Óbito

As reações à morte de Belmiro de Azevedo

As reações à morte de Belmiro de Azevedo

O empresário português Belmiro de Azevedo morreu, esta quarta-feira, aos 79 anos, no Hospital da CUF, no Porto, onde estava internado desde segunda-feira.

Marcelo elogia visão de futuro de Belmiro de Azevedo

Num curto comunicado divulgado pela Presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considera Belmiro de Azevedo uma "figura marcante" do meio empresarial e da sociedade portuguesa e apresenta à sua família "sentidas condolências".

"No momento em que nos deixa, quero homenagear o Eng.º Belmiro de Azevedo, figura marcante do nosso meio empresarial e da sociedade portuguesa, em termos de liderança, determinação, visão de futuro e empenhamento social e cultural ao longo de mais de 40 anos", afirma o chefe de Estado.

Cavaco Silva: "Uma personalidade marcante e uma voz livre"

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O antigo Presidente da República Aníbal Cavaco Silva lembrou hoje o empresário Belmiro de Azevedo como "uma personalidade marcante e uma voz livre", considerando que a economia portuguesa "beneficiou enormemente" com a sua ousadia e visão.

"Com a morte do engenheiro Belmiro de Azevedo, Portugal perdeu uma personalidade marcante e uma voz livre", refere o antigo chefe de Estado, numa declaração escrita enviada à agência Lusa.

Sublinhando que, através da sua ação como empresário, Belmiro de Azevedo marcou a vida do país e dos portugueses nos últimos 40 anos, Cavaco Silva destaca a "liderança inteligente e perspicaz e a sua aposta decidida na inovação" que transformou o seu grupo empresarial "num dos maiores e mais relevantes" de Portugal.

"A nossa economia beneficiou enormemente com a sua ousadia e a sua visão", acrescenta o ex-Presidente da República que envia à família de Belmiro de Azevedo e aos colaboradores do seu grupo empresarial "as mais sentidas condolências".

Ex-ministro Daniel Bessa: "Perdemos o maior empresário pós-25 de Abril"

O ex-ministro da Economia Daniel Bessa considerou que, com a morte de Belmiro de Azevedo, Portugal perdeu "o maior empresário português do pós-25 de Abril" e apontou o "legado único" que a Sonae representa.

"Os empresários têm autoestima e respeito por si próprios, mas são justos e sabem reconhecer o mérito e os resultados e dificilmente algum empresário português discordará que perdemos o que foi o maior empresário português no pós-25 de Abril", afirmou Daniel Bessa.

Para o ex-ministro da Economia, a importância de Belmiro de Azevedo "é patente em muitos aspetos, mais obvio no universo empresarial", onde, segundo considerou, o empresário deixou um "legado único".

Marco de Canaveses lembra homem "sempre próximo das origens"

O presidente da Junta de Freguesia do Marco, no Marco de Canavezes, onde nasceu Belmiro de Azevedo, disse que a morte do conterrâneo "é uma grande perda", lembrando o empresário como "alguém sempre próximo das suas origens".

"Foi uma pessoa que nunca virou as costas às origens", afirmou Celso Santana, em declarações à Lusa, adiantando que Belmiro de Azevedo se deslocava à região todos os fins de semana, concretamente à localidade de Tuías, onde nasceu e tinha casa.

APED: Contributo para o setor da distribuição e retalho "é incontornável"

A Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) manifestou o seu pesar pela morte do empresário Belmiro de Azevedo, destacando que o seu contributo para o setor da distribuição e retalho "é incontornável".

A associação "presta assim homenagem a uma figura de relevo com uma visão e audácia que em muito contribuiu para Portugal e para os portugueses".

Matosinhos expressa "profunda consternação"

A Câmara Municipal de Matosinhos expressou "profunda consternação" pela morte do empresário Belmiro de Azevedo, aos 79 anos, lamentando a perda de "um dos maiores empresários portugueses".

O sucesso de Belmiro de Azevedo e da Sonae está bem presente na história de Matosinhos, ressalvou a câmara, lembrando que o desenvolvimento do setor terciário deveu-se em "grande parte" à abertura do primeiro hipermercado Continente do país, na Senhora da Hora, em 1985.

Anos depois, em 1998, a Sonae abriu o centro comercial Norte Shopping, atualmente em obras de ampliação.

Alexandre Soares dos Santos: "É uma perda importante para o país"

O antigo líder da Jerónimo Martins, Alexandre Soares dos Santos, afirmou que a morte de Belmiro de Azevedo, "um homem de visão e de ação" é "uma notícia muito triste e uma perda importante para o país".

"Era um grande empresário, um homem de visão e de ação, corajoso, num país que tantas vezes maltrata quem é desassombrado, quem tem espírito de iniciativa e capacidade empreendedora", prosseguiu o antigo presidente da Jerónimo Martins.

"Tive sempre grande admiração e respeito pelo engenheiro Belmiro de Azevedo, com quem mantive toda a vida uma boa relação, de cordialidade e simpatia", concluiu.

Rui Rio recorda "um verdadeiro empresário" que criou milhares de empregos

"Nós, às vezes, confundimos gestores com empresários. O engenheiro Belmiro de Azevedo era gestor, mas era acima de tudo um empresário. Criou empregos, fez crescer a economia e quando digo criou empregos, criou milhares de empregos", elogiou Rui Rio, aos jornalistas, em Lisboa.

Na opinião do candidato à liderança do PSD, se Portugal tivesse mais homens como Belmiro de Azevedo e Américo Amorim, "duas figuras do Norte e de Portugal, seguramente que a nossa economia seria muito diferente daquilo que é hoje".

"O engenheiro Belmiro de Azevedo era um verdadeiro empresário. Eu tive a oportunidade de lhe dar a medalha da cidade do Porto quando era presidente da câmara e fi-lo com imensa satisfação e com muito orgulho", recordou o antigo presidente da autarquia portuense.

Associação Empresarial recorda "um dos maiores empresários"

A Associação Empresarial de Portugal (AEP) lembra o ex-presidente do conselho de administração da Sonae como uma "figura de grande relevância e um dos maiores empresários portugueses das últimas décadas".

Além disso, "destacou-se pelo seu papel de gestor, nos negócios, na cultura e na identidade e valores que deixa para sempre ao mundo empresarial", ao construir um "império multifacetado".

Belmiro de Azevedo foi sócio honorário da AEP e foi agraciado com a Medalha de Honra, pelo reconhecimento da "defesa dos interesses das empresas e da economia nacional".

António Mota diz que morte do empresário é "uma perda para Portugal"

O presidente da Mota-Engil, António Mota, referiu que Belmiro de Azevedo era "um homem de uma capacidade invulgar", a quem "ninguém conseguia ficar indiferente", e considerou a sua morte "uma perda enorme para Portugal".

António Mota destacou ainda o facto de Belmiro de Azevedo ter criado "um grupo que consolidou ao longo do tempo".

Conselho Metropolitano do Porto fala em "perda para o país mas sobretudo para a região"

"O engenheiro Belmiro de Azevedo antes de representar um símbolo para o país, representa um símbolo para a região Norte do país, de onde nunca saiu", disse o presidente do Conselho Metropolitano do Porto, Eduardo Vítor Rodrigues, comentando que o empresário manifestava "orgulho em dizer" que era do Norte.

O presidente do CmP recordou que Belmiro de Azevedo estabeleceu a empresa Sonae na Maia e que "tinha uma relação forte com o Porto", bem como "empreendeu em Vila Nova de Gaia um dos primeiros centros comerciais de referência", tendo "revolucionado o setor de distribuição".

"É uma perda para o país, mas é uma perda muito especifica para a região que precisa de gente como o engenheiro Belmiro de Azevedo, que espero que sirva de inspiração para muitos outros que continuam a trabalhar pela região", disse também presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia.

Eduardo Vítor Rodrigues descreveu Belmiro de Azevedo como "um impulsionador, um modelo de empreendedorismo" e "modelo de grande eficácia do ponto de vista económico e do ponto de vista empresarial", deixando uma "sentida homenagem".

CDS-PP lembra "empreendedor ímpar"

"Foi um empresário e empreendedor ímpar em Portugal. Foi alguém que mudou muito o setor da distribuição, mas que depois fez um conjunto de investimentos no setor da comunicação social", disse o deputado Luís Pedro Mota Soares, em declarações aos jornalistas na Assembleia da República, em Lisboa.

Para o deputado centrista, o fundador da Sonae "demonstrou sempre que acreditava nas empresas portuguesas, demonstrou sempre uma fortíssima aposta na internacionalização da economia, na inovação, na qualificação dos seus quadros".

PSD recorda um dos "mais marcantes" empresários portugueses

"O falecimento do senhor engenheiro Belmiro de Azevedo é uma trágica perda para a sociedade portuguesa pelo que o PSD expressa à sua família, amigos e ao Grupo Sonae o seu mais profundo pesar", lê-se numa nota dos sociais-democratas.

O PSD recorda que a "genialidade empresarial e empreendedora" de Belmiro de Azevedo levou à edificação de um grupo económico com forte expressão internacional, que atua nos mais diversos setores de atividade.

"O Grupo Sonae é hoje um dos mais proeminentes empregadores nacionais e um centro de criação de riqueza e de promoção do desenvolvimento social e económico nacional", é ainda referido na mesma nota.

Fernando Gomes lamenta perda de um "exemplo" para o país

O presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Fernando Gomes, manifestou "grande pesar" pelo falecimento do empresário Belmiro de Azevedo, lamentando a perda de um "exemplo" para o país.

"É na verdade a perda de um Homem inigualável, um lutador, com um percurso de vida fantástico, nobre e de grande exemplo para todos nós, com vastos conhecimentos e experiências que enriqueciam quem com ele tinha o privilégio de conviver", disse o dirigente.

