OE2022

Associação da GNR admite avançar com protestos de rua

Associação da GNR admite avançar com protestos de rua

A Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) admitiu, esta sexta-feira, realizar vários protestos este ano, como manifestações de rua, tendo em conta que o Orçamento do Estado "não contempla nada de importante" para as forças de segurança.

"Não temos outra alternativa se não a luta de rua, já que não temos o direito à greve", disse à agência Lusa o presidente da APG, César Nogueira, considerando que o Orçamento do Estado para 2022 hoje aprovado deixa de fora questões importantes para as forças de segurança, principalmente para a Guarda Nacional Republicana.

César Nogueira afirmou que a APG "ainda não tem nada decidido" sobre os protestos, aguardando apenas pelas conclusões da primeira reunião que os dirigentes da associação vão ter com o ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, que espera que seja em junho.

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O presidente da associação mais representativa da GNR lamentou também que nos discursos de hoje do Governo na Assembleia da República "não tenha existido uma única palavra para as forças e serviços de segurança".

Em comunicado, a APG repudia igualmente a postura da maioria parlamentar e do Governo de chumbar todas as propostas que apontavam para a valorização remuneratória dos profissionais da GNR, do reconhecimento efetivo do desgaste e risco da missão de segurança pública ou melhoria das condições de serviço.

"Conte o Governo com uma legislatura de luta, de protesto, de crescimento da dinâmica reivindicativa", precisa a APG.

Entre as exigências dos militares da GNR estão, segundo a APG, aumento da tabela remuneratória única e do subsídio de refeição, revisão do sistema remuneratório da Guarda e da generalidade dos suplementos, revogação do sistema de avaliação, identificação da profissão como sendo de risco e desgaste rápido, bem como a atribuição de um subsídio de risco digno, horário de trabalho de 35 horas semanais e redução da quotização para o sistema de saúde da GNR para 1,5% e incidência sobre 12 meses.

CMP

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