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Audição do Banco Central Europeu ameaça arrastar lei "anti-Centeno"

Audição do Banco Central Europeu ameaça arrastar lei "anti-Centeno"

O PS está a ultimar uma lista de audições que ameaça arrastar a discussão da lei "anti-Centeno". Ao JN, destacou a do Banco Central Europeu (BCE) como "obrigatória" e prometeu uma proposta "até ao final da próxima semana". Mas o PAN, autor do projeto de lei, nega essa obrigatoriedade, acusando o PS de travar o processo.

André Silva, deputado do PAN, espera que, quarta-feira, se decida "abdicar das audições" e haja tempo para impedir a passagem de Mário Centeno das Finanças para o lugar de governador do Banco de Portugal (BdP). Sobretudo quando aceita reduzir o período de nojo para conseguir o apoio do PSD.

"A audição do Banco Central Europeu é obrigatória. Vamos convidá-lo a participar presencialmente na comissão", referiu ao JN João Paulo Correia, vice-presidente da bancada do PS.

João Paulo Correia diz que o PS apresentará uma proposta "até ao final da semana". Antes disso, quarta-feira há uma reunião da comissão de Orçamento e Finanças. A esperança do PS recai nas esquerdas, para que, pelo menos nesta fase, viabilizem as audições. O BE foi dizendo ser preciso cumprir os mínimos da discussão, mesmo tendo votado a favor do projeto do PAN, enquanto o PCP se absteve. O projeto foi aprovado na generalidade com um período de nojo de cinco anos para quem tenha desempenhado funções no Executivo poder ser governador do BdP.

André Silva, deputado do PAN, contraria o PS. "Não é verdade que seja obrigatório ouvir o Banco Central Europeu. É obrigatório para eles", reagiu ao JN. "Em vários processos legislativos, decidiu-se não realizar audições", recorda.

Votar em plenário dia 26?

André Silva acusa o PS de "tudo fazer para travar o processo legislativo". E espera que "os partidos decidam quarta-feira abdicar das audições". Para o PAN, não há "impedimento que não seja a falta de vontade política para que esteja na mesa do presidente da República antes do fim do mandato". O de Centeno no Eurogrupo termina dia 12 de julho e o de Carlos Costa no BdP poucos dias antes.

"É perfeitamente possível o processo estar concluído a 26 de junho, com votação em plenário", diz André Silva, esperando luz verde de Belém. Aceita reduzir o período de nojo para três anos. "Cinco era razoável", diz, mas para Rio é excessivo.

Os prazos do PAN

André Silva prevê que quarta-feira a comissão decida que o prazo para propostas de alteração é o fim da semana, que a 22 ou 23 reúna para votações e que o plenário seja dia 26.

Marcelo recorda casos

Marcelo já remeteu uma eventual nomeação de Centeno no BdP para o Governo e recordou que governantes do PSD fizeram essa mesma passagem.

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