Na mensagem de pesar, Fernando Gomes testemunha "profunda admiração pessoal pelo seu empreendedorismo e pela sua visão de uma sociedade mais justa e desenvolvida".

"O seu legado empresarial, a sua responsabilidade social e a sua filantropia, estou certo, serão motivos de orgulho para todo o país", completou, assumindo o seu "grande pesar" num "momento difícil e de dor".

F. C. Porto lembra antigo atleta, dirigente e sócio há 55 anos

O Futebol Clube do Porto lamentou a morte de Belmiro de Azevedo, antigo dirigente, atleta e sócio do clube há 55 anos, com uma nota de condolências à família e amigos do empresário.

"O F. C. Porto envia condolências à família e amigos de Belmiro Mendes de Azevedo, ex-dirigente e atleta do clube, que faleceu esta quarta-feira, no Hospital da CUF, no Porto, aos 79 anos", refere o clube na sua página oficial.

O clube lembrou que o antigo "chairman" do grupo Sonae "era o sócio 1714" dos dragões, há 55 anos, que já lhe tinha valido a distinção com a roseta de ouro, além de ter sido andebolista do F. C. Porto e dirigente da secção de natação.

A finalizar a nota, o clube portista assinala que a bandeira do clube foi colocada a meia haste.

Ministro da Economia evoca empresário "muito inovador"

O ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, aludiu à morte do empresário Belmiro de Azevedo como "uma grande perda para Portugal", sublinhando que o ex-líder do grupo Sonae foi "muito inovador" em termos de gestão e que o grupo Sonae "afirmou Portugal no estrangeiro".

Em Braga, à margem de uma visita a uma fábrica de torneiras, o ministro endereçou ainda "condolências" aos três filhos de Belmiro de Azevedo.

"Acho que a sociedade portuguesa tem muitos aspetos de gratidão para com ele", acrescentou.

Santana agradece a Belmiro o que fez por Portugal

"Quero manifestar o meu pesar pela morte de uma pessoa que tanto deu a Portugal, tanto contribuiu para a economia portuguesa, para o emprego de muitos portugueses e que tinha uma visão que ultrapassou em muito as nossas fronteiras", afirmou Santana Lopes, em declarações aos jornalistas no final de uma audiência com a Confederação do Turismo de Portugal.

O candidato à liderança do PSD apontou o empresário como "um exemplo" do que quer fazer no país, defendendo que "os portugueses têm de se habituar cada vez mais a respeitar os grandes empresários, os grandes empreendedores".

"Para além de apresentar à sua família, naturalmente, o meu sentimento de pesar, quero dizer que, como português, agradeço muito a Belmiro de Azevedo tudo o que ele fez a Portugal", afirmou.

Rui Nabeiro recorda "homem extraordinário", "um exemplo" para empresários

O empresário Rui Nabeiro, fundador do grupo Delta Cafés, lamentou a morte de Belmiro de Azevedo, lembrando "um homem extraordinário" e "um exemplo em Portugal para todos os empresários".

Em declarações à Lusa, Rui Nabeiro disse que foi "com muita tristeza" e com "um grande abalo" que recebeu a notícia, sublinhando que era "um homem extraordinário, que lutou e que soube lutar".

"É um exemplo em Portugal para todos os empresários, que procurou trabalho e procurou dar trabalho. Foi um grande criador", disse ainda Nabeiro, acrescentando que fica agora "muita saudade".

Presidente da CIP recorda "um grande amigo, empresário e criador de riqueza"

O presidente da CIP - Confederação Empresarial de Portugal, António Saraiva, recordou Belmiro de Azevedo como um "grande amigo, empresário e criador de riqueza".

"Recordo o engenheiro Belmiro de Azevedo pela sua frontalidade e pela sua assertividade. Ao mesmo tempo que era uma pessoa afável, não deixava de ser direto, frontal, porque não estava refém deste ou daquele poder. Tinha o condão de chamar as coisas pelos nomes e de por o dedo na ferida mas, sobretudo, recordo-o como um grande amigo, empresário e como um criador de riqueza", destacou António Saraiva à Lusa.

"Gostaríamos que a sua experiência e o seu exemplo pudessem ser replicados, para que o país pudesse, mais rapidamente, alvejar o crescimento que todos desejamos", concluiu o dirigente.

Ministro da Cultura elogia ligação entre negócios e Artes

Numa nota de pesar, o ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, lembrou o antigo dirigente da Sonae como uma pessoa "com uma notável capacidade de trabalho, (que) soube compatibilizar a sua dedicação aos negócios com o interesse pelas áreas da Cultura, da Educação, das Artes e da Solidariedade, que expressou através da constituição da Fundação com o seu nome, em 1991".

"O homem que elogiava a mudança e que dizia não acreditar num futuro sem trabalho, contribuiu também para a formação de um jornal diário e de referência no panorama nacional", declarou o ministro, que recordou a fundação do jornal Público.

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