos fez questão de agradecer a "todas e a todos" os que ajudaram a construir o movimento a que chamou "Avançar Juntos" e deixou uma palavra aos adversários nesta campanha, desejando que, "também eles, entendam este resultado".

Ribau Esteves reeleito em Aveiro com maiora absoluta

A coligação PSD/CDS-PP/PPM venceu as eleições autárquicas de domingo em Aveiro e reelegeu José Ribau Esteves como presidente da Câmara, apurados os resultados das 10 freguesias, segundo dados provisórios do Ministério da Administração Interna.

Com 51,26% e seis mandatos, a coligação vai governar com maior absoluta no terceiro e último mandato de Ribau Esteves, eleito pela primeira vezes em 2012.

A segunda força mais votada foi a coligação PS/PAN, com 26% dos votos e três mandatos, e o terceira o BE, com 6,4%, mas sem qualquer eleito.

PS vence em Miranda do Corvo

Miguel Baptista (PS) foi reeleito presidente da Câmara Municipal de Miranda do Corvo, para o terceiro mandato.

O PS elegeu quatro deputados, contra três do PSD.

"O PSD teve um excelente resultado nestas eleições", diz Rio

O líder do PSD, Rui Rio, já fez o balanço da noite eleitoral, deixando uma palavra de agradecimento aos candidatos, que lutaram, "com sinceridade" pelas suas terras. "O PSD teve um resultado excelente nestas eleições", frisou.

O partido, acrescenta, queria aumentar o número de votos, de eleitos e de presidentes de câmara. "Conseguimos tudo isso contra as sondagens e contra muitos comentadores que andaram largos meses a dizer que o PSD ganharia uma ou duas câmaras e nada mais que isso".

"Era tempo de acabarmos com as sondagens", defendeu. "Ganhámos 31 novos presidentes de câmara contra 15 que perdemos, até ao momento. É melhor do que em 2017 e 2013".

Além disso, destaca a situação do Porto. "Contra todas as sondagens, tudo a leva crer que Rui Moreira perdeu a maioria absoluta e tudo leva a crer que o PSD sobe fortemente".

Rio frisa igualmente que, neste contexto, o partido tem tudo lançado para poder ganhar as eleições de 2023, uma vez que "ficou provado que o povo português prefere um discurso sincero a rajadas de promessas".

PS retoma a maioria absoluta em Matosinhos

O primeiro aplauso na sede concelhia do PS foi escutado rigorosamente às 21 horas, com a projeção da eleição de Inês de Medeiros, em Almada, mas a maior ovação ainda teve de aguardar para lá da meia-noite, quando Luísa Salgueiro chegou à sede de campanha. A recandidata foi eleita e vitoriada. Vai governar Matosinhos mais quatro anos, agora em maioria absoluta.

Em 2017, o PS elegeu cinco vereadores e equilibrou-se com a atribuição de pelouros (Transportes, Mobilidade e Proteção Civil) ao vereador eleito pela CDU, José Pedro Rodrigues. Desta vez, os socialistas têm sete mandatos, correspondentes a 43,62% do eleitorado (30 373 votos).

O PSD, resgatado por Bruno Pereira, recolheu 17,25% (12 015 votos) e tem assegurados dois vereadores (um em 2017). O movimento independente de António Parada, que elegeu dois vereadores em 2017, perdeu quase metade da votação (de mais de 12 mil para os 6873 deste domingo) e elege apenas um vereador. A CDU (6,58%, 4580 votos) volta a eleger o cabeça-de-lista, o mesmo José Pedro Rodrigues, mas, agora, sem atribuição de pelouros.

De resto, a vitória socialista foi em toda a linha: maioria na Assembleia Municipal (39,93% e 15 de 33 mandados) e recondução da liderança nas quatro uniões de juntas (Custóias, Leça do Balio e Guifões; Matosinhos e Leça da Palmeira; Perafita, Lavra e Santa Cruz do Bispo; S. Mamede de Infesta e Senhora da Hora.

Narciso "muito triste"

O socialista - "Sem cartão, mas de convicção", diz o próprio - que em 2017 concorreu como independente e que obteve a segundo maior votação, com 16,19%, felicitou-se por verificar que a maioria dos 12 949 votos que colheu há quatro anos foram agora maioritariamente distribuídos pela família "rosa" e pela candidatura de Luísa Salgueiro. "Mas ainda não são 66%", diz Narciso Miranda, a recordar a autoria de um recorde histórico, estabelecido em 29 anos e sete mandatos de governação municipal.

Narciso ficou, contudo, "muito triste e muito preocupado" com o nível de abstenção. "É dececionante verificar que mais de metade dos eleitores (53%) não querem saber para nada da eleição do presidente da Câmara de Matosinhos. Eu, que estive na Câmara quase 30 anos, vejo neste alheamento um muito mau sinal para democracia", disse.

Ao antigo autarca resta-lhe o conforto de ver na liderança da Câmara a mulher de quem reclama a tutoria política. "A Luísa Salgueiro já teve um grande mérito. Recuperou o primado da democracia em Matosinhos", considerou Narciso.

Para os próximos quatro anos, as prioridades de Luísa Salgueiro estão definidas pela própria: coesão e ação social acima de tudo, após dois anos de pandemia e danos sociais e económicos causados pela encerramento da refinaria de Leça da Palmeira e calculados em 5% no PIB anual do concelho (220 milhões de euros).

A pupila do senhor de Matosinhos

Luísa Maria Neves Salgueiro nasceu em S. Mamede de Infesta. É licenciada em Direito e pós-graduada em Direito do Ambiente. Exerceu advocacia até 1999. Foi correligionária e vereadora (1997-2009) de Narciso Miranda, senhor de Matosinhos, entre 1979 e 2005. Foi deputada em quatro legislaturas.

Em 2017, foi escolhida pela Direção Distrital para cabeça-de-lista, em detrimento de António Parada. Recuperou a Câmara para o PS, perdida, em 2013, para o independente Guilherme Pinto. É mulher de muitas competências, traquejada nas comissões parlamentares de saúde, de trabalho ou de segurança. Fora da política, foi também conselheira jurídica da DECO e da Associação de Futebol do Porto. A propósito: é adepta ferrenha do F. C. Porto.

Luísa Salgueiro festeja a reeleição para segundo mandato na Câmara de Matosinhos

Artur Machado / Global Imagens

PSD/CDS ganha em nove das 10 freguesias da Maia

Das 10 freguesias do concelho da Maia, a coligação PSD/CDS venceu nove. António Silva Tiago, o presidente reeleito, viu reforçada a votação, relativamente a 2017, na Assembleia Municipal e nas juntas de freguesia.

Só Águas Santas, que já era governada pelos socialistas, continuará nas mãos do PS, que apresentou neste sufrágio eleitoral como cabeça de lista Francisco Vieira de Carvalho e ficou aquém das expectativas.

No discurso de vitória, no palco montado em frente à sede de campanha, do lado contrário à Câmara Municipal, Silva Tiago lamentou que a coligação não tenha ganho em Águas Santas, mas deixou uma palavra de conforto ao candidato, Ivo Ribeiro, pelo "trabalho feito".

O PSD/CDS tirou Milheirós ao PS e venceu também em Vila Nova da Telha, que era gerida por uma candidatura independente.

No próximo mandato, o presidente reeleito promete apostar em três eixos: "Ter uma linha de metro para fazer a ligação ao Hospital de São João, no Porto; concretizar o projeto do corredor verde para o rio Leça; e apostar em habitação a custos controlados".

Do domínio da habitação poderá resultar a primeira medida do novo mandato, fazendo avançar a construção de "57 fogos" em Sobreiro, no âmbito da Estratégia Local de Habitação. A promessa é ter casas a rendas acessíveis.

O triunfo na Maia foi celebrado com um bolo, na sede de campanha, junto dos apoiantes.

António Silva Tiago

Foto: Leonel De Castro/global Imagens

Coligação de Calado canta vitória e rouba poder de oito anos no Funchal

Isabel Peixoto e Paulo Lourenço

Pedro Calado foi o rosto da coligação de direita que conseguiu recuperar a Câmara do Funchal, ao fim de oito anos. Bateu a candidatura da esquerda, liderada pelo PS, que em 2013 conquistou pela primeira vez a Autarquia, depois de um longo domínio social-democrata.

No discurso de vitória, Pedro Calado, cabeça de lista pela coligação Funchal sempre à Frente, deixou a promessa de que a presidência vai ser exercida “para todos os funchalenses”, na expectativa de, daqui por quatro anos, obter uma percentagem de votos “muito superior” à de hoje. Disse ainda que será uma presidência de “muita proximidade”, em “trabalho contínuo” com as juntas de freguesia.

Em 2013, os socialistas elegeram como presidente da Câmara Paulo Cafôfo, que ontem se demitiu da liderança do PS-M. Mas viram-no sair em 2019 (tinha sido reeleito em 2017), para se candidatar ao Governo regional, que não conquistou. Para o seu lugar na Autarquia avançou Miguel Silva Gouveia, então vice-presidente, que encabeçou a coligação Confiança (PS/BE/MPT/PRD/PAN) no ato eleitoral de hoje. Mas a vitória acabou por ser da candidatura do PSD/CDS-PP.

Miguel Silva Gouveia assumiu a derrota, salientando mesmo a perda de muitas juntas de freguesia e da Assembleia Municipal. Prometeu continuar a lutar pelos interesses dos funchalenses.

PS alcança maioria absoluta em Alcochete

O PS atingiu a maioria absoluta em Alcochete. Depois de em 2017 ter tirado à CDU este que era um dos bastiões comunistas, conseguiu reforçar a liderança e vai governar com a maioria absoluta.

Os socialistas conseguiram cinco lugares na vereação, mais dois que em 2017. A CDU manteve os dois vereadores que tinha e o PSD e CDS, que não concorreram coligados desta vez perderam os dois lugares que tinham.

Gaia: A vitória de “um bastião da dignidade na política”

Eduardo Vítor Rodrigues mantém maioria absoluta e nove vereadores num Executivo com 11. Ao anunciar uma votação ainda maior do que há quatro anos, promete manter “políticas humanistas”

A noite eleitoral foi tardia em Vila Nova de Gaia, com a sede da candidatura de Eduardo Vítor Rodrigues quase sem apoiantes durante várias horas. Só depois das 23 horas, começaram a chegar apoiantes para a festa explodir com um discurso do candidato socialistas, que era para ser no exterior, mas acabou por acontecer no meio do povo.

Uma forma simbólica de estar com quem garante ser ainda a motivação dos seus últimos dois mandatos. Para os próximos quatro anos, prometeu continuar, assim, com “políticas humanistas”, viradas para os problemas das pessoas e conciliadas com as grandes obras.

Os resultados eleitorais ainda não estavam fechados, quando Eduardo Vítor Rodrigues galvanizou os apoiantes. Os dados oficiais apontavam para uma vitória com 58, 79% (faltavam cinco freguesias). Mas o presidente da Câmara já tinha a certeza que tinha sido ainda maior do que os 61,68% conquistados em 2017. “Mostramos que é possível, ao fim de oito anos, ter ainda mais votos e manter todas as freguesias”, anunciou, garantindo uma vitória de 65%.

“Somos hoje um bastião da dignidade da política”, afirmou, de seguida, o candidato, prometendo manter, nos próximos quatro anos, o rigor na gestão municipal e tornar Gaia numa “cidade verdadeiramente singular no panorama nacional e europeu”.

Eleições antecipadas

Durante a noite ainda chegou a haver a possibilidade de a coligação PSD/CDS, protagonizada por Cancela Moura perder um eleito, passando a ficar com apenas um vereador. Mas, à medida que os votos das freguesias mais populosas foram sendo contabilizados, tal não se veio a confirmar.

Cancela Moura, que concorreu pela segunda vez consecutiva à Câmara de Gaia, substituindo a aposta de Rui Rio em António Oliveira, acabou por ter, assim, um resultado muito similar ao de 2017. O social-democrata primeiro ligou ao presidente reeleito para lhe dar os parabéns. Depois, dirigiu-se aos seus apoiantes. “Glória aos vencedores honra aos vencidos”, disse, anunciando a antecipação de eleições na Secção do PSD/Gaia, mas sem revelar se se candidata.

Quando ainda faltavam apurar as cinco freguesias mais populosas do concelho de Vila Nova de Gaia, a CDU tinha ascendido a terceira força política. Um valor ainda assim insuficiente para cumprir o objetivo da coligação de voltar a ter um vereador. Tudo indicava que a cabeça de lista Diana Ferreira não seria eleita.

Já o Chega era o quarto partido com mais votos. A candidatura de Alcides Couto estava, assim, perto da CDU. E o Bloco de Esquerda caíra de terceiro lugar para quinto, com Renato Soeiro

CDU volta a vencer no Seixal e Chega entra na vereação

A CDU de Joaquim Santos repetiu o resultado das últimas autárquicas no Seixal e manteve o mesmo número de vereadores eleitos, cinco. A novidade neste concelho prender-se pela entrada do Chega na autarquia, que retirou ao Bloco de Esquerda um autarca. O PS manteve os quatro vereadores eleitos de 2017.

Recontagens no Porto atrasam divulgação de resultados

A recontagem de votos na União de Freguesias de Lordelo do Ouro e Massarelos e do Centro Histórico está a atrasar a divulgação dos resultados no Porto. Está ainda a ser apurado o motivo desta recontagem.

