Política

Assunção Cristas confirma voto contra no Orçamento do Estado do próximo ano

Assunção Cristas confirma voto contra no Orçamento do Estado do próximo ano

A presidente cessante do CDS-PP, Assunção Cristas, confirmou esta terça-feira que o seu partido votará contra a proposta de Orçamento do Estado para 2020 e considerou que essa é uma posição que não provoca divisões internas.

Assunção Cristas falava no Palácio de Belém, em Lisboa, após uma reunião com o Presidente da República, em que esteve acompanhada pela líder parlamentar e vice-presidente da Comissão Executiva do CDS-PP, Cecília Meireles, e pelo deputado Telmo Correia, presidente da Mesa do Conselho Nacional dos democratas-cristãos.

Quanto à posição que o CDS-PP transmitiu a Marcelo Rebelo de Sousa em relação à proposta de Orçamento do Estado para 2020, confirmou: "Votaremos contra. Este é um orçamento no qual nós não nos revemos".

Interrogada se admite que o seu sucessor possa ter uma posição diferente nesta matéria, Assunção Cristas respondeu: "O CDS está em transição, como sabem. Teremos o nosso congresso no final de janeiro do próximo ano, 2020. Não creio que esta questão orçamental seja uma que divida o CDS".

A líder cessante dos democratas-cristãos começou por referir aos jornalistas que teve "uma agradável conversa" com o Presidente da República, "num momento também de transição" para o seu partido, que serviu para "desejar as boas festas, um santo Natal, também boas entradas em 2020" e para "tecer alguns comentários a propósito do Orçamento do Estado".

Questionada se abordou outros temas com o chefe de Estado nesta reunião, que durou cerca de uma hora, Assunção Cristas disse que se falou sobretudo do orçamento para 2020, "que é o tema do momento", mas que "também foi um tempo de balanço e de conversa sobre esta legislatura que começa".

"É um orçamento que nós entendemos que não serve os interesses do país, que vive mais uma vez de um aumento da carga fiscal, que, num cenário internacional de grande incerteza quanto ao crescimento económico, não mostra ter ferramentas apropriadas para nos podermos preparar para isso", criticou, observando: "Mas não é nada a que, infelizmente, não estejamos já habituados".

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG