Elisa Ferreira

Atraso na posse do Governo não põe em causa fundos europeus

Atraso na posse do Governo não põe em causa fundos europeus

A comissária europeia para a Coesão e Reformas, Elisa Ferreira, garantiu, esta sexta-feira, em Bragança, que Portugal "não está numa situação crítica" em relação aos fundos estruturais e de investimento devido ao atraso na tomada de posse do novo Governo.

Ainda assim, alertou que "o importante é que não se passe o ano de 2022 sem dar saltos importantes na negociação do quadro [comunitário ] de 2030", disse em Bragança, onde participou na Conferência sobre o Futuro da Europa.

Elisa Ferreira observou que o país ainda está dentro do prazo para programar o quadro comunitário 2030, pois, até agora, só um país da União Europeia, a Grécia, "fechou completamente" as negociações. "Fizemos esses contratos e os acordos de parceria plurianuais de 21/27", concretizou, acrescentando que "convém que seja acelerado" para cessar as negociações do PT 2030 ainda este ano.

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"Não há nenhuma situação crítica", sustentou Elisa Ferreira, defendendo a necessidade de fazer uma discussão pública sobre o que se quer fazer no que respeita "às verbas reforçadas".

Aproximar do Interior
Portugal não está sem verbas europeias, pois "beneficiou de fundos de emergência e de fundos estruturais que foram reprogramados", além de que foi permitido "que fossem usados excecionalmente" para fazer face a despesas relacionadas com covid-19. "Também ainda estão a ser aplicados fundos decorrentes do reforço feito ao quadro [comunitário] anterior, 2014-20. Tem dinheiro, mas tem de ser terminado", vincou.

Já a secretária de Estado dos Assuntos Europeus, Ana Paula Zacarias, defendeu a importância de aproximar a Europa dos territórios do Interior, como Bragança, "para que esta realidade local seja levada até Bruxelas".

A plateia, ocupada, sobretudo, por jovens, falou da necessidade de criar emprego para fixar população nos concelhos periféricos, onde, muitas vezes, até o acesso à internet é difícil ou inexistente. Estas propostas dos cidadãos serão entregues aos responsáveis europeus, "para que se possam transformar em alterações legislativas", afirmou Ana Paula Zacarias.

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