Independentes ganham Batalha ao PSD

Raul Castro, 72 anos, voltou a conquistar a Câmara da Batalha, desta vez pelo Movimento Batalha é de Todos, ao obter maioria com 46,48% dos votos e um total de quatro mandatos. Paulo Batista dos Santos deixa, assim, a liderança da Autarquia, onde esteve oito anos pelo PSD, partido em que votaram 35,53% dos eleitores e que conseguiu eleger três vereadores.

Deputado da Assembleia da República eleito pelo PS, Raul Castro contou com o apoio do partido na corrida ao Município da Batalha, que não apresentou candidato próprio. Com uma longa experiência autárquica, o líder do movimento independente foi presidente da Autarquia da Batalha eleito nas listas do CDS e presidente da Câmara de Leiria eleito pelo PS, como independente, por três mandatos.

A campanha eleitoral na Batalha caracterizou-se por um clima de animosidade entre os dois candidatos, agravada pelo facto de o movimento independente ter feito queixa na Comissão Nacional de Eleições contra Paulo Batista dos Santos, por ter feito propaganda da obra feita enquanto autarca, quando estava impedido por lei, desde o dia 8 de julho.

A abstenção foi de 37,4%.

António Fonseca acaba com ligação ao Chega

O candidato do Chega à Câmara, que era até agora presidente da União de Freguesias do Centro Histórico pelo movimento independente, pôs fim à relação com o partido de André Ventura. "Em primeiro de tudo felicito o dr. Rui Moreira pela vitória, mas não quero deixar de lhe pedir para que inicie o processo de transferência das competências para as juntas de freguesia. Hoje dou como concluída a minha ligação ao Chega, foram 60 dias que me proporcionaram conhecer boas pessoas, contudo face aos resultados não faz sentido continuar. O meu especial agradecimento a toda a equipa que integrava a minha lista para a Câmara", escreveu no Facebook.

Costa agradece "renovada confiança"

O secretário-geral do PS, António Costa, começou por saudar todos os portugueses "pelo forte empenho cívico na participação neste ato leitoral, apesar de ser marcado por uma forte abstenção".

Embora ainda não haja resultados definitivos em todos os concelhos, "já podemos dizer com toda a confiança que o PS continua a ser o maior partido nacional, com a terceira vitória consecutiva em eleições autárquicas". Segundo Costa, é a segunda vez que um partido ganha três vezes consecutivas eleições autárquicas.

O socialista recordou que o PS já ganhou 150 presidências de câmara, um resultado idêntico às eleições de 2013 e "não muito longe" das 165 de há quatro anos.

Costa agredeceu ainda a "renovada confiança" no Partido Socialista.

Confirmada maioria absoluta em Coimbra

O presidente eleito da Câmara Municipal de Coimbra, José Manuel Silva, confirmou a eleição de seis vereadores, que resulta na maioria absoluta para a Coligação Juntos Somos Coimbra.

"Vai-nos permitir trabalhar com outra tranquilidade, mas não nos vamos fechar. Vamos trabalhar com todas as forças políticas do concelho", assegurou.

Carla Tavares, que venceu na Amadora, realça que o PS mantém uma maioria muito confortável na autarquia.

“Vitória que traduz uma grande vontade de mudança”

O socialista Miguel Reis, o vencedor das eleições em Espinho, diz que a vitória sobre o PSD, que governou a autarquia nos últimos três mandatos, “traduz uma grande vontade de mudança no município de Espinho”.

“Conseguimos criar uma equipa e um programa em que os espinhenses confiaram. Temos uma grande responsabilidade pela frente, mas estamos muito motivados e preparados para iniciar as nossas funções”, afirmou.

Miguel Reis lembra o seu projeto “ambicioso” para “resolver grandes problemas que temos pela frente e para dar resposta a grandes desafios”, referiu.

O também presidente da concelhia do PS consegue, desta forma, quatro lugares no executivo. O PSD fica, agora, com três lugares neste órgão autárquico.

PSD vence na Pampilhosa da Serra, PS elege um vereador

O PSD mantém a Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra. Jorge Custódio foi eleito para o seu primeiro mandato.

Novidade é também a eleição de um vereador pelo PS, já que o último Executivo só tinha vereadores social-democratas.

PS com o “melhor resultado de sempre” em Santo Tirso

O PS de Santo Tirso não tem dúvidas: foi “o melhor resultado de sempre na história democrática” do concelho. Com 60,3% dos votos, o atual presidente da Câmara, Alberto Costa, foi eleito com maioria absoluta, conseguindo ainda eleger mais um vereador - o número sete da lista, a atleta tirsense Sara Moreira.

Além de vencer em todas as freguesias, o candidato socialista ganhou também em todas as secções de voto. A candidatura “Santo Tirso, crescemos lado a lado” conseguiu ainda a maioria absoluta na Assembleia Municipal e conquistou todas as freguesias, elegendo os 11 candidatos do PS, bem como os três independentes que apoiava nas freguesias de Agrela, Água Longa e Monte Córdova.

“Não podia estar mais satisfeito, não apenas com a vitória, como também com a expressão dos resultados, quer para a Câmara, quer para a Assembleia, quer ainda para as Juntas”, afirmou Alberto Costa, que assumiu a presidência da Autarquia em meados de 2019, substituindo o histórico Joaquim Couto quando este renunciou ao mandato, após ser constituído arguido no âmbito da Operação Teia.

“A população de Santo Tirso deu um voto de confiança à minha candidatura e ao Partido Socialista e reconheceu, pela força do voto, que tínhamos o melhor projeto político, a melhor equipa e os melhores candidatos”, vincou o socialista.

Recorde-se que mais cinco candidatos concorriam à Câmara de Santo Tirso: Carlos Alves (PSD/CDS), José Magalhães (CDU), Ana Isabel Silva (BE), Henrique Pinheiro Machado (movimento Pr’a Frente Santo Tirso) e Joana Guimarães (Chega).

Santana Lopes: "Connosco não haverá filhos e enteados como tem acontecido"

Santana Lopes, que venceu na Figueira da Foz, volta a discursar, realçando a vitória obtida.

"Aqui na Figueira da Foz aconteceu que um movimento independente criado há três meses conseguiu vencer as eleições e isso é um facto que nos enche de alegria", sublinhou.

Além disso, destacou que a taxa de participação nas eleições na Figueira "foi mais significativa do que no resto do país", deixando uma palavra de agradecimento aos cidadãos e garantindo que, com esta vitória, deixará de haver "filhos e enteados como tem acontecido".

PS segura Montemor-o-Velho

Emílio Torrão avança para o terceiro mandato como presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho. O PS elege quatro vereadores, com o PSD a ter três.

Raúl Almeida reeleito em Mira

Raúl Almeida (PSD) foi reeleito presidente da Câmara Municipal de Mira. O autarca teve 59% dos votos, elegendo cinco vereadores. O PS teve dois eleitos.

PSD segura maioria absoluta em Cantanhede

O PSD confirmou a vitória em Cantanhede. Helena Teodósio avança para o segundo mandato com cinco vereadores, para dois do PS.

Vila do Conde regressa às mãos do PS, depois de quatro anos de interregno

Quatro anos depois, a Câmara de Vila do Conde voltou a ser do PS. Vítor Costa prometeu abrir “um novo ciclo”, num PS “virado para o futuro”, mas “orgulhoso do seu passado”. Queria “unir” e “ouvir todos”. A mensagem passou. Domingo, recuperou a autarquia perdida pelos socialistas em 2017 para a independente Elisa Ferraz. A presidente recandidatava-se pelo movimento NAU, crente na vitória, mas o “tempo novo” que prometeu parece não ter convencido os vilacondenses. Desta vez, foi Vítor Costa quem levou tudo à frente e o grito de libertação ouviu-se bem alto no largo dos Artistas. Houve S. João antecipado em Vila do Conde.

Vítor Costa foi vereador de Mário Almeida entre 2005 e 2013. Nessa altura, afastou-se do partido por não concordar com a escolha de Elisa Ferraz para suceder ao histórico autarca do PS que, por ali, governou 32 anos.

Elisa, que durante 15 anos foi vereadora de Mário Almeida, acabou eleita pelo PS em 2013. Em 2017, o “namoro” com os socialistas chegou ao fim. Elisa Ferraz bateu com a porta e fundou o movimento independente NAU.

António Caetano – até então vice-presidente - foi a escolha dos socialistas para a enfrentar, mas o resultado foi um balde de água fria.

43 anos depois, o PS perdeu um dos seus bastiões mais sólidos. Elisa Ferraz – “o furacão Elisa”, como lhe chamaram – levou tudo à frente. Agora, quatro anos depois, a NAU afundou.

O professor universitário, de 55 anos, que promete fazer “mais e melhor” e voltar a pôr no mapa um concelho que, outrora presidente da Associação Nacional de Municípios, hoje “deixou de ter voz” em Lisboa, venceu confortavelmente. Promete resolver o problema da água – que coloca Vila do Conde entre os municípios com as tarifas mais caras do país -, ter a mobilidade e a habitação no centro das prioridades.

Nervosismo na candidatura de Moreira com medo de perder Centro Histórico

Na sede da candidatura do movimento de Rui Moreira, o ambiente é agora de nervosismo, desde logo devido à união de freguesias do Centro Histórico, com os independentes em risco de perder para o PS esta junta emblemática que era presidida por António Fonseca, agora candidato do Chega. Nuno Cruz, candidato por Moreira, não larga o telefone. Mas o resultado ainda não está fechado e ninguém se pronuncia. Além disso, há outros candidatos que já ganharam mas sem maioria absoluta o que os obrigará a negociar.

PS conquista mais um vereador e faz o pleno nas juntas

Gondomar

Eleito para aquele que será o terceiro e último mandato à frente da Câmara de Gondomar, o socialista Marco Martins não escondeu a emoção na hora de confirmar a vitória em todas as juntas de freguesia, inclusive na União de Fânzeres e S. Pedro da Cova, bastião da CDU há anos. Além disso, o PS conseguiu eleger mais um vereador do que há quatro anos, num total de sete.

Foi por volta das 21.10 horas que se ouviram as primeiras reações de vitória na sede de campanha, instalada no Largo do Souto, no coração de S. Cosme, ganha que estava a Junta da Lomba, por Rui Vicente.

Às primeiras projeções, Marco Martins mostrava-se “confiante”, numa altura que ainda faltavam apurar seis das sete uniões de freguesia. Foi preciso esperar até às 22.50 horas para ver confirmado “o pleno” das juntas no concelho.

“Na última semana de campanha fui sentindo um crescente apoio da população e este é o reconhecimento do trabalho feito ao longo destes oito anos. É o maior resultado de sempre para o PS de Gondomar”, disse Marco Martins ao JN.

O socialista, que logo saiu da sede de campanha para ir cumprimentar os apoiantes que o aguardavam na rua, anunciou que uma das primeiras medidas que tomará será reduzir o IMI 2,25% em cada ano.

“Esta vitória não nos dá folga, dá-nos mais responsabilidade”, disse Marco Martins, dirigindo-se aos apoiantes, em cima de um camião.

PS destrona PSD em Penela ao fim de 45 anos

O PS venceu, pela primeira vez, a Câmara Municipal de Penela, no distrito de Coimbra.

Eduardo Santos foi eleito para uma autarquia que era liderada pelo PSD desde 1976.

Paulo Cafôfo demite-se de presidente do PS/Madeira

O presidente do PS/Madeira, Paulo Cafôfo, demitiu-se este domingo da liderança do partido, depois de a coligação Confiança (PS/BE/PAN/MPT/PDR) ter perdido a Câmara do Funchal para PSD/CDS-PP nas eleições autárquicas de domingo.

"Anuncio aqui, aos madeirenses e porto-santenses, que me demito de presidente do Partido Socialista, provocando obviamente eleições e congresso para uma nova liderança", disse.

E reforçou: "Isto significa que não serei candidato a um novo mandato nas eleições que se irão seguir e que também irei sair da Assembleia Regional e deixar o meu lugar de deputado".

Famalicão

Mário Passos, da coligação PSD/PP, sucede a Paulo Cunha na presidência da Câmara de Famalicão.

“Estou motivado e entusiasmado para iniciar um novo ciclo”, garantiu no discurso da vitória onde prometeu "dar tudo" para cumprir o programa eleitoral.

Atual vereador do executivo camarário, Mário Passos, assumiu a sua candidatura depois de Paulo Cunha anunciar que não se recandidataria ao seu último mandato.

O candidato do PS, Eduardo Oliveira, salientou o trabalho feito durante o processo eleitoral e garantiu uma vitória daqui a quatro anos.

Movimento 2021ÉOANO afasta autarca histórico da Golegã

O slogan do movimento de independentes 2021ÉOANO revelou-se certeiro, já que conseguiu derrotar o atual presidente da Câmara da Golegã, José Veiga Maltez, ao conquistar a maioria dos mandatos com 47,82% dos votos, o que se pode considerar um feito histórico.

António Camilo, de 61 anos, deixa, assim, a Junta de Freguesia da Golegã, onde cumpriu dois mandatos, para assumir as funções de presidente da Câmara, onde é técnico superior de contabilidade. O candidato contou com o apoio do PSD, que não apresentou candidato próprio.

Nos últimos quatro anos, a Autarquia foi liderada por José Veiga Maltez, de 64 anos, eleito pelo PS com maioria absoluta. Médico de profissão, presidiu ainda ao Município entre 1997 e 2013, e só não voltou a candidatar-se devido à lei de limitação de mandatos. Nos quatro anos seguintes, foi presidente da Assembleia Municipal, período após o qual voltou a concorrer e a ganhar.

Nestas eleições, os socialistas contaram com o apoio de 43% dos eleitores. Já a CDU perdeu o único vereador que tinha na Autarquia, ao conseguir apenas 3,98% dos votos.

