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Associação nasce para melhorar saúde das mães negras

Associação nasce para melhorar saúde das mães negras

Sete mulheres dos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa) e do Brasil juntaram-se e fundaram a Associação Samane - Saúde das Mães Negras e Racializadas no final do mês passado. Depois de, há cerca de duas semanas, uma mulher indiana ter morrido após o parto e durante uma transferência entre dois hospitais públicos em Lisboa, as ativistas querem saber o que é que o Governo está a fazer para melhorar a saúde materna das mulheres negras e racializadas em Portugal e diminuir o número de mortes nos partos. E prometem contribuir com propostas.

"O nosso objetivo é ajudar a repensar as políticas que são feitas e colaborar no que pode ser mudado. Queremos fazer parte da solução", explica, ao JN, Carolina Coimbra, fundadora da associação. Carolina é doula, profissional que acompanha mulheres grávidas antes e depois do parto, e está preocupada com o aumento da taxa de mortalidade materna, segundo os dados mais recentes da Direção-Geral de Saúde.

"Sabemos que esta taxa é três vezes superior nas mulheres imigrantes e que aquelas que têm morrido mais são as do PALOP, da Índia, do Nepal e do Bangladesh. Queremos perceber o que é que será feito para evitar estas mortes, porque as mulheres estrangeiras não vão parar de vir", alerta a ativista, assinalando que tem recebido cada vez mais testemunhos de violência e de racismo obstétrico.

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