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Aumentos da função pública vão ser "repensados", diz Centeno

Aumentos da função pública vão ser "repensados", diz Centeno

O ministro das Finanças estimou, esta terça-feira, que o Estado terá perdas de receita na ordem dos 10 mil milhões de euros em 2020 devido à covid-19. Por esse motivo, os aumentos salariais previstos para o próximo ano na função pública poderão não ver a luz do dia.

"Vai ter de ser tudo repensado", disse Mário Centeno em entrevista à TSF. O ministro revelou que a perda de receitas estatais "vai ser muito próxima dos 10 mil milhões de euros até final do ano", pelo que há que ter a "humildade" para refazer planos.

O "plano B" passa por elaborar um orçamento suplementar, que Centeno assegura não colocar em causa todo o Orçamento de Estado (OE). Essa retificação irá rever situações como o financiamento da Saúde e da Segurança Social, de modo a adequar esses "plafonds" à pandemia atual. Ao mesmo tempo, continuará a ser seguida a via das cativações.

No entanto, estas mudanças não colocam em causa o aumento extraordinário das pensões: "o OE é para cumprir", referiu Centeno, parafraseando António Costa.

"Isto é o contrário de austeridade"

O ministro que tutela a pasta das Finanças disse que a solução que tem sido seguida "é o contrário de austeridade", sem "cortes na despesa e aumentos de impostos". No entanto, ressalva que "o que aí vier depende do caráter mais ou menos temporário desta recessão".

Centeno vincou ainda a importância da resposta europeia à crise para que Portugal e os restantes países da União Europeia possam superar a situação atual da melhor forma possível.

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