Pandemia

As seis freguesias de Sintra que vão continuar em estado de calamidade

As seis freguesias de Sintra que vão continuar em estado de calamidade

O presidente da Câmara Municipal de Sintra, Basílio Horta, manifestou-se confiante com a estratégia encontrada pelo Governo para controlar os casos da covid-19 no município, que contempla uma vigilância ativa em seis freguesias urbanas.

Esta terça-feira, o ministro da Administração Interna avançou aos jornalistas que já estavam identificadas as freguesias da Área Metropolitana de Lisboa que vão continuar em situação de calamidade para conter os casos de covid-19, que têm sido significativos na região.

Segundo Eduardo Cabrita, são todas as freguesias dos concelhos da Amadora (seis) e de Odivelas (quatro), seis do concelho de Sintra, duas de Loures (União das Freguesias de Camarate/Unhos/Apelação e Sacavém/Prior Velho) e uma de Lisboa (Santa Clara).

Em relação ao concelho de Sintra, o autarca Basílio Horta indicou que Queluz/Belas, Massamá/Monte Abraão, Cacém/São Marcos, Agualva/Mira Sintra, Algueirão-Mem Martins e Rio de Mouro serão os territórios que irão ser alvo de uma maior atenção por parte das autoridades de saúde e da proteção civil para conter os surtos da covid-19.

"São as freguesias urbanas do nosso concelho, onde existe uma maior concentração populacional e que necessita de um maior acompanhamento. Estamos a falar de cerca de 300 mil pessoas", referiu à agência Lusa o presidente da Câmara Municipal de Sintra, Basílio Horta (PS).

O plano de intervenção em 19 freguesias dos cinco concelhos da Área Metropolitana de Lisboa mais afetados pelo surto da covid-19 foi apresentado na segunda-feira, após uma reunião entre o primeiro-ministro, António Costa e os autarcas de Lisboa, Sintra, Amadora, Odivelas e Loures.

Para controlar a expansão da pandemia nessas freguesias o Governo vai desenvolver um programa designado Bairros Saudáveis, que "visa desenvolver projetos comunitários de reforço da prevenção nas áreas residenciais que têm sido mais afetadas".

Neste âmbito, o executivo defende uma articulação mais forte entre municípios e autoridades de saúde, para encurtar os prazos de notificação dos resultados de testes à covid-19 e dos inquéritos epidemiológicos, assim como reforçar as visitas de vigilância de pessoas em confinamento domiciliário.

"Da nossa parte vemos com bons olhos. É um excelente método e temos pena que não tivesse sido implementado há mais tempo", sublinhou o autarca de Sintra.

Além desta vigilância mais ativa em algumas freguesias, o Governo vai aplicar medidas mais restritivas em toda a Área Metropolitana de Lisboa, nomeadamente a proibição da venda de bebidas e consumo na via pública e o encerramento mais cedo dos estabelecimentos comerciais, à exceção dos restaurantes.

Além de repor o limite máximo de 10 pessoas por ajuntamento, o Governo vai aprovar um diploma que prevê contraordenações para quem desobedecer, com o reforço das forças de segurança na rua, permitindo "a autuação de quem organize ou de quem participe de ajuntamentos que não sejam permitidos".

"Sobre a questão dos ajuntamentos posso dizer que tínhamos muitas queixas, mas até aqui nem a PSP nem a GNR podiam atuar. Agora podem fazê-lo. Penso que isso é muito positivo", considerou Basílio Horta.

A esse propósito, o autarca de Sintra referiu que já foram encerrados 37 estabelecimentos comerciais no município pelo incumprimento de várias normas de segurança e admitiu o encerramento de mais.

Nesse sentido, Basílio Horta adiantou que a autarquia está a fazer uma avaliação, relativamente ao cumprimento das regras de distância de segurança e de horário, e que entregará uma lista à delegada de saúde.

Entretanto, o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Duarte Cordeiro, explicou, esta terça-feira, que a Saúde Pública vai partilhar responsabilidades com a Proteção Civil no que diz respeito à vigilância das medidas mais restritivas impostas pelo Governo em algumas freguesias da Área Metropolitana de Lisboa (AML).

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