A abstenção na Golegã foi de 35,53

Valongo

Sem grandes surpresas, José Manuel Ribeiro alcançou o terceiro mandato à frente da autarquia de Valongo com uma vitória esmagadora. Pela primeira vez desde o 25 de abril, o PS conseguiu ter as quatro juntas de freguesia do concelho, juntando-se a de Alfena que historicamente estava ligada ao PSD.

Ao início da noite, na sede do PS em Ermesinde ainda existiam algumas dúvidas sobre a junta de freguesia de Campo/Sobrado, para logo em clima de grande alegria se dissiparem. Mais tarde, a conversa entre os militantes, como numa tática de futebol, era sobre se seria uma vitória de 6/3 ou de 7/2 (ficou 6/3).

Já perto das 23 horas, José Manuel Ribeiro dirigiu-se à sede do PS de Ermesinde para cumprimentar todos os militantes que os esperavam num clima de grande euforia. A expectativa era muita e mesmo à chegada do presidente continuaram a acompanhar os resultados pelo telemóvel.

José Manuel Ribeiro comentou: “Mantemos a elevada confiança do eleitorado e estamos muito satisfeitos, este é um grande resultado”.

O único dissabor da noite foi a abstenção. O autarca considerou “preocupante tão fraca participação cívica”. Outro dado curioso para José Manuel Ribeiro foi o facto do Chega estar a disputar os votos restantes com com o Bloco de Esquerda.

Chega elege oito vereadores

O Chega elegeu, ainda sem a contagem total dos votos, oito vereadores em Vila Verde, Mangualde, Entroncamento, Azambuja, Santarém, Benavente, Salvaterra de Magos e Seixal.

"Agora estou à espera que Rui Rio diga alguma coisa", referiu André Ventura numa pequena comunicação apoiantes em Braga.

Inês de Medeiros: "Almada é a terra do futuro da Área Metropolitana de Lisboa"

Inês de Medeiros foi recebida esta noite em euforia na sede do PS em Almada onde se congratulou pela vitória. "Hoje a democracia falou em Almada e a guerra de declarações já era", afirmou a socialista, referindo-se à candidata da CDU, Maria das Dores Meira.

"Estamos com confiança redobrada para trabalhar nos próximos quatro anos. Almada é a terra do futuro da Área Metropolitana de Lisboa", disse Inês de Medeiros.

Ainda sem saber oficialmente o número de vereadores eleitos, a autarca socialista afirmou que pretende falar com todos os partidos da oposição no sentido de viabilizar orçamentos municipais para este mandato. "Trabalhámos com o PSD nestes últimos quatro anos, mas estamos disponíveis para trabalhar com todos".

PSD recupera Câmara Municipal de Portalegre

O PSD ganhou a Câmara Municipal de Portalegre a Adelaide Teixeira, candidata pelo movimento Candidatura Livre e Independente Por Portalegre (CLIP).

Ao JN, a candidata vencedora, Fermelinda Carvalho, disse esperar trabalhar muito para recusar o tempo perdido”.

Chega elege vereador em Santarém

O PSD venceu a corrida à Câmara de Santarém, com Ricardo Gonçalves a assumir a presidência da autarquia. Com o mesmo número de vereadores (quatro), ficou o PS. O nono vereador do concelho é Pedro Frazão, do Chega.

"O CDS superou todos os objetivos traçados nestas eleições"

O líder do CDS, Francisco Rodrigues dos Santos, começou por reconhecer a dificuldade que as eleições autárquicas representam para um partido desta dimensão, destacando as vitórias conquistadas.

"É com muita honra e orgulho que afirmo que o CDS superou todos os objetivos traçados nestas eleições: ganhou as suas seis câmaras com maioria absoluta, aumentou o número de autarcas face a 2017e duplicou as câmaras em coligação com o PSD".

Estes resultados, acrescenta, revelam que o CDS é "a direita certa em Portugal". "O CDS está vivo e recomenda-se", concluiu.

Fernando Ruas regressa à Câmara de Viseu. "Começou uma nova era e, a partir de amanhã, vamos começar a pedir para Viseu tudo aquilo que foi prometido", afirmou. "Vou pedir o comboio, a autoestrada, o centro oncológico, etc", frisou.

PS mantém Vila Nova de Poiares

Pelo terceiro ano seguido, o PS vence a Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares, com a reeleição de João Miguel Henriques.

O atual presidente acabou, em 2013, com 40 anos de presidência do PSD, e avança para o terceiro mandato.

PS vence em Condeixa-a-Nova

Nuno Moita (PS) foi reeleito presidente da Câmara Municipal de Condeixa-a-Nova.

O Partido Socialista elege quatro dos sete vereadores. Será o terceiro mandato do atual presidente da Distrital de Coimbra do PS.

PSD recupera a Câmara de Barcelos 12 anos depois

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Mário Constantino é o novo presidente da Câmara de Barcelos. O candidato da coligação Barcelos Mais Futuro já assumiu a vitória, embora não haja resultados oficiais.

Doze anos depois, o Partido Socialista deixa a câmara, sendo a segunda derrota se Horácio Barra enquanto candidato (já havia perdido em 2005).

PAN com "sensação de dever cumprido"

A líder do PAN, Inês Sousa Real, afirmou que é com a sensação de "dever cumprido" que o partido encara esta noite eleitoral.

"Mostrámos um forte sentido de responsabilidade cívica e frisámos, durante a campanha, que, antes de mais, os cidadãos devem exercer o seu direito de voto", sublinhou, lamentando o elevado nível de abstenção. "Nos próximos anos, não vamos ficar indiferentes a este problema", frisou, assegurando que o partido continuará disponível para travar as suas "batalhas" pelos cidadãos.

“O meu trabalho, o meu empenho, a minha dedicação são a resposta para este sucesso”.

Emidio Sousa mantém-se como presidente de Câmara Municipal da Feira, naquele que será o seu último mandato, e conquista mais uma, a terceira, maioria absoluta.

Desde 2013, quando substituiu o também social-democrata, Alfredo Henriques, Emídio Sousa garantiu a presidência, infligindo pesadas derrotas ao opositor mais direto, o PS.

“Estou muito feliz e grato ao povo da Feira. Ganhei a primeira eleição com 44% dos votos, a segunda com 50% e agora os resultados apontam para cerca de 58% dos votos”.

A concretizarem-se os resultados, “é absolutamente fantástico". "Trata-se de um voto de confiança muito forte e absoluto”, diz Emídio Sousa que se mostra “sensibilizado pelo reconhecimento do povo da Feira".

Depois de ter conquistado sete lugares contra os quatro do PS, em 2017, Emídio Sousa estava no final da presente edição a poucos votos de poder conquistar mais um vereador para o PSD.

PS mantém Câmara de Tábua

O Partido Socialista venceu a Câmara Municipal de Tábua. Ricardo Cruz foi eleito pela primeira vez.

Os socialistas elegeram quatro vereadores, enquanto o PSD, encabeçado por Fernando Tavares Pereira, elegeu três.

PSD conquista Câmara de Góis

O PSD venceu a Câmara Municipal de Góis, com a eleição de António Sampaio.

Em segundo lugar ficou uma lista independente, encabeçada por José Alberto Rodrigues, enquanto o PS (que liderou a Câmara nos últimos anos) ficou em terceiro lugar, elegendo como vereador Graciano Rodrigues

PS volta a vencer em Sines

O PS voltou a vencer a Câmara Municipal de Sines. O autarca socialista Nuno Mascarenhas revalidou o mandato, mas o PS perdeu um vereador. Ainda assim, mantém a maioria absoluta com quatro eleitos. O movimento independente MAISines elegeu dois vereadores e a CDU mantém um vereador.

Mário Nunes reeleito em Soure

Mário Jorge Nunes (PS) foi reeleito para um terceiro mandato na Câmara Municipal de Soure.

Os socialistas conseguem eleger quatro vereadores, enquanto o PSD elegeu três.

João Ferreira: "A CDU cresceu em Lisboa"

O candidato João Ferreira afirmou que, face às projeções já conhecidas, é possível dizer que "a CDU cresceu em Lisboa". "Este é um voto que vai valer a pena", garantiu, acrescentando que a força que o partido recebeu nestas eleições será utilizada para as batalhas dos próximos anos.

Resumo até ao momento do Grande Porto

Gondomar: PS

Matosinhos: PS

Valongo: PS

Vila Nova de Gaia: PS

São João da Madeira: PS

Espinho: PS (era PSD)

Póvoa de Varzim: PSD

Porto: Rui Moreira

PS diz que vai manter presidência das associações nacionais de municípios e freguesias

A coordenadora autárquica do PS afirmou este domingo que os resultados eleitorais das autárquicas indicam que o seu partido vai manter as presidências da Associação Nacional dos Municípios Portugueses (ANMP) e da Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE).

Numa declaração sem perguntas por parte dos jornalistas, na sede nacional do PS, em Lisboa, Maria da Luz Rosinha sustentou também que, nestas eleições, as perdas e os ganhos dos socialistas, "são absolutamente equivalentes".

"Isso deixa-nos tranquilos", declarou.

De acordo com a secretária nacional do PS, pelos resultados já conhecidos, o seu partido "continua a ser o maior ao nível autárquico de Portugal".

"Continuamos a pretender efetivamente - e os dados comprovam-no - ganhar a ANMP e a ANAFRE. Mas a noite ainda vai ser longa. Todos temos consciência de que estamos perante uma contagem de muitos votos, com alguma complexidade e, como tal, ainda irá demorar algum tempo", acrescentou.

PS reconquista Autarquia de Castanheira de Pera

António Antunes será o próximo presidente da Câmara de Castanheira de Pera, após ter conquistado 40% dos votos para o Partido Socialista. O candidato sucede a Alda Carvalho, que obteve 37,35% dos votos pelo PSD, partido pelo qual concorreu como independente.

Pelo que o JN conseguiu apurar, tendo em conta que os dois partidos elegeram o mesmo número de mandatos (dois), os socialistas deverão fazer um acordo pós-eleitoral com os independentes MC21, para poder governar em maioria.

O MC21 foi a terceira força mais votada, com 18,3% dos votos, pelo que elegeu Luís Oliva, nome que tinha sido aprovado por unanimidade pela Concelhia do PSD local para suceder a Alda Carvalho e que foi rejeitado pelos órgãos nacionais do partido. Avançou, por isso, numa lista independente.

A abstenção em Castanheira de Pera foi de 25,56%.

PSD conquista Penacova ao PS

O PSD venceu a Câmara Municipal de Penacova, que tinha maioria PS desde 2009.

Álvaro Coimbra é o novo presidente eleito da autarquia do distrito de Coimbra, derrotando Pedro Coimbra.

PS continua a liderar na Lousã

O PS volta a conquistar a Câmara Municipal da Lousã, com a reeleição de Luís Antunes.

Os socialistas conseguiram 52,94% dos votos, elegendo quatro vereadores. O PSD elegeu três elementos para a Câmara Municipal.

Miguel Albuquerque: "O PS cometeu um grande erro: o da soberba"

No Funchal, a coligação PSD-CDS "roubou" a câmara ao PS e Miguel Albuquerque já reagiu, reconhecendo que, durante a campanha eleitoral, sentiu nos cidadãos um desejo de mudança. "Estavam fartos que a câmara municipal fosse utilizada como um trampolim para voos mais altos", sublinhou.

O presidente regional da Madeira afirmou ainda que o PS cometeu "um grande erro: o da soberba". "E essa perda de noção de realidade foi tratar os eleitores como pessoas desprovidas de inteligência", lamentou.

BE: "esta será uma noite muito longa"

ANDRE KOSTERS/LUSA

Catarina Martins, líder do Bloco de Esquerda, faz uma declaração preliminar e diz que o BE vai reunir amanha a direção para analisar os resultados e falar de novo à comunicação social

"Esta será seguramente uma noite muito longa, ainda é cedo para ter resultados", disse, garantindo que estará muito atenta aos resultados em Lisboa, no Porto, em Coimbra e em Oeiras.

Questionada sobre os resultados em Lisboa, disse que "o BE tem muita vontade de contribuir com soluções" e para" continuar a sere uma solução na CML e para tudo o que falta fazer na cidade", apontando a habitação que é um dos maiores problemas da cidade.

Sobre a campanha, diz que "não há sítio nenhum em que as pessoas não saibam as prioridades do BE em matéria de habitação, igualdade e transportes".

CDU mantém maioria absoluta em Grândola

A CDU repetiu esta noite a vitória de há quatro anos em Grândola, mantendo a maioria absoluta, mas recuando no número de votos.

António Figueira Mendes revalida o mandato à frente da autarquia pela CDU, com quatro vereadores e 44%.

O PS arrecadou 41% dos votos, mais 10% que em 2017. São agora três os vereadores socialistas eleitos, mais um que tinha.

IL aberto a apoiar soluções em Lisboa mas sem alianças com o PS

O presidente da Iniciativa Liberal (IL), João Cotrim de Figueiredo, disse este domingo estar aberto a "apoiar soluções" favoráveis aos lisboetas, mas não com o PS.

"Aquilo que conseguiremos fazer com esses votos será no sentido de melhorar a vida dos lisboetas, não com alianças com o Partido Socialista, mas apoiando propostas que a Iniciativa Liberal fez durante a campanha eleitoral", afirmou, em declarações aos jornalistas, à chegada à sede da campanha do Movimento de independente de Rui Moreira.

