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As reações à decisão de Cavaco

As reações à decisão de Cavaco

Minutos depois da comunicação do Presidente da República, esta quinta-feira, que decidiu indigitar Passos Coelho primeiro-ministro do próximo governo, as reações não se fizeram esperar.

O deputado socialista João Soares lamentou que o presidente da República tenha indigitado o líder do PSD, uma decisão que faz o país "perder tempo" porque "inevitavelmente" Passos Coelho vai ser derrubado no Parlamento.

O PS fez também saber que a Comissão Política socialista se prepara para dar mandato ao Grupo Parlamentar socialista para apresentar uma moção de rejeição ao programa de Governo da coligação PSD/CDS.

Ainda no PS, ÁLvaro Beleza propôs que o acordo à esquerda fosse referendado pelos militantes e pelos simpatizantes do partido.

António Galamba, por sua vez, foi duro com a opção do líder do seu partido. Para o socialista, e apoiante de António José Seguro, sobre o acordo à Esquerda, disse que "por escrito e nesta reunião é pouco mais que uma mão cheia de nada. E já não estou em idade de acreditar no Pai Natal, no legítimo ou no das esquerdas à nossa esquerda", refere o dirigente socialista.

A porta-voz do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, acusou, durante uma entrevista na TVI, o Presidente da República de fazer chantagem com os deputados, de criar instabilidade e de se comportar como um "líder de seita".

O líder parlamentar do PCP afirmou que a decisão do Presidente da República "traduz uma postura de confronto e desrespeito pela Constituição da República Portuguesa".

O porta-voz dos sociais-democratas considero, a indigitação do presidente do PSD respeita a prática constitucional portuguesa e apelou à "responsabilidade parlamentar" dos socialistas para que haja "estabilidade política do Governo".

O vice-presidente do CDS-PP Nuno Melo considerou que "indigitar quem venceu é um ato normal em democracia e optar por quem perdeu é que seria estranho", realçando que a responsabilidade é agora dos deputados.

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