Balanço

As vítimas portuguesas do coronavírus: mais novo tinha 52 anos e mais velho 97

As vítimas portuguesas do coronavírus: mais novo tinha 52 anos e mais velho 97

Número de infetados sobe para 2060, destes 165 são profissionais de saúde. SNS e privados com capacidade para fazer quatro mil testes por dia.

As 23 mortes atribuídas ao novo coronavírus ocorreram em pessoas ente os 52 e os 97 anos, revelou o Ministério da Saúde ao JN. A média de idades fixou-se nos 69 anos e todas as pessoas que morreram sofriam de morbilidades. Ou seja, tinham outras doenças associadas que contribuíram para a sua morte.

Em 24 horas, o número de vítimas mortais subiu de 14 para 23, mais nove, ao passo que o de pessoas infetadas pelo novo coronavírus subiu de 1600 para 2060 (mais 460 casos). Entre estes encontram-se 165 profissionais de saúde (8% do total de doentes).

O número foi avançado pelo secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, na conferência de Imprensa de ontem. Foi a primeira vez que a tutela revelou estes dados. São 82 médicos, 37 enfermeiros e 46 de outras atividades, como assistentes operacionais e técnicos. De fora ficou o número de profissionais que estão entre os casos suspeitos e o dos que aguardam resultado laboratorial.

O IPO do Porto, por exemplo, tinha ontem à tarde "perto de 80 profissionais de saúde em quarentena", entre médicos, enfermeiros e assistentes operacionais, revelou, ao JN, Rui Henrique, presidente do Conselho de Administração. A maioria está sob vigilância por contactos com pessoas infetadas, fora do IPO.

Mas também há casos internos. Anteontem, uma enfermeira deu positivo para Covid-19, o que implicou colocar 33 profissionais de quarentena.

Miguel Guimarães, bastonário da Ordem dos Médicos, diz que estes números significam que "os equipamentos de proteção pessoal não estão a ser utilizados em alguns sítios". "Se nós não começarmos a fazer testes em massa aos profissionais de saúde, não vamos conseguir separar uma área Covid-19 de uma área não Covid-19 e a infeção vai circular mais na comunidade".

Milhões de máscaras

O Norte continua a ser a região mais atingida. De 825 casos passou para 1007 (49% do total nacional) e passou de cinco para nove mortos. Mas foi em Lisboa e Vale do Tejo que o aumento percentual foi maior: 38%. O número de mortos duplicou de quatro para oito.

Lacerda Sales adiantou que também ontem partiu em direção à China um avião para recolher material, incluindo "dois milhões de máscaras cirúrgicas, dois milhões de máscaras FPP2, e 50 mil zaragatoas", para testar a doença.

Sobre os exames, o secretário de Estado revelou que o Serviço Nacional de Saúde tem capacidade para realizar 2500 testes por dia e os privados mais 1500. Existem ainda em stock 20 mil testes. "Estamos a aumentar a capacidade de testagem", disse.

De acordo com o secretário-geral da Organização Mundial de Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, a pandemia está a acelerar. Mas considera que esta pode ser combatida, através de táticas de ataque agressivas e direcionadas: isolando os infetados, tratando os que precisam e monitorizando as redes de contacto.

TIPOS DE MÁRCARAS

Cirúrgicas

Destinam-se a proteger as outras pessoas, filtrando as partículas emitidas por quem as está a usar. Deve ser trocada quando se muda de ambiente ou se ficar húmida devido à respiração.

FPP2

Também são máscaras cirúrgicas. A principal diferença, além do aspeto, é a capacidade de filtragem que é maior. São recomendadas quando são aplicadas medidas de isolamento e outras precauções no caso de doenças transmissíveis.

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