Confrontado com o possível empate técnico entre o atual presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, e a coligação de Carlos Moedas, Cotrim de Figueiredo recusou a ideia de que foi um erro o partido não ter apoiado Moedas, salientando que os votos são dos eleitores do partido.

"Os votos da Iniciativa Liberal não pertencem à Iniciativa Liberal pertencem aos eleitores da Iniciativa liberal e eles decidiriam se votariam ou não num ou noutro sitio", disse.

Com os dados conhecidos até ao momento, o líder do IL arrisca, contudo, a dizer que "o resultado de Fernando Medina fica aquém de tudo que se previa em termos de sondagens", no entanto, ressalva, "é muito cedo para saber ao certo o que é que isso quer dizer".

Também do ponto vista nacional, Cotrim de Figueiredo disse acreditar que o PS "vai perder poder nas autarquias em Portugal", pela "forma como se tem comportado nessas autarquias e como se tem comportado nesta campanha".

Foto: ESTELA SILVA/LUSA

João Cotrim de Figueiredo

Manuel Machado: "o povo votou e eu sou democrata"

O presidente cessante da Câmara Municipal de Coimbra já reagiu à derrota: "O povo votou, eu sou um democrata e, portanto, respeito a decisão do povo", apontou, sem querer fazer análises aos resultados.

O PS venceu a Câmara Municipal de Montemor-o-Novo, que era comunista desde as primeiras eleições autárquicas.

Com uma diferença de 548 votos, Olímpio Galvão conseguiu vencer nas freguesias de Cabrela e Escoural.

Ainda no distrito de Évora, a Câmara Municipal de Viana do Alentejo passa para as mãos da CDU, com Luís Miguel Duarte a vencer Bengalinha Pinto.

Compasso de espera

A sede de Rui Moreira está mais calma, com o grupo de mulheres da Sé e da Ribeira a aguardar pelo autarca, que só deverá falar perto da meia noite.

PSD ganha Câmara de Pedrógão Grande ao PS

António Lopes foi eleito, este domingo, presidente da Câmara de Pedrógão Grande, com 52,62% dos votos, pelo que governará a autarquia em maioria. O sucessor de Valdemar Alves é economista e tem 61 anos.

Sem experiência autárquica, António Lopes é administrador da Caixa Agrícola da Zona do Pinhal e foi professor na Escola Tecnológica e Profissional da Zona do Pinhal, em Pedrógão Grande.

Os socialistas escolheram como cabeça de lista Nélson Fernandes, de 39 anos, vereador da autarquia e presidente da Comissão Política Concelhia, que conquistou apenas 28,2% dos votos, resultado que corresponde aos restantes dois vereadores.

Recorde-se que Valdemar Alves foi o primeiro candidato a ser indicado pelo PS, mas retirou a candidatura depois de o seu nome ter sido rejeitado pela Federação Distrital do PS de Leiria. Contudo, justificou a decisão com o abandono do território e das suas gentes pelo poder local.

PSD ganha o Funchal

O PSD "roubou" o Funchal ao PS, segundo revelou, esta noite, o presidente do governo regional da Madeira, Miguel Albuquerque.

Jerónimo assume perdas: "Não foi o resultado que desejávamos"

O secretário-geral do PCP admitiu esta noite que o resultado autárquico da CDU não foi o desejado nestas eleições e apontou à negociação do Orçamento de 2022. Procurou apontara para o futuro e afastou que os resultados possam significar mudanças na liderança do partido: "Essa questão não está colocada. Em relação a mim, enquanto houver este envolvimento solidário, funcionamento coletivo", disse..

Cristina Vieira reeleita presidente da câmara do Marco de Canaveses

Ponto da situação às 23 horas

O PS já assegurou 41 câmaras, 35 delas com maioria absoluta.

O PSD (sozinho ou em coligação) já conseguiu 39 município, 38 com maioria absoluta.

A CDU tem sete câmaras, cinco com maioria absoluta.

O CDS tem uma câmara com maioria absoluta.

Há sete câmaras nas mãos de grupos de cidadãos.

Movimento Independente conquista Câmara da Mealhada

O Movimento Independente Mais e Melhor, encabeçado por António Jorge Franco, venceu a Câmara Municipal da Mealhada, derrotando o atual presidente, Rui Marqueiro.

O candidato do Movimento Mais e Melhor obteve 37,82% dos votos, contra 29,54% de Rui Marqueiro, do PS. Hugo Alves Silva, da Coligação Juntos pelo Concelho da Mealhada, teve 19,20%.

"Portugal precisa de uma política alternativa", diz Jerónimo de Sousa

Jerónimo de Sousa defende que a CDU se afirma como "uma grande força de poder local", reconhecendo, contudo, que os resultados ficaram aquém do esperado nestas autárquicas. Defende ainda que "é preciso olhar para o futuro, abrir perspetivas para uma política alternativa", garantindo que os portugueses "podem contar com o PCP" nesse trabalho.

Numa altura de recuo eleitoral da CDU, Jerónimo frisa ainda que "enquanto houver este envolvimento solidário, saídas [da liderança do partido] não estão a ser equacionadas".

PSD mantém Arganil

O PSD continua a governar a Câmara Municipal de Arganil, com a reeleição de Luís Paulo Costa.

O Partido elegeu cinco vereadores, contra dois do PS.

Maioria absoluta do PS em São João da Madeira

O PS renovou a maioria absoluta na Câmara Municipal de São João da Madeira, elegendo quatro lugares e a coligação PSD/CDS PP três lugares. Apesar da maioria conquistada, o PS, com Jorge Sequeira, perde um vereador.

A Junta de Freguesia, a única do concelho, vai também continuar nas mãos do PS, com o candidato Rodolfo Andrade a conseguir a maioria absoluta.

“Este resultado é extremamente importante, porque significa que os sanjoanenses rejeitaram propostas populistas de demagógicas. Os Sanjoanenses escolheram um caminho de seriedade e responsabilidade”.

Direita volta a garantir Vila Verde, Amares e Terras de Bouro

Júlia Fernandes vai ser a nova presidente da Câmara de Vila Verde, após a vitória do PSD no concelho. A antiga vice-presidente do Município substitui António Vilela, que não pôde recandidatar-se devido à limitação de mandatos

Em Amares, a coligação de Direita também repetiu a maioria. Manuel Moreira segue para o terceiro mandato.

Em Terras de Bouro, Manuel Tibo, do PSD, foi reeleito com 76,08% da votação, mais do dobro dos resultados de 2017.

Miguel Reis é o novo presidente da Câmara Municipal de Espinho

Depois de ter perdido a Câmara para o PSD, em 2009, os socialistas voltam a reconquistar a autarquia de Espinho. Miguel Reis conseguiu interromper a presidência do PSD que durou três mandatos, com Pinto Moreira na presidência e vencer o seu ex-vice-presidente e candidato do PSD, Vicente Pinto.

Depois dos 16 anos de governo Socialista com o histórico José Mota, o PS retoma assim a presidência da Câmara Municipal com Miguel Reis e mantem-se também como o partido mais votado na Assembleia Municipal.

Na Câmara o PS consegue um total de 6618, conquistando quatro lugares e o PSD 6180, com três lugares garantidos.

Já nas freguesias, o panorama continua inalterado. Em Paramos, os Independentes liderados por Manuel Dias, conseguiram 60,48% dos votos. O PSD com 25,20% ficou em segundo lugar.

Nuno Almeida vai manter-se à frente da União das Freguesias de Anta e Guetim e na Junta de Freguesia de Espinho a vitória é (novamente) de Vasco Alves Ribeiro (PSD).

Em Silvalde a vitória é também do PS. José Teixeira vai manter-se à frente da junta silvaldense.

PS mantém Câmara de Oliveira do Hospital

José Francisco Rolo foi eleito presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, sucedendo a José Carlos Alexandrino.

O Partido Socialista já conseguiu os quatro vereadores que garantem a maioria absoluta no concelho oliveirense, podendo ainda chegar ao quinto eleito.

Pedro Siza Vieira mostrou-se confiante na vitória de Fernando Medina, em Lisboa, e prefere não tecer mais comentários quanto ao empate técnico com Carlos Moedas. "Vamos esperar pelo final e logo falamos", afirmou.

No distrito da Guarda, o PS mantém as câmaras de Seia, Fornos de Algodres e Trancoso.

PSD já confirmou vitórias em Gouveia, Figueira de Castelo Rodrigo, Sabugal, Mêda, em coligação com o CDS, e Almeida.

Muita expectativa na sede de campanha de Fernando Medina. De recordar que a autarquia lisboeta está na mão dos socialistas há 14 anos.

Líder do partido IL aberto a "soluções" que favoreçam lisboetas

Cotrim de Figueiredo, líder da Iniciativa Liberal, acabou de chegar à sede da candidatura de Rui Moreira. Disse ser cedo para cantar vitórias e derrotas e para leituras mais finas. E falou das eleições na capital dizendo estar disponível para apoiar "soluções" que beneficiem a vida dos lisboetas. Questionado sobre se está arrependido de não ter apoiado a candidatura do social-democrata Carlos Moedas, disse não ser "óbvio" que os votos do partido se somassem aos da coligação de Direita em Lisboa. "Os votos não são do partido mas dos eleitores".

Candidatura de Carlos Moedas diz que as projeções não são surpreendentes, "pelo que foi possível ver nas ruas".

"Há uma campanha feita em prol de Lisboa e isso já é uma vitória. Foi uma aliança com os lisboetas e esse é o primeiro reconhecimento", sublinha, mantendo a tranquilidade até à contagem dos votos.

PSD no Porto festeja liderança em Paranhos

Miguel Seabra, candidato à junta de Paranhos pelo PSD/Porto, celebrou há poucos minutos a "vitória suada" do partido, que mantém a liderança na freguesia com uma "vantagem de quase dois mil votos". "Fomos o alvo e a ira do dr. Rui Moreira", afirmou, esta noite, no hotel Sheraton, no Porto, onde o partido está a acompanhar a noite eleitoral.

"Felizmente, os portuenses pensam pela sua cabeça e não se deixam manipular", terminou Miguel Seabra, prometendo regressar em breve com o candidato do PSD à Câmara do Porto, Vladimiro Feliz, para reagir a outros resultados no Porto.

PSD coligado com o CDS vence a câmara de Mêda ao PS no distrito da Guarda

PSD ganha Figueira de Castelo Rodrigo

O social democrata Carlos Condesso ganhou a câmara de Figueira de Castelo Rodrigo, que era liderada pelo socialista Paulo Langrouva. Condesso é o atual chefe de gabinete do presidente da câmara da Guarda e líder do PSD distrital.

Na cidade da Guarda os resultados eleitorais indicam uma votação muito renhida entre Carlos Chaves Monteiro do PSD e o candidato independente Sérgio Costa.

Em Braga, onde instalou a sede para a noite eleitoral de hoje, André Ventura realçou “com toda a cautela” que “para já o Chega está, claramente, no bom caminho” e que é possível ainda ser o terceiro partido mais votado a nível nacional.

“Ainda não sabemos como terminará e se podemos, ou não, cantar vitória absoluta, mas há uma coisa que já sabemos, é que amanhã o país acordará com o Chega em todo o território nacional e isso é uma grande vitória desta noite eleitoral”, disse André Ventura.

“Algumas projeções nacionais indicam que estamos a disputar o terceiro lugar nas eleições legislativas se se realizassem hoje, com valores próximos dos 9%. Tudo isto num dia de eleições autárquicas em que o partido concorre pela primeira vez, superando claramente todos os que concorrem pela primeira vez a este ato autárquico”, salientou.

HUGO DELGADO/LUSA

Iniciativa Liberal congratula-se por "cativar" jovens e "recuperar" abstencionistas"

O porta-voz do Iniciativa Liberal (IL) congratulou-se hoje, no Porto, por o partido ter conseguido "cativar jovens" e "recuperar abstencionistas" para as listas do partido, considerando que contribuiu para baixar a abstenção nas eleições autárquicas de 2021.

"Trouxemos para estas eleições mais de três mil pessoas que participaram nas listas da Iniciativa Liberal por todo o país. Temos sido também capazes de cativar muitos jovens, nomeadamente primeiros votantes, não os deixando irem engrandecer aquilo que é a abstenção e serem atores ativos daquilo que é a democracia em Portugal e também recuperar abstencionistas para participarem", declarou Rodrigo Saraiva na sede do Iniciativa Liberal, localizada perto do Estádio do Bessa, no Porto.

O porta-voz do Iniciativa Liberal pediu para se "pôr os olhos" no que o IL fez nesta campanha eleitoral, considerando que as soluções do partido podem "ajudar a contribuir para baixar a abstenção nas próximas eleições".

"Achamos que importam as soluções que nós trouxemos para o espetro político para Portugal, pedindo assim que ponham os olhos na Iniciativa Liberal e que possivelmente isso poderá contribuir para baixar a abstenção nas próximas eleições, nomeadamente trazer muito mais pessoas para aquilo que é a intervenção democrática, a intervenção política, a intervenção partidária em eleições", disse.

Segundo Rodrigo Saraiva, muitas das pessoas que participaram nas listas do IL faziam parte da ala abstencionistas em Portugal.

"Muitas das pessoas com quem contactámos, muitas das pessoas que têm participado na Iniciativa Liberal, são pessoas que eram da abstenção e que agora participam convictamente" na vida política, defendeu.

O porta-voz do IL acrescenta que o partido trouxe para estas autárquicas novas ideias para Portugal, que funcionam em muitos países.

Manuel Tibo é o primeiro presidente de câmara eleito hoje

Manuel João Sampaio Tibo, do PSD, de Terras de Bouro, Braga, foi o primeiro presidente de câmara eleito nas autárquicas deste domingo, segundo dados provisórios do Ministério da Administração Interna.

