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As recomendações da DGS às empresas: termómetros, máscaras e mais higiene

As recomendações da DGS às empresas: termómetros, máscaras e mais higiene

A Direção-Geral da Saúde aconselha as empresas a promover a auto-medição da temperatura pelos trabalhadores, reforçar a desinfeção das superfícies nos locais de trabalho e reorganizar equipas para garantir a distância de segurança entre funcionários.

Num documento elaborado no âmbito do Programa Nacional da Saúde Ocupacional, a DGS informa empresas e trabalhadores sobre de que forma devem ser concretizadas medidas de prevenção da Covid-19.

Entre as várias medidas, está o reforço da higiene das mãos - com paragens durante o horário de trabalho (por lembrete, por exemplo) para os trabalhadores lavarem ou desinfetarem as mãos - e a higienização de superfícies, mobiliário e objetos de contacto frequente (maçanetas, interruptores, teclados e telefones), , uma vez por dia ou após cada utilização conforme os casos. Os produtos usados para a desinfeção devem ser disponibilizados pelas empresas.

Deve ainda ser mantida a distância de segurança de dois metros entre pessoaspara espaços interiores e pelo menos um metro para o exteriores, devendo as empresas estabelecer "a utilização de máscaras sempre que os trabalhadores tenham sinais ou sintomas respiratórios (estejam constipados ou tenham tosse) e trabalhem em espaços interiores com outros trabalhadores", refere o documento. A empresa deve ainda garantir o equipamento de proteção individual necessário a cada trabalhador, em função das tarefas que cada um desempenha, e promover exercícios práticos sobre a sua correta colocação e remoção.

As empresas devem também optar pelo teletrabalho sempre que tal seja possível, reorganizar os espaços para garantir a distância de segurança entre trabalhadores,definir fluxos de entrada e saída das instalaçõese programar o trabalho com equipas pequenas.

A DGS aconselha ainda a definição de regras para uso dos espaços comuns, como salas de reuniões, refeitórios e elevadores, e diz que as empresas devem sempre privilegiar reuniões não presenciais (por videochamada).

Para os que não podem, em trabalho, manter a distância recomendada, a DGS aconselha a utilização de barreiras físicas como janelas de vidro ou acrílico e/ou postigo entre trabalhador e utente/cliente/público, além da "ventilação reforçada da área de trabalho, incluindo pela abertura de janela".

As empresas que têm atendimento ao público devem dar preferência à marcação prévia e criar circuitos específicos para as pessoas e todas devem disponibilizar máscaras sociais/comunitárias a visitantes, fornecedores e clientes/utentes da empresa ou instituir o uso obrigatório a quem se desloca às suas instalações.

A DGS aconselha ainda a não usar equipamento de ar comprimido na limpeza, pelo risco de recirculação de aerossóis e/ou de projeção de poeiras com partículas.

Caso seja identificado um trabalhador com Covid-19, caberá à autoridade de saúde, "em articulação com o médico do trabalho da empresa, identificar os respetivos contactos e adotar medidas de descontaminação que evitem a transmissão da doença", refere a DGS, que aconselha as empresas a sensibilizarem os trabalhadores para procederem diariamente à auto-medição da temperatura corporal e confirmarem a ausência de tosse persistente ou de dificuldade respiratória, antes de iniciarem a jornada laboral. Para isso a empresa terá de adquirir termómetros, preferencialmente, digitais ou por infravermelhos, de forma a evitar o contacto cutâneo.

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