Operação Marquês

Atitude de Sócrates "corrói o funcionamento da vida democrática", lamenta Medina

Atitude de Sócrates "corrói o funcionamento da vida democrática", lamenta Medina

O autarca socialista deixou esta terça-feira duras críticas ao comportamento de José Sócrates, defendendo que as ações do antigo primeiro-ministro contribuem para o "sentimento de desconfiança e descrença na sociedade portuguesa e na relação entre eleitores e eleito".

O presidente da câmara municipal de Lisboa quebrou esta terça-feira o silêncio entre os socialistas quanto à decisão de Ivo Rosa de ilibar José Sócrates de 25 crimes no âmbito da Operação Marquês.

No seu espaço de comentário semanal na TVI24, Fernando Medina defendeu que as acusações que recaem sobre o antigo primeiro-ministro de recebimento de "avultadas quantias financeiras" sem justificação provocam um "rompimento de laços de confiança" e marcam "de forma profundamente negativa o sentimento de bem-estar e confiança na sociedade portuguesa".

Além disso, notou, "corroem o funcionamento da vida democrática".

"O que aconteceu é um facto da maior gravidade e singularidade", sublinhou. "Independentemente da natureza mais ou menos extensa do crime, sabemos que é um crime em exercício de funções com uma moldura penal significativa de cerca de 12 anos", acrescentou, lamentando que a situação gere "um profundo sentimento de desconfiança e descrença na sociedade portuguesa e na relação entre eleitores e eleito".

De referir que José Sócrates chegou, na passada sexta-feira, ao Campus da Justiça acusado de 31 crimes, mas, após a leitura da decisão instrutória de Ivo Rosa, será julgado apenas por seis crimes, três de branqueamento de capitais e três de falsificação de documentos.

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