O autarca já era presidente daquela câmara, eleito pelo PSD, há quatro anos.

Com 11 freguesias apuradas e três por apurar, o PSD tinha 80% dos votos e dois mandatos atribuídos.

Santana Lopes: "É uma proeza sem igual. De resto, é a vida: cair e levantar"

Pedro Santana Lopes já reagiu às projeções que lhe dão a vitória na Figueira da Foz. "É uma emoção especial voltar a ter a confiança das pessoas 24 anos depois", afirmou, visivelmente emocionado. "É uma proeza sem igual, contra todas as armadilhas", frisou.

De resto, acrescentou, "é a vida: cair e levantar". "Na vida da Figueira, sim, estamos a fazer história", afirmou, sublinhando que "é muito difícil concorrer como independente".

Foto: Lusa

Cotrim de Figueiredo a caminho da sede de Moreira

O líder da Iniciativa Liberal, Cotrim de Figueiredo, cujo partido participa nas listas de Moreira, chega por volta das 22.20 horas à sede do movimento independente. Tiago Mayan, que foi candidato a Belém e é o candidato à União de Freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde, chegou cedo à sede.

Foto: Leonel de Castro/Global Imagens

PS reivindica vitória e acredita que vai triunfar em Lisboa

O secretário-geral adjunto do PS reivindicou este domingo vitória do seu partido nas eleições autárquicas, dizendo que irá vencer em número de câmaras e de freguesias, e manifestou-se confiante no quinto triunfo consecutivo em Lisboa.

Esta posição foi transmitida por José Luís Carneiro numa declaração em que também assinalou que a abstenção nas eleições autárquicas deste domingo será inferior àquela que se registou nas eleições presidenciais de janeiro passado.

"De acordo com todos os indicadores, o PS vai voltar a ganhar as eleições autárquicas e constitui-se como a grande referência do Poder Local democrático. É o maior partido nos municípios e nas freguesas", afirmou.

O "número dois" da direção dos socialistas apontou que o PS "vence pela terceira vez consecutiva, o que é digno de merecer um sublinhado especial".

Interrogado sobre a situação de empate técnico que segundo as projeções se verifica entre as coligações lideradas pelo PS e pelo PSD em Lisboa, José Luís Carneiro começou por dizer que não pretendia pronunciar-se sobre sondagens.

"Importa destacar que, das seis sondagens conhecidas, o PS ganha em três dos municípios, em dois deles reforçando a sua posição", disse, numa alusão a Almada e Amadora.

No caso de Lisboa, José Luís Carneiro procurou desvalorizar o resultado da coligação liderada pelo PSD na capital do país. Para o efeito, somou os resultados alcançados pelos sociais-democratas e CDS-PP em 2017.

"Quer o Rui Rio, quer Carlos Moedas, nada trouxeram de significativo ao resultado de 2017. Caso se some o resultado do CDS e do PSD em 2017, verifica-se que se está na ordem dos 32%. O PS, tudo indica, ganhará pela quinta vez consecutiva", declarou.

O secretário-geral adjunto do PS deixou depois "uma palavra de reconhecimento a Fernando Medina", presidente da Câmara e recandidato socialista à autarquia.

Derrota do PS no Porto

Reagindo às projeções de resultados no Porto, Isabel Oneto, porta-voz da campanha de Tiago Barbosa Ribeiro, considerou que ficam aquém das expetativas. "Sabíamos que partíamos para uma luta difícil, com 11 % nas sondagens. Creio que, pelo menos, conseguimos afirmar os nossos projetos para a cidade”.

A porta-voz reservou para mais tarde uma análise mais concreta aos resultados pois “as projeções não permitem identificar com rigor o peso exato de cada força no executivo”.

CDS lamenta abstenção e fala em "divórcio entre sociedade e política"

O CDS-PP lamentou a abstenção nas eleições autárquicas que, segundo as primeiras projeções se situou entre 45% e 50%, e defendeu que estes valores confirmam que existe "um enorme divórcio" entre a sociedade e a política.

"Nós tivemos hoje nota de que os dados da abstenção são piores do que há quatro anos, o que é evidentemente de lamentar", afirmou a porta-voz do partido, Cecília Anacoreta Correia.

Para o CDS-PP, "infelizmente isto confirma aquilo que os estudos demonstram, é que há um enorme divórcio entre a sociedade portuguesa e a política".

A dirigente centrista comentou, numa curta declaração aos jornalistas, as projeções das televisões sobre a abstenção, cerca de meia hora depois de terem sido divulgadas.

"Os dados da abstenção levam-nos a lançar hoje aqui de novo um apelo para que as pessoas que se revêm nos valores do CDS se envolvam e contribuam neste caminho porque os partidos e o CDS têm de saber representar melhor aquilo que são as reais preocupações das pessoas e sobretudo dos nossos eleitores", afirmou também.

A porta-voz do CDS-PP indicou também que o partido "tem feito um enorme esforço de renovação", com o objetivo de "o aproximar das pessoas e para representar fielmente aquilo que é a sua base eleitoral".

"Apostámos em novos protagonistas, temos um presidente jovem em funções e apresentámos nestas autárquicas cerca de 20 mil candidatos em todo o país, contando com muitos candidatos que pela primeira vez se envolviam em atividades políticas e também contámos com muitos independentes", continuou.

Cecília Anacoreta Correia salientou também que o CDS confia "neste caminho de renovação" e tem "as portas abertas à sociedade civil precisamente para combater este flagelo da abstenção".

BE no Porto "otimista" com possibilidade de eleger um vereador

O mandatário da candidatura do Bloco de Esquerda à Câmara do Porto diz que o partido está "otimista" quanto à possibilidade de eleger, pela primeira vez, um vereador para o executivo municipal.

"Respondendo às primeiras projeções, (...) são boas notícias, significa que estamos com a possibilidade de eleger pela primeira vez no Porto um elemento para o executivo", declarou, recebendo palmas da parte do auditório.

Antes, já a sala tinha recebido a divulgação das projeções com palmas e abraços e gritos, com os apoiantes e membros do partido instalados na sede do BE no Porto, na Galeria Geraldes da Silva.

Este seria o resultado do que classificou como uma "campanha intensa, viva", onde a candidatura falou "com as pessoas e percorreu todas as ruas", recebeu "contributos de toda a população" e onde os membros da lista acabam "um pouco cansados mas felizes pelo trabalho feito".

Moutinho avisou que estes são "resultados ainda muito iniciais", mas que "tudo indica" que o partido voltará a estar "bem representado" na Assembleia Municipal, onde em 2017 elegeram três deputados.

Resultados serão "seguro de vida" para Rio?

Questionado sobre se as projeções nacionais poderão dar argumentos ao presidente do PSD, Rui Rio, para se manter à frente do partido, José Silvano foi prudente: "Vão ter de lhe perguntar a ele", referiu.

Silvano frisou, por várias vezes, que o objetivo da sua intervenção era apenas fazer uma leitura dos primeiros resultados, recusando-se a comentar outros temas que não esse.

PSD recorda proposta de adiar autárquicas

José Silvano lamentou as sondagens da abstenção, dizendo que "tudo o que é abstenção a mais é negativo para o país, é mau para o país e o PSD fica extremamente preocupado".

O social-democrata relembrou a proposta do partido de adiar o escrutínio devido à pandemia. "Se calhar teria feito sentido a nossa proposta de adiar as eleições mais um mês para fazer uma campanha mais intensa", disse.

PSD diz que sondagens "falharam estrondosamente"

O coordenador autárquico do PSD, José Silvano, reagiu às primeiras projeções dizendo que elas são a prova de que as sondagens "falharam estrondosamente".

Ainda assim, e apesar da previsão de empate técnico entre Carlos Moedas e Fernando Medina em Lisboa, garantiu que ainda está tudo em aberto e que "ninguém canta vitória".

Silvano saudou a "vitória significativa" que o partido obteve em Coimbra, algo que os sociais-democratas já perseguiam "há muitos anos". "Foi um bom começo" de noite eleitoral, acrescentou.

Sobre o Porto, lembrou que "ainda não há certezas" quanto à perda de maioria absoluta do independente Rui Moreira.

Paulo Folhadela, porta voz da candidatura do PS à Câmara de Famalicão, considera que a primeira grande vitória do partido no concelho é ter apresentado candidaturas a todos os órgãos autárquicos das 34 freguesias. Destacou ainda a "motivação" de todos os candidatos.

Quanto à abstenção, o número dois da lista socialista notou que, caso os números do concelho se mantenham "algo se passará com a população que não se revê na atual governação".

PS pede "serenidade" face a cenário de maioria absoluta em Almada

O presidente da concelhia do PS de Almada reagiu com "serenidade" face às projeções iniciais que dão conta de uma larga vitória dos socialistas na autarquia. "São dados animadores que dão ao PS o melhor resultado de sempre em Almada", afirmou Ivan Gonçalves.

As projeções da RTP e Católica dão entre cinco a sete vereadores na autarquia ao PS de Inês de Medeiros. A CDU pode vir a eleger no máximo quatro, o mesmo número de há quatro anos. O PSD, coligado com outros partidos, e o Bloco de Esquerda, vão lutar pelo último lugar disponível, de acordo com as projeções.

Movimento anuncia vitória de Moreira com "elevada satisfação"

Em nome da candidatura, Francisco Ramos, líder do movimento independente, fez uma curta declaração para dizer que é "com elevada satisfação" que verifica "que mais uma vez Rui Moreira ganhou as eleições" e vai presidir à Câmara nos próximos quatro anos. Remeteu para mais tarde a reação de Rui Moreira com resultados mais definitivos, desde logo sobre o cumprimento ou não do seu objetivo de ter "maioria reforçada" quer na Câmara, quer na Assembleia.

PSD cauteloso em relação aos resultados em Lisboa

O coordenador autárquico social-democrata José Silvano disse que "ninguém canta vitória" devido às notícias de um possível empate técnico em Lisboa porque "as sondagens são sondagens". Porém, recorda, "as sondagens à boca da urna normalmente acertam sempre".

Sobre a vitória de Rui Moreira no Porto, o social-democrata disse que "é evidente o que diz a sondagem, mas, ao contrário do previsto, ainda não há certeza se haverá maioria absoluta".

Silvano fala ainda de uma "vitória significativa" em Coimbra, porque "há muitos anos que o PSD tentava ganhar a Câmara e conseguiu nestas eleições".

PS confiante na vitória em Lisboa mas pede serenidade

O dirigente socialista e presidente da Federação da Área Urbana de Lisboa do Partido Socialista, Duarte Cordeiro, acabou de discursar no Pátio da Galé

Numa intervenção breve, de um minuto, Cordeiro disse estar confiante que vai ganhar as eleições em Lisboa, mas que é preciso manter "serenidade e confiança até ao fim".

A candidatura de Fernando Medina também já reagiu, pedindo tranquilidade e recordando que "projeções são apenas projeções". "Vamos rumo à vitória".

Na sede de campanha de Manuel Machado, em Coimbra, aguardam-se pelos resultados finais. "Projeções são projeções".

Em Almada, o PS pede tranquilidade para se perceberem, no final da noite, os resultados oficiais. As projeções dão a vitória a Inês de Medeiros.

Vice do PSD canta vitória em Coimbra

Surpresa em Coimbra. Sondagem dá a vitória a José Manuel Silva, do PSD, e o partido já reagiu."Ganhámos estas eleições com uma maioria absoluta", frisou Maló de Abreu.

"É uma grande derrota do PS, porque derrotámos o presidente da Associação Nacional de Municípios", aponta.

Grita-se vitória na sede de Rui Moreira

"O Porto votou e o Moreira ganhou" ou "Moreira o povo está contigo" são algumas frases que um grupo de apoiantes grita enquanto vão sendo conhecidas as projeções que dão ao candidato até cerca de 45%. De bandeira ou de cerveja na mão, esperam pelo candidato que está nos bastidores a acompanhar os resultados.

Projeção da TVI/Pitagórica

Empate técnico em Lisboa

Fernando Medina: 32,6%-38,6%

Carlos Moedas 29,3%-35,3%

Cada um dos dois candidatos podem vir a eleger sete vereadores.

Porto

Rui Moreira (39,2% - 45,2%) vence, mas pode perder a maioria absoluta

Projeções SIC:

Lisboa: Empate técnico entre Fernando Medina (31,3 - 36,3%) e Carlos Moedas (30,2 a 31%)

Porto - Vitória do independente Rui Moreira (39,2 a 44,2%). PS pode perder até 8% dos votos face a 2017.

Coimbra - José Manuel Silva, do PSD, vence, com 43,6 a 47.6%.

Almada - Inês de Medeira, do PS, segura câmara

Projeção da RTP/Católica

Empate técnico entre Moedas e Medina, com vantagem para o candidato do PSD (36/32% contra 35%/31%). Iniciativa Liberal e Chega podem eleger um vereador em Lisboa.

Rui Moreira entre 39 e 44% no Porto. Pode ter maioria absoluta. Tiago Barbosa Ribeiro com um resultado entre 16% e 19%, os mesmos valores apontados a Vladimiro Feliz. CDU entre 6% e 9%. Bloco de Esquerda (entre 8% e 5%) tem possibilidade de eleger um vereador.

PSD, com José Manuel Silva, vence em Coimbra.

PS pode ter maioria absoluta em Almada, com Inês de Medeiros.

Santana Lopes vence na Figueira da Foz.

Carla Tavares renova mandato na Amadora.

