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Autarca do Seixal: Alcochete "é decisão de futuro", "perderam-se 12 anos"

Autarca do Seixal: Alcochete "é decisão de futuro", "perderam-se 12 anos"

Joaquim Santos, presidente da Câmara Seixal, diz que a decisão de António Costa "é estranha e revela desorientação".

"Em 2008, o Campo de Tiro de Alcochete foi a única localização com avaliação ambiental aprovada e esteve válida até 2020, ganhou à Ota. Podia ter avançado em 2010. Perderam-se 12 anos", disse Joaquim Santos, presidente da Câmara Seixal, no Fórum da TSF.

A opção de Alcochete anunciada por Pedro Nuno Santos "é uma decisão acertada. O Campo de Tiro de Alcochete é uma decisão de futuro", defende.

"A decisão do primeiro-ministro vem pôr em causa a decisão do ministro das Infraestruturas, o que é estranho e revela desorientação", acrescentou.

A construção do novo aeroporto de Lisboa "é um dossier importante, a decisão deve ser ponderada. É preciso que essa opção seja suportada por avaliação técnica".

"Fui chamado para reuniões há cerca de dois anos com o governo mas agora não fomos chamados", revelou ainda o autarca do Seixal.

O primeiro-ministro, António Costa, ordenou a revogação do despacho publicado, quarta-feira, que previa uma solução de dois aeroportos para substituir o Humberto Delgado, em Lisboa.

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O comunicado, que desautoriza o ministro das Infraestruturas Pedro Nuno Santos, acrescenta que "compete ao primeiro-ministro garantir a unidade, credibilidade e colegialidade da ação governativa."

A decisão de avançar com obras em Lisboa, construir pista complementar no Montijo e avançar para futura infraestrutura em Alcochete vai "poupar centenas de milhões de euros por ano", justificou Pedro Nuno Santos, quarta-feira à noite, em declarações à RTP.

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