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Apoio a cuidadores: "Às vezes sinto-me como um tolo no meio da ponte"

Apoio a cuidadores: "Às vezes sinto-me como um tolo no meio da ponte"

Fernanda Leiras tem um filho com espectro do autismo e é uma das 25 pessoas beneficiadas pelo programa Pausas Breves lançado pela Câmara do Porto e pela Associação Cuidadores.

São já 25 os cuidadores beneficiados pelo programa Pausas Breves, lançado em novembro pela Câmara do Porto em conjunto com a Associação Cuidadores. Quem cuida é visitado quinzenalmente por dois voluntários que, durante duas horas, prestam apoio e vigilância à pessoa cuidada, podendo o familiar sair para fazer compras, ir ao cabeleireiro ou tomar um simples café. O programa, nesta primeira fase, será mantido até abril, mas a Autarquia diz que a avaliação feita é "muito positiva", existindo "condições para ter continuidade".

Fernanda Leiras tem 53 anos e vive num apartamento do centro do Porto com o filho, diagnosticado desde os três anos e meio com espectro do autismo. "É um autismo de grande funcionalidade, mas mesmo assim requer acompanhamento constante e absorve-me todo o meu tempo", explica, enquanto espera pelo dois voluntários enviados pela associação. "Devia ser todas as semanas, mas já é bom ser quinzenalmente. Dá para eu sair um pouco e respirar, desopilar, ver pessoas. Às vezes sinto-me como um tolo no meio da ponte", acrescenta Fernanda.

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