Solidariedade

"As pessoas têm gosto em ajudar" o Banco Alimentar

"As pessoas têm gosto em ajudar" o Banco Alimentar

No Continente de Telheiras, em Lisboa, a crise pandémica não diminuiu a vontade dos consumidores em ajudar o Banco Alimentar contra a Fome, no primeiro dia da campanha presencial. Os voluntários notaram uma boa adesão, com muitas pessoas a aceitarem o saco de papel que lhes era oferecido para colocarem os alimentos a doar.

"A adesão é muito boa, as pessoas têm contribuído bastante", afirmou Pedro Lopes, voluntário, que se encontrava à entrada do supermercado oferecendo os sacos a quem lá se dirigia. "As pessoas têm gosto em ajudar", disse.

Um casal que aceitou o saco oferecido à entrada disse ao JN que tem o hábito de contribuir com a campanha e que o faz "por solidariedade". Isabel e João Martino admitem que por vezes se sentem reticentes em ajudar por temerem que os alimentos não cheguem a quem mais precisa, mas ao fazerem-no ficam com a "consciência mais tranquila".

Relativamente ao tipo de produtos que costumam dar, o casal afirmou que optam por alimentos que "encham" o estômago e que não sejam perecíveis, tais como massa, arroz, farinha, grão e feijão.

Após ter recebido o saco para colocar os alimentos, Rodrigo Santos, que estava com a mulher e o filho, disse ao JN que costumam colaborar sempre que há campanhas do Banco Alimentar. Para além dos bens alimentares não perecíveis, esta família opta também por doar alimentos para crianças, como papas. Rodrigo Santos acrescentou que "infelizmente, há muitas famílias a precisar de apoio nesta crise" e que "ajudar não custa nada".

Quando questionada acerca da quantidade de alimentos doados que se encontravam a ser colocados num carrinho, a voluntária Zita Neto comentou que "muitas pessoas contribuem com bastante, raras são as pessoas que dão só uma coisa".

Ana Brandão tem a filha a estudar no Colégio São João de Brito que se organizou para participar nesta campanha numa ação de solidaridade. "A adesão tem sido boa, as pessoas estão muito recetivas", disse ao JN, contando que já trabalhou com instituições que recebem a ajuda do Banco Alimentar e que "esta ajuda faz a diferença".

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Recorde-se que este fim de semana decorre em 1200 supermercados de todo o país a primeira campanha do Banco Alimentar contra a Fome após quase dois anos com campanhas exclusivamente online.

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