
Luís Montenegro foi recebido em Belém, esta manhã, por Marcelo Rebelo de Sousa
Foto: António Cotrim / Lusa
O primeiro-ministro garante que apesar de o cenário de eleições legislativas antecipadas "não ser o ideal", "não há razão para alarme", enviando uma mensagem de segurança ao país. Luís Montenegro diz que os planos económicos não estão em causa e defende que há condições para as eleições se realizarem a 11 de maio.
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"Não sendo um cenário desejável, ainda assim, temos todas as razões para poder dizer a Portugal que não vai haver uma perturbação nem do funcionamento do Governo nem da administração pública em curso", garantiu Luís Montenegro em Belém, onde foi ouvido pelo presidente da República.
"O Governo em gestão pode tomar as decisões mais prementes, o cumprimento do PRR [Plano de Recuperação e Resiliência] não está em causa. Apesar de compreendermos que há preocupação, não há razão para alame", asseverou, depois de nesta terça-feira o chumbo da moção de confiança no Parlamento ter lançado o país para as urnas.
"A solução para este impasse deve passar pela realização de eleições legislativas antecipadas. Impõe-se dar uma palavra de tranquilidade apesar de haver apreensão com a precipitação de mais uma eleição".
O primeiro-ministro fez questão de destacar o cenário económico que o país vive, com "alto emprego e baixo desemprego", e garantiu que Portugal vai continuar a trabalhar com os seus parceiros internacioais, europeus e fora da Europa.
"Há condições para que as eleições ocorram num curto espaço de tempo. Cremos que há todas as condições para que elas se realizem numa dessas datas, a 11 e a 18, mas há todas as condições para que se realizem no dia 11 de maio", respondeu aos jornalistas sobre a data para a realização do escrutínio, que vai ser decidida depois de Marcelo Rebelo de Sousa ouvir todos os partidos e dissolver a Assembleia da República.
"O período seguinte será a de apresentação de projetos, de candidaturas e é nisso que nos concentraremos nas próximas semanas. Os cenários pós-eleitorais serão alvo de debate na campanha para que os portugueses e as portuguesas possam ponderar o seu sentido de voto", afirmou. " A legislatura deveria ter durado quatro anos. Sabemos que o país olha para isto e questiona-se o porquê de aqui termos chegado", reiterou, repetindo a mensagem que tinha deixado depois do debate que motivou a queda do Governo.