Em Braga, Diogo Pacheco Amorim, deputado do Chega na Assembleia da República, disse que a elevada abstenção significa que os “políticos falharam”.

“Os políticos mais uma vez falharam, principalmente os políticos das autarquias, que são aqueles que mais dizem às pessoas e que mais confiança costumam gerar”, afirmou o deputado.

Segundo o Chega “isto é grave”, embora não seja surpreendente: “Não deixa de não nos surpreender mas como políticos magoa-nos. Isto tem a ver com as eleições autárquicas que ate agora mobilizavam bastante as populações, era uma politica de proximidade”, afirmou.

Fernando Medina chegou, pelas 20.30 horas, ao Pátio da Galé, local escolhido para esta noite eleitoral, onde foi recebido com um grande aplauso pelos apoiantes que o esperavam lá dentro.

Medina considerou que os níveis de abstenção divulgados até agora são "demasiado elevados, semelhantes ao que aconteceu há quatro anos". "Temos a expectativa que pode ser um pouco menor do que foi há quatro anos, mas estamos a falar de valores muito próximos", notou.

Medina não adiantou o que vai fazer se não conseguir a maioria absoluta, nem se está disponível a fazer acordos de coligação para governar caso isso aconteça.

Em caso de vitória, as primeiras verbas do PRR serão utilizadas na extensão da linha vermelha do Metro de Lisboa até as freguesia de Campo de Ourique e Alcântara, adiantou.

"Se Deus permitir" Moreira cumprirá mandato até ao fim

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CNE diz que votação decorreu sem incidentes de maior

As eleições autárquicas decorreram sem incidentes de maior e apenas com pequenas situações que se foram resolvendo ao longo do dia, afirmou à Lusa o porta-voz da Comissão Nacional de Eleições (CNE).

Segundo João Tiago Machado, até às 19.45, minutos antes de encerrarem as urnas em Portugal continental e na Madeira, foram registadas cerca de 450 queixas de eleitores por causa do processo de votação, mas em consonância com eleições anteriores.

"Foi um dia cheio, mas nada de especial, felizmente sem nada de muito grave, só o típico", disse o porta-voz.

Sobre os incidentes registados, João Tiago Machado deu alguns exemplos: "Aquele presidente de junta que vai buscar as pessoas ao carro e que as leva quase até às urnas, e anda a dar beijinhos às pessoas", ou "um senhor que diz que o voto dele já estava descarregado no caderno eleitoral", ou ainda um casal que reclamou por ter votado em locais diferentes.

Anteriormente, a CNE indicou que foram registados problemas com boletins de voto em duas freguesias, em Águeda e Idanha-a-Nova, que continham erros e que, por isso, as eleições nestas duas localidades foram adiadas por duas semanas.

Até às 16 horas, a afluência às urnas situava-se em 42,34%, abaixo do valor registado há quatro anos (44,39%), segundo a CNE.

Portugal tem 9.323.688 eleitores inscritos, menos do que nas autárquicas anteriores, em 2017, em que estavam registados pouco mais de 9,4 milhões.

De entre os inscritos, 29.814 são cidadãos estrangeiros, 13.924 dos quais naturais de Estados-membros da União Europeia e 15.890 de países terceiros, nomeadamente Cabo Verde, Brasil, Reino Unido e Venezuela.

A CDU já reagiu, em Lisboa, à projeção de abstenção nestas eleições, que deverá situar-se entre os 45 e os 50%. "Desajaríamos que as pessoas participassem mais, que exercessem um direito que demorou muito a conquistar", afirmou António Filipe, garantindo que o partido está "de consciência tranquila em relação ao trabalho" de sensibilização dos cidadãos para o voto.

Projeções da abstenção

RTP/Universidade Católica - 45% a 50%

SIC/Metris GfK/ICS/ISCTE - 45% a 50%

TVI - 45% a 50%

As urnas em Portugal continental e Madeira já encerraram, mas nos Açores ainda se vota mais uma hora. Só nessa altura se conhecerão as projeções de resultados.

PS poderá ser o primeiro partido a vencer três vezes seguidas

O secretário-geral do PS afirmou hoje que o seu partido poderá ser o primeiro na história da democracia portuguesa a vencer três eleições autárquicas consecutivas, sendo a força política que vence mais câmaras e mais freguesias.

António Costa falava à entrada da sede do seu partido, no Largo do Rato, em Lisboa, onde está a decorrer uma reunião do Secretariado Nacional do PS para o acompanhamento da noite eleitoral das autárquicas.

"Ganha as eleições autárquicas o partido que vencer o maior número de câmaras e de freguesias. Julgo que hoje poderá ser a primeira vez que um partido, o PS, ganha por três vezes seguidas eleições autárquicas, tendo o maior número de câmaras e de freguesias", declarou o líder socialista.

Beja sem filas e com afluência às urnas de 45%

O panorama da votação no concelho de Beja nestas eleições autárquicas não é muito divergente da do nacional, com a afluência às urnas muito próxima dos 45%. Não se têm registado filas junto às assembleias de voto, com os cidadãos a conseguirem exercer o direito cívico em dois ou três minutos.

Segundo dados apurados pelo JN, na União de Freguesias de Santiago e São João Baptista, a maior da cidade de Beja e do concelho, com 16 secções de voto e 11.750 dos 28.949 eleitores registados no concelho, às 16 horas, a percentagem de votantes era de 37%.

Na União de Freguesias de Albernoa e Trindade, a sul de Beja, com duas secções de voto e 752 eleitores inscritos, a percentagem dos que tinham exercido o direito de voto era de 51%.

A norte da cidade, na freguesia de Beringel, na globalidade das duas mesas de voto da localidade, já os números são diferentes: 812 inscritos, 355 votantes, 43,71%, sendo que, na menos numerosa das duas, depois do almoço, eram 69,01% os votantes.

Na globalidade do concelho e do distrito de Beja, segundo a informação da GNR, “tem sido um dia calmo e sem qualquer caso a registar”.

Foto: Escola de Santiago Maior

André Ventura já está em Braga, onde vai conhecer os resultados eleitorais. À chegada, o líder do Chega afirmou que, independentemente dos resultados, "hoje começa um novo dia" para o partido "e um novo dia para o panorama político nacional".

Rui Rio já está na sede do PSD, onde vai acompanhar a noite eleitoral. À chegada, não quis prestar declarações aos jornalistas.

Carrazeda de Ansiães sem cartazes de campanha

Desde este sábado que nem parece tempo de eleições autárquicas no concelho de Carrazeda de Ansiães. Todos os cartazes, outdoors, pendões ou qualquer outro material de campanha eleitoral começaram a ser retirados durante a madrugada.

Quem passa nas ruas deste concelho do sul do distrito de Bragança vê vazios e sem cor os locais que durante as últimas semanas ostentaram as imagens dos principais candidatos à Câmara, Assembleia Municipal ou assembleias de Freguesia.

É uma prática que, de resto, tem vindo a ser seguida ao longo dos últimos atos eleitorais, e que contrasta com outros municípios do país, onde o material de campanha se mantém por longas semanas após as eleições.

A abstenção continua a ser um problema em Évora

Sara Romeiro, 30 anos, é um do 18.475 eleitores que votaram para a União de Freguesias Malagueira e Horta das Figueiras, em Évora. Às 16 horas, faz parte dos 40% de eleitores que já votou na Assembleia de voto da Malagueira, instalada na Escola Secundária André de Gouveia, onde existem 13 secções.

“Desde que posso exercer o meu direito de voto, que venho votar, isto ao contrário dos meus pais que com 52 e 53 anos, nunca votaram.”, diz ao JN.

Para o atual presidente de Junta da União das Freguesias da Malagueira e Hortas das Figueiras, José Russo, apesar de não ter números referentes a 2017, ano em que se realizaram as anteriores eleições autárquicas, a diferença do número de eleitores que votaram até às 16 horas não é muito diferente de há quatro anos”.

“Este ano, devido à covid-19, as pessoas podem votar até às 20 horas, como tal podem vir mais tarde, no entanto a abstenção não deixa de ser um problema”.

A mesma opinião é partilhada por José Mendes, secretário da Junta, que se encontra na Arena de Évora, onde está instalada a Assembleia de Voto da Horta das Figueiras e onde votam cerca de 8621 eleitores. Até às 16 horas, votaram 32,72% de pessoas.

Queixa na CNE contra Suzana Garcia

Henrique Joaquim, gestor da Estratégia Nacional para a Integração de Pessoas Sem-Abrigo, partilhou esta tarde na rede social Facebook uma fotografia de Suzana Garcia, candidata à Câmara da Amadora pela coligação “Dar Voz à Amadora” (PSD/CDS-PP/Aliança/MPT/PDR), nas assembleias de voto da Amadora, quando a candidata não vota neste concelho.

"A Democracia treme quando não somos capazes de a respeitar! Os candidatos e as candidatas não devem (e no caso concreto nem têm autorização para entrar nas assembleias de voto como tentou) influenciar os eleitores desta forma! Já seguiu queixa para a CNE", escreveu Henrique Joaquim. Vários comentários inundaram as redes sociais, alguns a garantirem que viram a candidata noutras partes da Amadora a influenciar os votos.

Ao JN, a candidatura reconhece que a candidatura visitou "cada escola onde decorrem as votações e, *no exterior*, *longe das mesas* de voto" foram contactados os delegados. Uma "prerrogativa inteiramente legal, que várias candidaturas, em vários concelhos, adoptam".

"A forma como exercemos as nossas prerrogativas é da nossa exclusiva responsabilidade. E o facto de a nossa candidata ser uma mulher com notoriedade, e que granjeia enormes simpatias por parte dos cidadãos, não pode deslegitimar a nossa liberdade de acção política".

Imagem partilhada por Henrique Joaquim:

Muita gente nas urnas, mas ainda assim longe da afluência de 2017

Em Vila do Conde, há sempre gente a chegar nas cerca de 104 mesas de voto do concelho. Ainda assim, não se vêem as filas que, em 2017, tornaram o concelho notícia pelos melhores motivos: uma abstenção de 37,43%, ou seja, 7% abaixo da média nacional. Também é certo que, desta vez, a votação na cidade está concentrada num único ponto – a EB1 dos Correios – e há mais mesas de voto, por forma a evitar aglomerações. O concelho tem mais de 70 mil eleitores, que escolhem, este domingo, entre as nove candidaturas à Câmara.

Elisa Ferraz, a atual presidente que, em 2017, roubou a Câmara ao PS que, por ali, governava há 43 anos, sempre com maioria absoluta, é recandidata pelo movimento independente NAU. No PS, Vítor Costa sucedeu a António Caetano e luta por recuperar o bastião socialista perdido.

Pedro Soares é o cabeça de lista do PSD, que, desta vez, vai a votos sem o CDS-PP. Nos centristas avançou Artur Bonfim. Na CDU, outra estreia: Hugo Rei Amorim. No Bloco de Esquerda (BE), António Louro Miguel é recandidato. Chega, Iniciativa Liberal e PAN vão pela primeira vez a votos no concelho. Luís Vilela, Rui Saavedra e João Paulo Alves são, respetivamente, os três candidatos.

Santo Tirso com afluência às urnas de 21,38%

Em Santo Tirso, a votação decorre dentro da normalidade e, segundo o JN apurou, a afluência às urnas era, ao meio-dia, de 21,38%, ligeiramente acima da média registada a nível nacional.

Recorde-se que, neste concelho, são seis os candidatos que concorrem à Câmara Municipal: Alberto Costa (atual presidente da Autarquia), pelo PS, Carlos Alves (PSD), José Magalhães (CDU), Ana Isabel Silva (BE), Henrique Pinheiro Machado (movimento independente Pr'a Frente Santo Tirso) e Joana Guimarães (Chega).

Forte adesão às urnas em eleição com sete candidatos à Câmara de Sabrosa

Está a registar-se uma forte adesão às mesas de voto no concelho de Sabrosa, este domingo. Num concelho com quase 5600 residentes e pouco mais de 6200 eleitores inscritos para estas eleições, foram apresentadas sete candidaturas à Câmara, três delas independentes. É o concelho com mais candidatos entre os 34 da região de Trás-os-Montes e Alto Douro.

Uma das listas independentes é apoiada pelo CDS-PP e tem Eduardo Mesquita como cabeça de lista. Outra designa-se “Justiça e Futuro” e é liderada por António Soares. A terceira chama-se “Já!” e tem à frente António Araújo.

O PS avança com Helena Lapa depois de Domingos Carvas, atual presidente do Município, ter decido não se recandidatar. Mário Varela concorre pelo PSD. José Veiga é a aposta da CDU. António Franco foi a escolha do Chega. O atual Executivo é composto por três eleitos do PS e dois do PSD.

Até às 16 horas deste domingo, já tinham votado mais de metade dos inscritos na vila de Sabrosa, no distrito de Vila Real. Ana Amaral, presidente da mesa instalada num edifício junto à Câmara disse estar “surpreendida” com a adesão. Está convencida poder ser ultrapassada a votação de 2017 – 64% em todo o concelho.

Ana Amaral acredita que o facto de haver sete candidatos à Câmara e de o atual presidente não se recandidatar “pode estar a ter influência na maior adesão”. O tempo, sem chuva e temperatura agradável, “também está a ajudar a que a democracia funcione”.

Afluência de 42% até às 16 horas

O nível de afluência às urnas foi de 42,34% até às 16 horas, revelou, há momentos, segundo dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna (MAI). Em 2017, a afluência à mesma hora era de 44,39%.

