Relatório

APAV apoiou 329 vítimas de crimes sexuais em 2016

APAV apoiou 329 vítimas de crimes sexuais em 2016

Mais de 300 vítimas de crimes sexuais e 520 vítimas de perseguição e de "bullying" pediram ajuda à Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) em 2016, revela o relatório anual da associação divulgado esta segunda-feira.

Em 2016, a APAV apoiou 329 vítimas de crimes sexuais, mais 74 face ao ano passado, a maioria das quais (82,4%) do sexo feminino, com uma média de idade de 21,9 anos, adiantam as Estatísticas APAV - Relatório Anual 2016.

Do total das vítimas que pediram ajuda, 42,6% eram crianças e jovens e 42% adultos, adiantam os dados, informando ainda que 46,5% eram estudantes.

Das vítimas que indicaram o seu estado civil, 6,4% eram solteiras e 0,9% casadas.

Relativamente ao grau de escolaridade, 9,7% frequentavam o 3.º ciclo, 9,1% o pré-escolar e 8,8%, o 2.º ciclo.

Analisando os casos em que foi possível verificar a relação entre o autor do crime e a vítima, a associação apurou que em 9,7% das situações o agressor era conhecido/a e em 9,1% era o pai ou mãe.

A APAV recebeu também, no ano passado, 411 pedidos de apoio de vítimas de 'stalking' (assédio persistente), menos 16 face ao ano anterior, a grande maioria (90%) do sexo feminino, 69% adultos/as, com uma média de idade de 41,6 anos.

Segundo os dados, 26,5% das vítimas eram solteiras, 19,2% divorciadas e 17% casadas. Cerca de 23% viviam numa família nuclear com filhos e 17% pertenciam a uma família monoparental.

Em 22,9% dos casos foi possível apurar que o agressor era ex-companheiro da vítima e em 19,7% ex-namorado/a.

O relatório refere ainda que 14,6% das vítimas tinham o ensino superior, 7,5% o ensino secundário e 55,7% era empregada.

Aos serviços da APAV chegaram ainda 109 vítimas 'bullying', menos cinco do que em 2015, a maior parte 61,5% %) raparigas, com uma média de idade de 15,2 anos.

Os dados acrescentam que 58,7% das vítimas são crianças e jovens e 15,6% adultos. Quanto ao estado civil, 73,4% eram solteiras e 42,2% viviam numa família nuclear com filhos.

A maioria (68,8%) é estudante, sendo que 16,5% das vítimas encontrava-se a estudar no primeiro ciclo, 14,7% no segundo ciclo e 14,7% no terceiro ciclo.

Na maior parte dos casos (61,5%), o agressor era colega da escola.

A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima registou ainda 65 casos de vítimas de relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo, das quais 43 eram mulheres, com uma média de idade de 43,6 anos.

Em 2016, a APAV realizou 35.411 atendimentos, um número que aumentou 8,1% nos últimos três anos (32.770 em 2014 e 34.327 em 2015).

Destes atendimentos resultaram 12.450 processos de apoio à vítima, nos quais se identificaram 9.347 vítimas diretas de 21.315 crimes e outras formas de violência.

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