Política

Apelos à união no PSD, sem "unicidade" e de olhos postos nas autárquicas

Apelos à união no PSD, sem "unicidade" e de olhos postos nas autárquicas

Os trabalhos ainda não arrancaram, mas à entrada do congresso de Viana do Castelo a mensagem principal entre os delegados é de apelo à união, tal como o líder Rui Rio pediu. Mas há quem lembre que "união não é unicidade" e já eleve a fasquia para as autárquicas de 2021.

À chegada ao congresso, Almeida Henriques, presidente da Câmara de Viseu e apoiante de Montenegro nas diretas, admitiu que "o tempo de escolha já lá vai". "Este é um congresso para eleger os órgãos nacionais, no qual já está eleito o presidente do partido. Portanto, espero que seja de facto um congresso de unidade, sem unicidade. Isto é: o PSD sempre teve uma grande riqueza no seu ADN que é haver sempre espaço para as diferentes opiniões",disse, em jeito de antecipação dos discursos que são esperados para a tarde de sábado dos que desafiaram Rui Rio nas diretas.

Os olhos estão todos postos na construção da alternativa ao PS e num melhor resultado do PSD nas autárquicas de 2021. "Julgo que é um congresso muito importante do ponto de vista de marcar uma mensagem forte que construa o PSD enquanto alternativa ao PS, do ponto de vista de um projeto de futuro de um governo. Mas, mais importante do que isso, é que o partido se prepare bem para as próximas eleições autárquicas que é o grande desafio que teremos agora pela frente. Voltarmos a ambicionar ter mais câmaras do que o PS para voltarmos outra vez a presidir à Associação Nacional de municípios e à Anafre".

O crítico de Rio espera que congresso permita "um debate aberto, franco, como é hábito no PSD e que o PSD saia reforçado, com a liderança que os militantes escolheram".

Fernando Negrão, ex-líder parlamentar, não espera que Rui Rio tenha dificuldades no congresso. "Foi uma vitória clara do dr Rui Rio nas diretas. Temos agora o congresso para definir a composição dos órgãos do partido. Isto é a democracia interna a funcionar.e a unidade é fundamental. Tenho a certeza que neste congresso isso vai acontecer para que o PSD seja de, facto, o partido da Oposição e que apresente propostas porque o país precisa de oposição porque este governo não esta a governar bem", disse ao JN.

"Todos são precisos"

Salvador Malheiro, vice-presidente de Rui Rio, acredita que o congresso vai mostrar um PSD unido. "Espero que seja um congresso de consolidação de uma liderança. Depois de um ato eleitoral que foi muito participado, em que todos os candidatos tiveram oportunidade de apresentar os seus projetos e, naturalmente, que a autoridade máxima, que são os militantes de base pronunciaram-se, e deram uma vitória clara ao dr Rui Rio. Esperando que o congresso seja dinâmico, tenha muita diversidade de opinião, crítica construtiva, que depois surja uma palavra de unidade de todos em torno do projeto social democrata no sentido de podermos enfrentar os desafios que temos pela frente, que são difíceis,dessa batalha das autárquicas com todos, porque todos são precisos".

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