Eleição decorrem normalmente e com número de queixas habitual

As eleições autárquicas decorrem normalmente, sem boicotes e com um número de queixas habitual, disse à Lusa o porta-voz da Comissão Nacional de Eleições (CNE). Cerca das 16 horas não se verificavam boicotes, mas havia cerca de 400 queixas, que qualificou como normal para um dia eleitoral.

O porta-voz da CNE não quis destacar estas situações, referindo que a maioria se relaciona com a presença de candidatos nas assembleias de voto, segundo uma análise provisória

Anteriormente, a CNE indicou que foram registados problemas com boletins de voto em duas freguesias, em Águeda e Idanha-a-Nova, que continham erros e que, por isso, as eleições nestas duas localidades são adiadas por duas semanas.

Apresentada queixa contra a presença de "voluntários" de candidatura independente a S. Victor

A Mesa de voto "número 1" da Assembleia de Freguesia de São Victor, em Braga, enviou uma queixa à Comissão Nacional de Eleições protestando contra a presença de 20 "voluntários" do candidato independente Ricardo Silva à junta de freguesia, nos corredores da Escola Carlos Amarante, onde decorre a votação.

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Carrinhas do presidente levam votantes às urnas

Carrinhas do presidente da junta de freguesia de Lustosa e Barrosas (Santo Estevão) e recandidato pela coligação PSD/CDS ao cargo, no concelho de Lousada, estão a recolher pessoas para as levar às urnas, uma situação que já aconteceu há quatro anos e que se repete este ano.

O JN contactou Armando Silva, presidente da Junta de Freguesia de Lustosa e Barrosas (Santo Estevão), que se recusou a falar sobre o assunto.

Na região do Vale do Sousa, as restantes eleições estão a decorrer dentro da normalidade, com todas as mesas de voto a funcionar sem constrangimentos.

GNR chamada a três assembleias de voto em Viseu

A GNR esteve este domingo em três mesas de votos no concelho de Viseu, depois de ter sido chamada para resolver três “incidentes” relacionados com as eleições autárquicas.

Em Ribafeita, durante a manhã, a presidente de uma das assembleias levou boletins de voto para uma mulher que estava dentro de um carro e que teria reduzida mobilidade. O ato foi presenciado por algumas testemunhas que chamaram as autoridades. As urnas estiveram encerradas durante meia hora.

A GNR tomou conta da ocorrência “e repôs a normalidade no ato eleitoral” na localidade, adiantou ao JN fonte da força policial.

Já em Santos Evos, ao queo JN apurou, circulou numa aldeia da freguesia um boletim de voto preenchido. Uma das candidaturas teve conhecimento do caso e comunicou-o ao presidente de uma das mesas de voto, que alertou a GNR. A força policial mandou suspender a votação, mas, entretanto, já foi retomada a normalidade.

Em Rio de Loba, o presidente da Junta, e recandidato ao cargo pelo PSD, foi acusado pelo PS de coagir os eleitores. A assembleia de voto também foi encerrada, tendo reaberto pouco tempo depois. A GNR também esteve no local.

Críticas às condições de voto em Marrazes, Leiria

Uma senhora deslocou-se à EB 2,3 dos Marrazes, freguesia de Leiria, para votar, mas desistiu quando se apercebeu da distância que tinha de percorrer de bengala até à mesa de voto.

“O que mais me incomodou foi a falta de respeito pelas pessoas com mobilidade reduzida”, afirma o marido. “Para chegar à urna de voto (nº 13) há que percorrer um trajeto enorme, com vários obstáculos arquitetónicos, a culminar com escadas.”

O eleitor reformado manifesta ainda indignação por os cartazes a indicar as mesas, colocados à porta da escola, serem pouco visíveis e por os voluntários que abordou para pedir ajuda se terem enganado duas vezes.

“As pessoas têm de percorrer 50 ou 60 metros, é verdade, mas têm possibilidade de ir de cadeiras de rodas, cedidas pelos Bombeiros Voluntários de Leiria”, explica Paulo Clemente, presidente da Junta de Freguesia dos Marrazes.

O autarca confirma que é necessário subir “três degraus” para aceder às duas mesas de voto localizadas no primeiro andar, mas garante que existe uma rampa próxima. “Mas só é permitido descer”, assegura o eleitor.

Paulo Clemente argumenta ainda que há cartazes com as mesas de votos, afixados na entrada da escola, e escuteiros e membros da junta de freguesia a ajudar a localizá-las. “Agora, é possível que se tenham enganado a indicar a mesa correta”, admite.

O presidente do Chega considerou que este domingo é um dia para "celebrar a democracia", apelando ao voto nas eleições autárquicas e mostrando-se esperançoso de que os números atuais relativos à afluência às urnas aumentem durante a tarde.

André Ventura, último líder de um partido com representação parlamentar a votar este domingo, votou na Escola Básica do Parque das Nações, em Lisboa.

Em declarações aos jornalistas, Ventura apontou que "está um dia bom" e que "é muito importante ir votar", argumentando que não vale a pena estar sempre "a criticar durante todos os anos, durante todos os meses, e depois no dia do voto não o fazer".

"Independentemente de quem vença, independentemente dos resultados, acho que hoje é um dia para celebrarmos a democracia, e é um dia para que a democracia às oito da noite possa dizer que teve hoje um dia de festa. Porquê? Porque a grande maioria dos cidadãos saíram de casa para votar", advogou.

Foto: Lusa

O bom tempo que se faz sentir, após dias de frio e chuva, não está a ter interferência na maior votação em Castelo Branco. Neste distrito, com 11 municípios a afluência a urnas estará em sintonia com o indicador nacional.

"As pessoas têm vindo muito lentamente" informava um dos elementos da Comissão Eleitoral de uma das mesas de voto colocadas na Câmara de Castelo Branco. Todas as mesas de voto estão a funcionar normalmente.

O distrito teve uma taxa de abstenção, nas ultimas autárquicas de 2017, de 39,4%. Com a atualização dos Cadernos Eleitorais em 2021, Castelo Branco regista uma perda de 9135 cidadãos.

Para eleger órgãos autárquicos estão inscritos 166 mil 589 eleitores nos 11 concelhos do distrito de Castelo Branco, onde o PS é maioria na distribuição de autarquias - Castelo Branco, Covilhã, Belmonte, Penamacor, Idanha-a-Nova, Vila Velha de Ródão, Proença-a-Nova - e o PSD no Fundão Oleiros, Sertã e Vila de Rei.

Votação na cidade de Viana “acima dos 30%”

A afluência às urnas nas principais mesas da cidade de Viana do Castelo situava-se, cerca das 13 horas, “acima dos 30%”. Goreti Lobo, presidente da mesa 6 da assembleia de voto da União de Freguesias de Viana (Santa Maria Maior e Monserrate) e Meadela, adiantou que, entre as 8 e as 13 horas deste domingo, votaram ali “cerca de 32% dos eleitores”.

“Está a haver uma afluência favorável e ainda falta a parte da tarde. Costuma ser maior, entre as 15 e as 16 horas e depois ao fim da tarde há uma camada muito jovem que costuma vir sempre muito perto das 19 horas. Hoje como fechamos às 20 horas provavelmente vem perto dessa hora”.

Aquela assembleia de voto conta 31 mesas para perto de 22 mil eleitores (em média 740 por mesa). Nas últimas autárquicas a abstenção naquele município foi de 44,8%. O PS venceu com 53,7% e elegeu seis mandatos, seguido do PSD com 21,3% e a eleição de dois mandatos. O PCP foi a terceira força política mais votada, com 8,1% e elegeu um mandato. De fora do executivo, ficaram o CDS (5,7 % de votos), o BE (5,3%) e o PDR (0,4%). Os socialistas lideram a Câmara há 28 anos.

Tiago Barbosa Ribeiro, candidato do PS ao Porto, mostrou-se "satisfeito" com a afluência às urnas e garantiu "não ser homem de grandes ansiedades ou nervosismos".

“É cedo ainda para dizer, mas fiquei muito satisfeito a ver esta afluência neste sítio em concreto. O apelo que posso fazer é que todos venham votar, está um belo dia”, disse o socialista, em Paranhos, onde votou esta manhã.

“Vamos aguardar pela votação dos portuenses. Depois disso farei as devidas reflexões sobre o resultado”, acrescentou ainda.

As eleições decorrem sem incidentes em Famalicão. As seções de voto espalhadas pelo concelho não têm registado filas, embora sejam muitos aqueles que durante a amanhã acorreram às urnas.

São sete os candidatos a concorrer à Câmara Municipal: coligação PSD/PP, PS, CDU, BE, PAN, CHEGA e Iniciativa Liberal.

Afluência às urnas em Leiria abaixo da média

A afluência às urnas, até às 12 horas, situava-se apenas entre os 15 e os 16% na EB 2, 3 D. Dinis, o estabelecimento de ensino onde votam os eleitores de Leiria, disse ao JN José Cunha, presidente da União de Freguesias de Leiria, Pousos, Barreira e Cortes. A média nacional é de 20,94%.

As filas no exterior da escola eram reduzidas e, à exceção das mesas com mais eleitores inscritos, o tempo de espera era apenas de alguns minutos.

O elevado número de elementos da União de Freguesias de Leiria, Pousos, Barreira e Cortes a indicarem as mesas de votos a quem chegando e a afixação de posters com a localização das mesas, em função do nome dos eleitores, também contribuíram para evitar a formação de filas.

O acesso à EB 2,3 D. Dinis é feito por duas entradas. Os eleitores cuja letra inicial do nome se situa entre as letras “A” e “L” devem dirigir-se à porta principal. Contudo, houve algumas alterações nas mesas de voto, em relação ao último ato eleitoral. A partir da letra “M”, os eleitores devem deslocar-se à segunda entrada da escola para votar.

Votação sem incidentes mas com pouca afluência na Guarda

Desde que abriram as urnas, votaram cerca de 1400 dos 6805 eleitores inscritos no Centro Escolar da Sequeira, na periferia da Guarda. Com nove seções de voto, o local é considerado o barómetro da dinâmica eleitoral no concelho da Guarda por ter quase um terço dos 23 mil inscritos em meio urbano. No total, o concelho tem 37400 eleitores, isto é, menos 1466 pessoas das que constavam no universo eleitoral das últimas autárquicas em 2017 quando a abstenção se fixou em 39,1%.

À Câmara municipal da Guarda, governada atualmente pelo PSD, concorrem seis partidos e uma lista independente. Carlos Chaves Monteiro concorre pelo PSD, Francisco Dias pelo Chega, Luís Couto pelo PS, Pedro Narciso pelo CDS/PP, Honorato Robalo pela CDU, Jorge Mendes pelo Bloco de Esquerda e Sérgio Costa lidera uma lista de independentes.

Marcelo: "Não faz sentido não votar nestas eleições"

O Presidente da República está a votar em Celorico de Basto, distrito de Braga, onde habitualmente exercer o seu direito cívico.

"Não votar nestas eleições é uma coisa difícil de de compreender", sublinhou Marcelo, apelando ao voto nas autárquicas. "As pessoas perderem a ocasião de votar nos que vão estar perto delas, a ajudar na recuperação do país, não faz sentido", acrescentou.

"As pessoas perceberam, com aquilo que aconteceu durante a pandemia, que os autarcas são insubstituíveis. Agora, com a crise económica e social, quem é que vai ter a responsabilidade de gastar boa parte do dinheiro do Orçamento do Estado, o dinheiro dos fundos europeus, os autarcas", comentou Marcelo Rebelo de Sousa.

"É um voto decisivo. Nos fundos europeus, a parte mais significativa vai ser gasta durante os quatro anos pelos autarcas que são escolhidos hoje", reforçou.

Insistindo no discurso contra a abstenção, acrescentou: "Até nas Presidenciais subiu um bocadinho a taxa de participação e era o pico da pandemia no final de janeiro. Agora, que estamos numa fase completamente diferente, já não há o receio, já não há o temor, o tempo está muito melhor, as pessoas perderem a ocasião de escolherem aqueles que vão estar perto delas, como estiveram na pandemia, vão estar na recuperação económica e social, é uma coisa que não faz sentido", declarou.

Foto: Lusa

Costa volta a garantir que Autárquicas não são a sua última campanha

O primeiro-ministro apelou, este domingo, a que "haja uma ampla participação" nas eleições autárquicas que hoje decorrem, qualificando-as como a "grande festa da democracia", e reiterou que esta não foi "seguramente" a sua "última campanha eleitoral".

Foto: Lusa

O presidente do CDS-PP pediu aos portugueses que "participem de forma expressiva" nas eleições autárquicas e combatam a abstenção e o medo, considerando que está em causa "cuidar da saúde da democracia".

Francisco Rodrigues dos Santos votou hoje na Escola Básica Prof. Lindley Cintra, na freguesia do Lumiar, em Lisboa, cerca das 11:30, acompanhado pelos dois irmãos mais novos.

"Os portugueses hoje são chamados a cuidar da saúde da sua democracia, portanto, o desejo que eu formulo é que contrariem os dois principais inimigos do nosso sistema democrático", disse aos jornalistas depois de exercer o seu direito de voto.

Foto: Lusa

Afluência às urnas nos 20,94% até às 12 horas

A Comissão Nacional de Eleições revelou que, até às 12 horas, 20,94% dos eleitores já trinham votado nas Autárquicas deste domingo.

Em 2017, à mesma hora, a afluência às urnas foi maior: 22,05%,

A Escola da Barranha é uma das sete assembleias de voto pelas quais foram distribuídos os cerca de 45 mil eleitores da União de Freguesias da Senhora da Hora e S. Mamede de Infesta, em Matosinhos.

