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Associação pede à ministra da Saúde que se demita

Associação pede à ministra da Saúde que se demita

A Associação Nacional de Emergência e Proteção Civil (APROSOC) enviou uma carta aberta à ministra da Saúde, Marta Temido, na qual pede à governante que apresente a demissão. A atuação do INEM é o alvo principal das críticas.

A APROSOC acusa a ministra da Saúde de "total falta de estratégia" e de "navegação à vista" na gestão da pandemia de covid-19.

Numa carta aberta enviada a Marta Temido, divulgada esta segunda-feira, a associação pede à governante que se demita, "dando oportunidade a alguém que revele competências ao invés de experimentalismo que tantas vidas tem ceifado nesta emergência pandémica".

A atuação do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), quer na gestão dos doentes quer na polémica sobre a utilização das vacinas contra a covid-19, dadas a pessoas não prioritárias, é o alvo das críticas da APROSOC.

Os responsáveis consideram que o INEM devia ter "uma sala de situação com um sistema de triagem de catástrofe", capaz de evitar o que aconteceu no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, mais concretamente a acumulação de ambulâncias à porta do serviço de urgência para doentes respiratórios.

Situação que levou à instalação de uma pré-triagem de campanha, modelo que está a ser replicado por outros hospitais da região de Lisboa e Vale do Tejo, como o Garcia de Orta, em Almada.

A APROSOC considera que o INEM não foi capaz de se adaptar "às necessidades que a situação exige" e sugere o recurso ao Ministério da Defesa, para criar uma sala de situação, deixando os Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) para a resposta "a demais situações de trauma e doença súbita que continuam a ocorrer.

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