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As reações à indigitação de Costa

As reações à indigitação de Costa

O presidente do PS afirmou esta terça-feira que o primeiro-ministro indigitado, António Costa, está em condições de apresentar o seu elenco governamental e o programa de Governo, esperando que a posse do novo executivo possa ocorrer esta semana.

PS

"Pelo que diz respeito ao primeiro-ministro indigitado, António Costa está em condições de apresentar ao senhor presidente da República o elenco governativo completo e de apresentar à Assembleia da República o programa de Governo, que, aliás, foi já aprovado pela Comissão Nacional do PS com as inclusões das alterações dos acordos firmados com o Bloco de Esquerda, PCP e Os Verdes, declarou Carlos César em conferência de imprensa no Parlamento. O responsável referiu depois que as prioridades do executivo socialista passam em primeiro lugar "pela recuperação das condições de vida de grande dificuldade de uma boa parte da população portuguesa".

PCP

"Depois de ter criado uma crise política com a nomeação de um Governo do PSD e do CDS que não tinha sequer condições para entrar em funções, o presidente da República acaba por confirmar que tentou até ao último momento manter o PSD e o CDS no poder, ponderando mesmo a manutenção do Governo em funções de gestão e ponderando mesmo desrespeitar a vontade do povo português expressa nas últimas eleições, procurando convocar novas eleições até que elas dessem o resultado pretendido", afirmou João Oliveira.

PSD

"Respeitando a decisão do senhor presidente da República, não queremos deixar de sublinhar, no entanto, que esta nova solução de Governo não conta com o nosso apoio político, apenas responsabilizando o PS e os partidos da esquerda radical que com ele se comprometeram para sustentar politicamente o futuro Governo no parlamento", declarou Marco António Costa, em conferência de imprensa, na sede nacional do PSD, em Lisboa.

PEV

"Lamentamos que esta decisão [de indigitação de António Costa] não tenha sido tomada mais cedo. Havia todas as condições para que o presidente a tivesse tomado mais cedo. Tal como 'Os Verdes' denunciaram na altura, foi uma perda de tempo", disse a líder parlamentar do Partido Ecologista Os Verdes, Heloísa Apolónia, acrescentando que Portugal "está em condições de retomar uma normalidade no funcionamento das suas instituições".

CDS

"Sendo públicas as dúvidas colocadas pelo chefe de Estado, não devem ser confidenciais as respostas. Estamos a falar da estabilidade e da governabilidade de Portugal, ou seja, do interesse nacional. Em nome da transparência e do debate democrático, não é compreensível que o primeiro-ministro indigitado se furte a esclarecer as respostas que deu", desafiou Nuno Magalhães, líder parlamentar do CDS-PP.

BE

"O grande desafio começa agora. Pela parte do BE seremos a garantia e o compromisso pelos salários e pensões, segurança social, saúde e educação. Haveremos de ter um país um pouco mais justo", vincou Catarina Martins, porta-voz do Bloco de Esquerda, em declarações aos jornalistas na sede do partido, em Lisboa.

Livre

"O Livre congratula-se com a decisão do presidente da República que, ao indigitar o líder do Partido Socialista para formar governo, dá expressão ao voto dos portugueses", refere o partido num comunicado, recordando que "as eleições do passado dia 4 de outubro deram a maioria dos deputados aos partidos de esquerda: PS, BE, PCP e PEV" e que "são estes partidos que agora se comprometem a apoiar na Assembleia da República um Governo de iniciativa socialista".

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