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Aproximar, desburocratizar e acelerar: as promessas do diretor do SNS

Aproximar, desburocratizar e acelerar: as promessas do diretor do SNS

Um Serviço Nacional de Saúde (SNS) mais próximo das pessoas na forma de funcionamento, a desburocratização de serviços para utentes e profissionais e mais digitalização e celeridade é o que se propõe a fazer Fernando Araújo, diretor executivo do SNS. O médico que gere a saúde em Portugal gravou uma mensagem em vídeo para o 25.º Congresso da Ordem dos Médicos que decorre esta sexta-feira, em Braga.

A reunião marcada pelo Infarmed para fazer o ponto da situação da covid-19 acabou por causar algumas ausências no congresso que está a discutir a "saúde em mudança".

"Os médicos de família têm que deixar de ser secretários a passar atestados", exemplificou Fernando Araújo, criticando também o elevado número de documentos que os clínicos têm que emitir. Com uma escolha "criteriosa dos gestores públicos", "despolitizando" a função, o gestor acredita que haverá um melhor "SNS no século XXI".

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Defendendo a maior valorização dos clínicos, Miguel Guimarães, bastonário da Ordem dos Médicos, acredita que o futuro da saúde em Portugal tem que passar pela concretização de "políticas especificas para as zonas mais carenciadas" e uma maior aposta na prevenção dos cuidados de saúde.

Mudanças que podem também passar pela criação do Ministério da Saúde e da Transição Demográfica, substituindo as atuais pastas da Saúde e da Segurança Social. Esta é uma das propostas que Álvaro Beleza, presidente da SEDES, vai apresentar esta tarde. "É preciso, urgentemente, seguir o exemplo de vários países europeus, e ligar a saúde com a ação social, ligar quem cuidada desde o nascimento até à morte", disse ao JN, Álvaro Beleza. Como exemplo, o responsável pela Sedes apresenta os lares de idosos. "São unidades de cuidados continuados que deveriam ter uma participação muito ativa da Saúde, mas estão sob a responsabilidade da Segurança Social", afirmou.

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