Às 12.30 horas, o cenário era de absoluta tranquilidade. Sem filas para as 14 secções de voto que foram instaladas na escola. A votação era possível em poucos minutos. Estava tudo preparado para separar os eleitores uns dos outros, mas a verdade é que, pelo menos aquela hora, o processo decorria com toda a fluidez.

O presidente do PSD, Rui Rio, apelou, no Porto, à votação dos portugueses porque se trata de um ato eleitoral para escolher os autarcas que irão tomar "decisões importantes" para a qualidade de vida do dia a dia.

"É um dia importante para todos os portugueses, porque os autarcas tomam todos os dias decisões que são muito importantes para a nossa qualidade de vida do dia a dia. Se temos o jardim arranjado, se temos uma cidade equilibrada do ponto de vista urbanístico, se temos atividade cultural ou não, se o trânsito flui ou não, se temos mobilidade ou não, tudo isto são decisões que são tomadas ao nível autárquico e que são muito importantes para o nosso quotidiano", disse Rui Rio.

O líder social democrata falava aos jornalistas à saída da Escola de Massarelos, depois de exercer o seu direito de voto.

Foto: Lusa

A porta-voz do PAN estimou que o partido vai ter um "dia histórico" nestas eleições autárquicas, com a eleição do seu primeiro vereador, e sublinhou a importância das decisões do poder local na vida dos portugueses.

Paula Inês Alves de Sousa Real foi o nome chamado às 11:26 na secção de voto n.º 50 da Escola Básica do 2.º e 3.º ciclos de Telheiras, na freguesia do Lumiar, em Lisboa.

"Estamos muito confiantes. Achamos que hoje vai ser um dia histórico para o PAN e que vamos, finalmente, ter a oportunidade de ter uma vereação e de pôr em prática aquilo que tem sido o ideário do PAN. [...] Hoje será uma viragem para a vida autárquica do partido", afirmou aos jornalistas, pouco depois de exercer o seu direito de voto.

Paulo Arsénio, presidente da Câmara Municipal de Beja, eleito pelo PS em 2017 e recandidato a um novo mandato autárquico, votou na Secção 11 da União de Freguesias de Salvador e Santa Maria, que funciona no Centro Escolar de Santa Maria.

O autarca chegou acompanhado da mãe, pouco passava das 10.30 horas, cumprimentou todos os membros das duas secções de voto que funcionam no local e depois exerceu o seu direito cívico.

À saída e em exclusivo ao JN, Paulo Arsénio, mostrou-se convicto da reeleição para um novo mandato. “Acreditamos e temos essa confiança”, afirmou.

Erros em duas freguesias adiam votação

Os boletins de voto para duas assembleias de freguesia, em Águeda e Idanha-a-Nova, continham erros e por isso essas eleições foram adiadas para daqui a duas semanas, revelou a Comissão Nacional de Eleições (CNE).

"As eleições estão a correr muito bem, só foram identificadas duas situações", avançou à Lusa o porta-voz da CNE, três horas após a abertura das mesas de voto para as eleições autárquicas que se realizam hoje em todo o país.

m causa está o boletim de voto para uma assembleia de freguesia em Águeda em que uma das forças candidatas foi substituída por outra "que nem era concorrente", assim como outro boletim de voto em Idanha-a-Nova em que falta uma candidatura.

Assim, hoje, os eleitores de Idanha-a-Nova que pertencem à freguesia Monfortinho e Salvaterra do Extremo só irão votar para a câmara e assembleia municipal de Idanha-a-Nova, deixando para daqui a 14 dias a eleição da assembleia de freguesia, explicou o porta-voz da CNE.

Em Águeda, os eleitores da União das Freguesias de Trofa, Segadães e Lamas do Vouga só deverão escolher os elementos da Assembleia de Freguesia dentro de duas semanas.

Os erros identificados nos boletins de voto seguem para as respetivas autarquias, cabendo aos presidentes de câmara realizar um novo processo com novos boletins de voto.

A votação para as autárquicas na cidade de Viseu começou sem filas, este domingo de manhã, ao contrário do que aconteceu nas legislativas. O processo eleitoral está a decorrer "dentro da normalidade", adiantou ao JN fonte da junta de freguesia.

Filas só mesmo para comprar bolos, uma tradição viseense em dia de eleições.

A afluência às urnas nas 31 mesas da assembleia de voto da União de Freguesias de Viana do Castelo, começou este domingo às 8.00 horas, sem qualquer tipo de perturbação (informação da PSP). E promete decorrer a bom ritmo, com “pouca abstenção”, segundo preconiza, em declarações ao Jornal de Notícias, Isabel Trigo, que preside à mesa de voto nº1.

“A afluência está dentro do normal para esta hora do dia. Até às 11.00 horas, tivemos 101 votantes. Pela minha experiência a maior afluência costuma ser sempre depois das 11 e depois a partir das 15 até às 17.30 horas”, disse, prevendo que o acto eleitoral em curso deverá contar com uma boa participação “porque está bom tempo e não há problemas de mobilidade”. “Acho que vai ser um dia de pouca abstenção, até porque estas eleições são sempre especiais. São políticos que lidam com o povo, que são mais chegados ao povo e por isso há sempre uma maior afluência”, referiu Isabel Trigo, que há vários anos preside a mesas de voto em Viana.

Ilda Figueiredo, candidata da CDU à Câmara do Porto, votou numa escola em Vila Nova de Gaia.

"A votação decorrer com afluência normal. A minha convicção é que as pessoas estão a votar e apelo a que o façam mesmo", disse Ilda Figueiredo. "Espero que a população entenda a importância de votar, porque é a forma de escolher os dirgentes da autarquia para os próximos quatro anos", argumentou a candidata da CDU.

Rui Moreira, candidato a um terceiro mandato à frente da Câmara do Porto, votou no centro escolar de Nevogilde, cerca das 11.45 horas. "O voto é a arma do povo, uma expressão muito bonita do 25 de abril que tem sido mal interpretada, e que aqui recupero", disse. "Lembro que os meus pais e os meus avós não podiam votar", acrescentou.

"As pessoas têm um direito e uma obrigação de votar. Se não o fazem, depois de não se queixem das decisões que os outros tomaram", acrescentou Rui Moreira.

O presidente do PSD, Rui Rio, votou na Junta de Freguesia de Massarelos, por volta das 11.40 horas. "Temo que a abastenção seja alta, porque tem sido sempe alta", disse. "Não entendo a abstenção, as pessoas são livres de votar em branco. Abster-se é ser contra a democraia e as eleições", acrescentou.
"É um dia muito importante para os portugueses. Autarcas tomam todos os dias muitas decisões que são muito importantes para o nosso dia a dia. É importante sobretudo para quem elege, não tanto para quem é eleito, porque os eleitores vão determinar a sua qualidade de vida quotidiana".

O atual presidente da câmara de Lisboa, e recandidato ao cargo, Fernando Medina, votou cerca das 11.30 horas na escola Marquesa de Alorna, esperançado numa diminuição da abstenção. "Seria um sinal de que mais gente participava nas decisões daquilo que é importante para a cidade de Lisboa", disse, apelando ao voto.
"É muito importante que as pessoas falem, que façam as escolhas dos projetos em que acreditam, por isso é importante que votem", acrescentou Medina.

Em Braga, o ato eleitoral tem decorrido com normalidade em todo o concelho, sem conflitos ou filas que preocupem as autoridades. O comando distrital da GNR assegurou que, até cerca das 11 horas, não tinha tido qualquer ocorrência relacionada com as Eleições Autárquicas no distrito. Fonte oficial da PSP de Braga confirmou que, ao início da manhã, recebeu apenas participações relacionadas com a presença de cartazes de campanha que foram deixados junto aos locais de voto, o que é ilegal. "Mas já é habitual isto acontecer em todas as eleições", referiu a mesma fonte. Segundo o JN apurou, um dos casos disse respeito a cartazes de campanha do PS, que estavam afixados a menos de 50 metros da Escola Secundária Carlos Amarante, onde estão a funcionar as assembleias de voto da freguesia de S.Victor, a maior de Braga.

"Queria juntar-me ao apelo do senhor presidente da República, no sentido de uma ampla participação nestas eleiçoes", começou por dizer António Costa, após o voto. "Todos temos o dever acrescido de participar na vida do país", disse aos jornalistas.

"As autárquicas são a grande festa da democracia. Quero deixar aqui uma saudação aos portugueses que concorrem nas diferentes listas e autarquias. Acho que é uma atitude muita salutar", acrescentou António Costa, salientado a importância dos autarcas duarante a pandemia, que se manterá neste "momento de reconstrução do país e de superação da pandemia" que se avizinha.

Foto: Lusa

O primeiro-ministro, António Costa, acompanhado da mulher, Fernanda Tadeu, votou num jardim de infância, em Lisboa, perto de casa. Primeiro entrou a esposa, enquanto o primeiro-ministro e secrertário-geral do PS, de máscara e mantendo a distância de segurança, esperou à entrada pela vez.

Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP votou no pavilhão desportivo de Santa Iria da Azóioa. "Creio que estão criadas as condições de segurança para se exercer um direito cívico e democrático", disse Jerónimo de Sousa, não associando um aumento da abstenção à pouca afluência às urnas registada cerca das 11 horas, quando votou. "Normalmente as pessoas votam à tarde", desdramatizou.

"É muito importante votar nestas eleições, porque o poder local é decisivo para a vida das pessoas", disse Jerónimo de Sousa, que vai almoçar com a família e passar a tarde na sede do partido para acompanhar os resultados.

Foto: Lusa

Carlos Moedas, candaídato da coligação PSD/CDS/PPM/MPT, votou na escola Pedro Nunes. "Vivemos momentos exigentes e é em dias como estes que mais é preciso votar", disse Carlos Moedas, num apelo várias vezes repetido ao voto.

"O meu pai, que foi um lutador pela liberdade dizia que o dia de eleições era o mais feliz da vida dele. É um dia fantástico, venham votar, votem, venham votar", acrescentou, confiante num dia com menos abstenção. "Vejo muita pessoas a vir votar, é extraordinário ver a democraica a funcionar", disse Carlos Moedas, sublinhando que este é "um dia alegria para a democracia".

João Ferreira, candidato da CDU à Câmara de Lisboa votou na Escola Secundária do Lumiar, pouco antes das 11 horas da manhã, com um apelo ao voto. "Se menos pessoas votarem menor será a capacidade de decisão, de escolha", disse.

Beatriz Gomes Dias, candidata do Bloco de Esquerda à Câmara de Lisboa votou, cerca das 10.30 horas, na escola Pedro Nunes, em Lisboa. "Apelo às pessoas que venham votar. É seguro, está muito bem organizado e as filas fluem bem", disse. "Política local e´de grande proximidade, muito importante para as vidas das pessoas", acrescentou.

O presidente da Iniciativa Liberal (IL), João Cotrim de Figueiredo, foi o primeiro líder partidário a votar. Colocou o voto na urna cerca de cino minutos antes das 9 horas, na secção número 22 da assembleia de voto da freguesia das Avenidas Novas, Lisboa, na Escola Marquesa de Alorna.

"Hoje, o que me compete fazer é apelar ao voto", disse no final em declarações aos jornalistas, apelando a todos os portugueses: "Venham votar, exercer o vosso direito cívico, tenham essa iniciativa", disse, na esperança de, ao final do dia, se possa "estar a comentar uma redução da abstenção" e não a lamentar mais uma vez "pouca participação cívica".

Foto: Lusa

A líder do Bloco de Esquerda, Catariana Martins, votou pouco depois das 10 horas, na Escola Secundária Almeida Garrete, em Vila Nova de Gaia.

Começou por agradecer o trabalho das pessoas que possibilitam o exerrcício do direito de voto, ainda por cima numa eleição com horário alargado até às 20 horas. "Está tudo muito bem organizado", disse Catarina Martins.

"Que ninguém fique em casa, que as pessoas exerçam o seu direito de escolher o que é melhor para a sua comunidade", sublinhou a porta-voz do BE. "É muito impiortante escolher quem nos representa. As decisões tomada pelas autarquias têm um poder muito grande naquilo que é a vida das comunidades, da nossa vida", acrescentou.

Foto: Lusa

Vladimiro Feliz, candidato do PSD à Câmara do Porto votou na Universidade Católica, no Porto.

"Estou feliz, confiante, agora resta esperar por logo à noite", disse Vladimiro Feliz, quando questionado pelos jornalistas se esperava um bom resultado. "Não estaria aqui se não confiasse", disse.

"O que senti nas ruas foi uma grande energia dos portuenses, acho que vai ser um dia bom dia", disse, confiante numa votação com menos abstenção."A participação civica é muito impiortante, particularmente num momento maias difícil do pais", acrescentou Feliz.

No Algarve, o dia começou com um protesto de moradores na ilha da Culatra, com a Polícia Marítima a ser chamada para abrir o portão da escola onde foi instalada a mesa de voto e que estava fechado a cadeado. A Associação de Moradores dos Hangares diz que as pessoas se sentem "abandonadas", sem água canalizada, luz elétrica ou saneamento básico.

As mesas de voto das eleições autárquicas abriram às 8 no continente e na Madeira para a escolha dos dirigentes dos municípios e das freguesias para os próximos quatro anos. Nos Açores, as urnas abrem e fecham 60 minutos depois das mesas do continente e da Madeira, devido à diferença horária de menos uma hora.

Bom dia. Começa aqui o minuto a minuto do "Jornal de Notícias" que vai acompanhar as principais incidências da votação para as eleições autárquicas, que, este domingo, convocam milhões de portugueses a votar.

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