Covid-19

Árvores para que "ninguém esqueça" quem perdeu a vida na pandemia

Árvores para que "ninguém esqueça" quem perdeu a vida na pandemia

Foram plantadas, ontem em Lisboa, um carvalho e uma oliveira, no Hospital Santa Maria e no Estádio Universitário respetivamente, para que "ninguém esqueça" quem perdeu a vida com covid-19.

A cerimónia de encerramento da jornada "Memória e Esperança", que teve várias iniciativas pelo país, contou com a presença de alunos do Agrupamento de Escolas Luís de Sttau Monteiro, em Loures, de Marcelo Rebelo de Sousa, de Ferro Rodrigues e de Carlos Moedas, entre outras figuras destacadas. O presidente da República lembrou "os heróis da Saúde" e "as vidas ceifadas" pela pandemia.

Painel com máscaras

"Adeus covid", "aproveitar a vida" e "reencontro" eram algumas das mensagens que se podiam ler em máscaras de papel coladas num dos vários painéis, levados por alunos do Agrupamento de Escolas Luís de Sttau Monteiro, ontem à tarde.

"Viemos celebrar quem perdeu a vida e quem falta aqui", explicou Cyntia Sousa, aluna do 12.º ano, um pouco antes das duas figuras mais altas do Estado chegarem. Foram recebidas pelas bandas da Carris e de Marvila, num momento emotivo, ao qual se seguiu a plantação de um carvalho e a simbólica largada de pombos.

A árvore que crescerá no jardim do Hospital Santa Maria "evocará para sempre a saga de 2020 e 2021", frisou Marcelo Rebelo de Sousa após a plantar. "É uma memória para que ninguém esqueça e jamais se resigne. E juntaria à memória, a esperança e o compromisso. Não basta lembrar, é preciso fazer". Um pouco antes foi plantada uma oliveira junto ao Estádio Universitário, onde esteve instalado o pavilhão temporário com doentes covid, pelo reitor da Universidade de Lisboa.

Num discurso breve, o presidente da República não esqueceu os profissionais de Saúde e lembrou que "a pandemia ainda não é passado. Ainda não é o virar definitivo da página, mas hoje já é tempo para a memória das vidas ceifadas, das famílias atormentadas, do país tantas vezes suspenso. Foram lutas sem repouso de milhares e milhares a começar nos heróis da saúde", destacou Marcelo.

PUB

O presidente da administração do Centro Hospitalar Lisboa Norte, Daniel Ferro, também lembrou as "muitas" vidas perdidas e a dedicação "extrema e exemplar" dos profissionais. Ali, foi possível alcançar "uma taxa de sobrevivência de doentes críticos de 80%".

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG