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As redes quando nascem não são para todos

As redes quando nascem não são para todos

Autarcas sem Internet, estradas que cortam o "pio", empresas perdidas e aldeias sem voz. As telecomunicações no Interior continuam devagar, devagarinho, confirmam os estudos.

É possível um presidente de Câmara não ter Internet e rede de telemóvel no seu gabinete? Em Miranda do Douro foi, durante algum tempo, no espaço da presidência e no resto dos Paços do Concelho. "Tivemos de reclamar com o operador para arranjar uma solução extraordinária, mas não foi fácil, porque nesta região, em matéria de telecomunicações, é tudo difícil", desabafa Artur Nunes, líder camarário e da Comunidade Intermunicipal (CIM) das Terras de Trás-os-Montes. A voz que amplifica as queixas das deficientes infraestruturas digitais que existem no Interior e nesta região que inclui nove municípios do distrito de Bragança e onde residem 110 mil pessoas.

Convém é que as queixas não sejam feitas em andamento. "Não temos cobertura nas estradas, nem mesmo nas principais. Quando vou no IP2 ou no IC5, tenho de ligar seis e sete vezes para a mesma pessoa porque a chamada está sempre a cair devido às quebras na rede", conta Artur Nunes.

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