Conselho Nacional

Atrasos e polémica com voto secreto em dia de decisões no CDS

Atrasos e polémica com voto secreto em dia de decisões no CDS

O Conselho Nacional do CDS, marcado para este sábado, promete estar para durar. O líder, que tinha uma declaração agendada para as 11 horas, ainda não falou. A reunião está envolta em polémica devido às possibilidade de o voto da moção de confiança não ser secreto.

Para já, foi votada a manutenção da ordem de trabalhos. Dos 241 conselheiros inscritos na reunião online, 143 votaram para manter a agenda prevista - e cujo ponto único é a moção de confiança apresentada pelo presidente do partido, Francisco Rodrigues dos Santos, na sequência do desafio público de Adolfo Mesquita Nunes para a realização de um congresso extraordinário, mostrando-se disponível para desafiar a liderança do partido.

Houve ainda 20 votos contra e 25 abstenções. Os restantes conselheiros, afetos a Adolfo Mesquita Nunes - cuja intenção é conseguir a marcação de um congresso para disputar a liderança do CDS -, recusaram votar, alegadamente em protesto por, ao contrário do que tinha sido decidido pelo Conselho de Jurisdição do partido, a votação da moção poder não ocorrer de forma secreta.

A votação sobre a ordem de trabalhos ficou apenas concluída por volta das 15 horas. O Conselho Nacional decidiu, depois, por maioria, que os jornalistas poderão ter acesso às intervenções dos conselheiros. Nessa votação, houve 52 votos contra e uma abstenção.

Também este assunto gerou alguma polémica: embora os órgãos de comunicação social presentes na sede do CDS, em Lisboa, não tenham podido assistir aos trabalhos até cerca das 16 horas, um jornal online estava a publicar, desde manhã, várias informações detalhadas sobre a reunião.

PUB

Ao que o JN apurou, vários conselheiros, entre eles os membros e partidários da direção de Rodrigues dos Santos, pretendiam que os jornalistas tivessem acesso ao debate. No entanto, o facto de ter havido membros com a opinião contrária obrigou a que esse ponto também tivesse sido votado.

Adolfo quer voto secreto

O maior foco de polémica, contudo, prende-se com a forma de votação da moção. O Conselho de Jurisdição tinha dado um parecer no sentido de que esse processo decorresse de forma secreta, mas a Mesa do Conselho Nacional ainda não deu garantias disso. Os apoiantes de Mesquita Nunes não terão escondido o seu desagrado.

Segundo o JN apurou, os trabalhos deverão estender-se até de madrugada.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG